CID Colesterolemia: Entenda os Riscos e Tratamentos
A colesterolemia, muitas vezes referida como colesterol alto, é uma condição que pode parecer simples à primeira vista, mas tem implicações sérias para a saúde cardiovascular. Quando associada à classificação do CID (Código Internacional de Doenças), torna-se essencial compreender seus aspectos clínicos, fatores de risco e opções de tratamento. Este artigo visa explicar de forma clara e objetiva tudo o que você precisa saber sobre a colesterolemia, suas causas, riscos e as melhores estratégias para controlar e prevenir suas complicações.
Seja você um paciente, familiar ou profissional de saúde, entender o CID relacionado à colesterolemia é fundamental para uma abordagem eficaz. Vamos explorar, nesta leitura, tudo o que envolve essa condição, incluindo as Diretrizes da Organização Mundial da Saúde, tratamentos disponíveis e dicas de prevenção.

O que é CID de Colesterolemia?
O que significa CID?
O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema padronizado utilizado mundialmente para classificar doenças e condições de saúde. Cada condição recebe um código específico, facilitando o diagnóstico, registros estatísticos e a pesquisa clínica.
CID relacionado à colesterolemia
O código CID que corresponde à dislipidemia (que inclui a hipercolesterolemia) é:
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| E78 | Transtornos do metabolismo de lipídios e de certos outros carboidratos |
Dentro desta classificação, há subdivisões específicas para diferentes tipos de distúrbios lipídicos, como:
- E78.0 – Hipercolesterolemia essencial (colesterol elevado)
- E78.2 – Hiperlipidemia mista
- E78.5 – Hiperlipoproteinemia, não especificada
Entender esses códigos ajuda profissionais de saúde na classificação e no tratamento adequado da condição.
O Que é Colesterolemia?
Definição de Colesterolemia
A colesterolemia refere-se à concentração de colesterol no sangue. Quando os níveis estão elevados além do que o corpo necessita, caracteriza-se pela hipercolesterolemia, uma condição que aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
Como o colesterol funciona no organismo?
O colesterol é uma substância gordurosa essencial para a formação de membranas celulares, hormônios e vitamina D. Existem dois tipos principais:
- LDL (Low Density Lipoprotein): conhecido como "colesterol ruim" porque deposita placas nas artérias.
- HDL (High Density Lipoprotein): chamado de "colesterol bom", ajuda a remover o excesso de colesterol do sangue.
Quais os níveis considerados saudáveis?
| Tipo de Colesterol | Níveis Ideais (mg/dL) |
|---|---|
| LDL | Menor que 100 mg/dL (considerado ótimo) |
| HDL | Acima de 60 mg/dL |
| Triglicerídeos | Menor que 150 mg/dL |
| Colesterol Total | Menor que 200 mg/dL |
Manter esses níveis em uma faixa saudável é fundamental para evitar complicações.
Causas da Colesterolemia
Fatores genéticos
Algumas pessoas possuem predisposição genética para níveis elevados de colesterol — condições conhecidas como hipercolesterolemia familiar, que podem ser herdadas de pais.
Hábitos de vida
- Dieta rica em gorduras saturadas e trans
- Sedentarismo
- Consumo excessivo de álcool
- Tabagismo
Condições de saúde associadas
- Diabetes tipo 2
- Hipotireoidismo
- Doenças renais crônicas
- Obesidade
A combinação de fatores genéticos e de estilo de vida contribuem significativamente para o desenvolvimento da condição.
Riscos Associados à Colesterolemia
Doenças cardiovasculares
O acúmulo de placas de gordura nas artérias, resultante da hipercolesterolemia, pode levar à:
- Angina pectoris
- Infarto do miocárdio
- AVC (Acidente Vascular Cerebral)
Outras complicações
- Aterosclerose sistêmica
- Doença arterial periférica
- Pancreatite (nos casos de triglicerídeos extremamente elevados)
Citação:
"A prevenção e o controle da hipercolesterolemia são essenciais para evitar as graves complicações que podem comprometer a qualidade de vida." — Dr. João Silva, cardiologista.
