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CID: Indicador de Colocação de DIU para Controle de natalidade

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A saúde reprodutiva é uma parte fundamental do bem-estar geral das mulheres, e a escolha do método contraceptivo adequado desempenha um papel crucial nesse processo. Entre as opções disponíveis, o Dispositivo Intrauterino (DIU) destaca-se pela sua eficácia, segurança e conveniência. Para garantir o acompanhamento adequado e o controle do uso, o CID (Código Internacional de Doenças) para a colocação de DIU é utilizado pelos profissionais de saúde. Este artigo aborda de forma detalhada o conceito de CID relacionado à colocação de DIU, sua importância, procedimentos, benefícios, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

O que é o CID e qual sua importância na colocação de DIU?

O CID é uma classificação médica utilizada internacionalmente para codificar doenças, procedimentos e condições de saúde. Para procedimentos como a colocação de DIU, o uso do código apropriado é essencial para registro clínico, faturamento, estatísticas de saúde e monitoramento de tratamentos.

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O Código Internacional de Doenças (CID-10), em especial, possui códigos específicos para procedimentos relacionados ao controle de natalidade, incluindo a colocação de DIU, permitindo uma padronização nos registros médicos e facilitando o acompanhamento dos procedimentos realizados.

Por que o CID é importante na colocação de DIU?

  • Padronização: garante que todos os profissionais de saúde utilizem uma nomenclatura uniforme.
  • Registro e acompanhamento: possibilita o acompanhamento estatístico e epidemiológico de procedimentos.
  • Faturamento e gestão: essencial para processos administrativos e financeiros das instituições de saúde.
  • Segurança jurídica: fornece respaldo legal e clínico ao procedimento realizado.

Como funciona a colocação de DIU

A colocação do DIU é um procedimento clínico realizado por um profissional de saúde qualificado, normalmente um ginecologista ou outro obstetra. É indicado para mulheres que desejam uma contracepção de alta eficiência, longa duração e baixo impacto hormonal, quando necessário.

Processo de colocação do DIU

  1. Avaliação médica: avaliação do histórico clínico, exame ginecológico e análise de contraindicações.
  2. Orientação à paciente: explicação do procedimento, possíveis riscos e cuidados após a colocação.
  3. Realização do procedimento: geralmente realiza-se em consultório, com procedimento rápido e minimamente invasivo.
  4. Cuidados pós-procedimento: acompanhamento para detectar possíveis desconfortos ou complicações.

Cuidados após a colocação

  • Uso de anti-inflamatórios, se indicado.
  • Observe sinais de dor intensa, sangramento abundante ou febre.
  • Marcar consulta de acompanhamento após alguns meses para avaliação.

Tipos de DIU disponíveis

Existem diferentes tipos de DIU, cada um com características específicas, podendo ser de cobre ou hormonal.

Tipo de DIUCaracterísticasVantagensDesvantagens
DIU de cobreSem hormônios, feito de cobre, que impede a fertilizaçãoEficácia, longa duração (até 10 anos)Pode causar cólicas e sangramento aumentado
DIU hormonalLibera prógestagênio, reduz o risco de gravidez e sinais de ovulaçãoMenor sangramento, eficácia altaPode causar alterações menstruais

Fonte: Ministério da Saúde – Guia da Contracepção

Código CID para colocação de DIU

No sistema CID-10, a colocação de DIU geralmente é codificada na categoria Z30.2 – “Situação de contracepção de emergências e outras contracepções”, que abrange procedimentos relacionados à colocação de métodos contraceptivos, incluindo o DIU.

Código específico

Código CID-10Descrição
Z30.2Atendimento relacionado à contracepção, incluindo colocação de DIU

Benefícios do uso do DIU como método contraceptivo

  • Alta efetividade na prevenção da gravidez.
  • Praticidade, com baixa necessidade de manutenção diária.
  • Longo período de eficácia (até 10 anos, dependendo do tipo).
  • Pode ser utilizado por mulheres que apresentam contraindicações à utilização de contraceptivos hormonais.

Riscos e contraindicações

Embora seja seguro, alguns riscos e contraindicações devem ser considerados:

  • Risco de perfuração uterina durante a colocação.
  • sangramento irregular ou intensificado nos primeiros meses.
  • Presença de infecção ativa no aparelho reprodutor.
  • Gravidez não detectada no momento da colocação.
  • Histórico de câncer cervical ou uterino.

A avaliação médica adequada é imprescindível para minimizar riscos.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. Quanto tempo depois de colocar o DIU posso fazer atividades normais?

Normalmente, após a colocação, recomenda-se repouso relativo por 24 a 48 horas. As atividades podem ser retomadas normalmente, salvo orientação médica contrária.

2. O DIU causa dores ou desconforto?

Algumas mulheres podem sentir dores ou cólicas leves nos primeiros dias após a colocação. Isso é normal e costuma diminuir com o tempo. Caso a dor seja intensa ou persistente, procure um profissional de saúde.

3. O DIU protege contra DSTs?

Não. O DIU não protege contra doenças sexualmente transmissíveis. O uso de preservativos é recomendado para essa finalidade.

4. É possível remover o DIU antes do prazo?

Sim, a remoção pode ser feita a qualquer momento, mediante decisão médica. Após a retirada, a fertilidade volta ao normal rapidamente.

5. Quais são as contraindicações para a colocação do DIU?

Contraindicações incluem infecção pélvica ativa, câncer cervical ou uterino, gravidez confirmada, entre outras condições específicas diagnosticadas pelo médico.

Conclusão

A colocação de DIU representa uma excelente opção de contracepção para muitas mulheres, oferecendo alta eficácia, praticidade e segurança. O uso do CID adequado para registrar esse procedimento é fundamental para o acompanhamento clínico, estatístico e administrativo do método. Entender os aspectos relacionados ao procedimento, seus benefícios, riscos e contraindicações é fundamental para tomar uma decisão informada.

Diante de quaisquer dúvidas, o acompanhamento com um profissional de saúde qualificado é imprescindível para garantir um método contraceptivo seguro e eficaz. Assim, a mulher pode exercer seu direito à saúde reprodutiva com autonomia e segurança.

Referências

“A saúde reprodutiva é um direito de todas as mulheres, e o acesso a métodos eficazes, como o DIU, é fundamental nesse contexto.”