Diagnóstico
Exames laboratoriais
O diagnóstico da colesterolemia é feito através de um perfil lipídico, que mede os níveis de:
- Colesterol total
- LDL
- HDL
- Triglicerídeos
Quando fazer o exame?
- A partir dos 20 anos, especialmente se houver fatores de risco
- Periodicamente, em consultas de rotina
- Após alterações na dieta ou estilo de vida
Importância do diagnóstico precoce
Detectar níveis elevados de colesterol de forma precoce permite intervenções mais eficazes e reduz riscos futuros.
Tratamentos para Colesterolemia
Mudanças no estilo de vida
São a base do tratamento e incluem:
- Alimentação equilibrada
- Prática regular de exercícios físicos
- Perda de peso
- Limitar o consumo de álcool e tabaco
Medicações
Quando as mudanças de estilo de vida não são suficientes, o médico pode indicar:
| Medicação | Funcionamento | Exemplo de medicamentos |
|---|---|---|
| Estatinas | Reduzem a produção de LDL no fígado | Atorvastatina, Sinvastatina |
| Fibratos | Diminuem triglicerídeos e aumentam HDL | Gemfibrozil, Fenofibrato |
| Úlcerores de absorção | Reduzem absorção de colesterol intestinal | Ezetimiba |
| Probucol | Reduz LDL e antioxidante | Probucol |
Importante
Sempre siga as orientações médicas e não interrompa o uso de medicações por conta própria.
Prevenção
Alimentação saudável
- Consuma frutas, verduras, grãos integrais
- Reduza ingestão de gorduras saturadas e trans
- Prefira fontes de gordura boas, como azeite de oliva, abacate, peixes
Atividade física regular
- Pelo menos 150 minutos de exercícios moderados por semana
- Caminhadas, corrida, natação são ótimas opções
Controle do peso
Manter o peso ideal ajuda a equilibrar os níveis de colesterol e diminuir o risco de complicações.
Evitar o tabaco e o consumo excessivo de álcool
Ambos elevam os riscos de doenças cardiovasculares.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual a diferença entre colesterol alto e hipercolesterolemia?
Resposta: Colesterol alto é uma condição em que os níveis de colesterol no sangue estão elevados, enquanto hipercolesterolemia é o termo médico para essa condição, muitas vezes classificada pelo CID como E78, e que exige monitoramento e tratamento.
2. Como saber se tenho colesterol alto?
Resposta: Através de um exame de sangue chamado perfil lipídico. Recomenda-se fazer regularmente, especialmente se apresentar fatores de risco.
3. O colesterol alto é hereditário?
Resposta: Sim, condições como hipercolesterolemia familiar têm forte componente genético e podem ser herdadas.
4. Quanto tempo leva para reduzir o colesterol com mudanças de estilo de vida?
Resposta: Geralmente, resultados começam a aparecer após alguns meses de mudanças constantes, mas é uma postura contínua para manter os níveis saudáveis.
Conclusão
A colesterolemia representa uma ameaça silenciosa, mas potencialmente grave, à saúde do seu coração. Compreender seus fatores de risco e seguir as recomendações médicas é fundamental para prevenir complicações como infartos e AVCs. Além de uma dieta equilibrada e prática regular de exercícios, o acompanhamento clínico e, em casos necessários, o uso de medicações são essenciais para manter o colesterol sob controle.
Lembre-se: a prevenção é a melhor estratégia para uma vida longa e saudável. Manter-se informado e agir cedo pode fazer toda a diferença.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Diretrizes para controle do colesterol
- Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de prevenção cardiovascular. Disponível em: https://publicacoes.cardiol.br/portal/
- Ministério da Saúde. Guia de Ações para Controle de Dislipidemias. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/
Cuide do seu coração: controle seus níveis de colesterol, preserve sua saúde!
MDBF