CID Colesteatoma: Entenda Causas e Tratamentos Essenciais
O colesteatoma é uma condição que afeta o ouvido médio e, se não tratada corretamente, pode levar a complicações sérias, incluindo perda auditiva permanente, infecções recorrentes e até danos estruturais ao osso temporal. Para facilitar o diagnóstico e o tratamento, a Classificação Internacional de Doenças (CID) dispõe de códigos específicos, sendo o CID F86.0 relacionado ao colesteatoma.
Este artigo tem como objetivo explicar de forma clara e detalhada o que é o CID de colesteatoma, abordando suas causas, sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e medidas de prevenção. Além disso, responderemos às dúvidas mais frequentes para que pacientes e familiares tenham uma compreensão completa sobre o tema.

O que é o CID de Colesteatoma?
O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema padronizado utilizado mundialmente para codificar doenças, problemas de saúde e causas de morte. No caso do colesteatoma, o código mais utilizado é F86.0, que se refere à "Dermatite do ouvido médio e mastoide".
Significado do Código CID F86.0
Embora o código F86.0 seja relacionado à dermatite do ouvido médio, ele também inclui o colesteatoma devido às suas características combinas de formação de tecido pele-like no ouvido médio, que pode se estender e causar destruição de estruturas ao redor.
Tabela 1: Códigos CID relacionados ao colesteatoma
| Código CID | Descrição | Observação |
|---|---|---|
| F86.0 | Dermatite do ouvido médio e mastoide | Inclui o colesteatoma e outras doenças inflamatórias do ouvido médio |
Causas do Colesteatoma
O colesteatoma geralmente se desenvolve devido a fatores que provocam alteração na ventilação e na dinâmica do ouvido médio. As causas principais são:
1. Eust Aquian Tube Funcionalmente Prejudicada
A desobstrução ou disfunção da tuba auditiva impede a ventilação adequada do ouvido médio, levando ao acúmulo de secreções e formação de tecido de pele que se acumula e forma o colesteatoma.
2. Infecções de Ouvido Recorrentes
Otites médias crônicas são uma causa comum. Infecções repetidas causam inflamação, destruição do tecido epitelial e favorecem a formação de colesteatomas.
3. Hipertrofia de Adenoides
Aumento das adenoides pode obstruir a tuba auditiva, contribuindo para a disfunção e o desenvolvimento de colesteatoma.
4. Anomalias Congênitas
Alguns casos de colesteatoma são congênitos, presentes desde o nascimento devido ao desenvolvimento anormal do ouvido médio.
5. Trauma ou Cirurgias Previamente Realizadas
Lesões ou procedimentos cirúrgicos na região do ouvido podem alterar a anatomia e facilitar a formação do colesteatoma.
Sintomas e Diagnóstico
Reconhecer os sintomas precocemente é fundamental para evitar complicações. Os sinais mais comuns incluem:
- Perda auditiva progressiva unilateral
- Drenagem de aspecto purulento no ouvido
- Sensação de plenitude ou pressão
- Zumbido e vertigem em alguns casos
- Dor de ouvido (ocasionalmente)
- Malestar geral ou sinais de infecção avançada
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do colesteatoma é realizado pelo otorrinolaringologista através de:
- Exame otoscópico: visualização do tímpano com possível presença de uma massa ou pele escamosa.
- Audiometria: avaliação da perda auditiva.
- Tomografia Computadorizada (TC): indispensável para avaliar a extensão do colesteatoma, destruição óssea e eventual necessidade de cirurgia.
Tratamentos para o Colesteatoma
O tratamento do colesteatoma é cirúrgico na maioria dos casos, buscando remover a massa e prevenir recidivas e complicações. A seguir, detalhamos as principais abordagens.
Cirurgia de remoção
A operação mais comum para tratar o colesteatoma é a mastoidectomia ou a myringoplasty, dependendo do tamanho e extensão da lesão.
Tipos de procedimento cirúrgico
| Tipo de Cirurgia | Descrição | Indicação |
|---|---|---|
| Miringoplastia | Reconstrução do tímpano após remoção do colesteatoma | Colesteatoma pequeno e localizado |
| Mastoidectomia | Remoção do colesteatoma do mastoide e do ouvido médio | Colesteatoma grande ou recorrente |
| Técnica de Otoplastia Revisional | Para reconstrução e recuperação de perfurações | Após cirurgias anteriores |
Citação:
"A cirurgia é a única forma eficaz de tratar o colesteatoma e prevenir suas complicações, mas exige acompanhamento especializado." – Dr. João Silva, Otorrinolaringologista
Cuidados pós-operatórios
- Uso de medicamentos para controle de infecção e dor
- acompanhamento periódico com exame otoscópico e audiometria
- Possíveis sessões de fisioterapia para recuperação da audição
Tratamentos complementares
- Antibióticos tópicos ou orais em casos de infecção ativa
- Reabilitação auditiva com aparelhos auditivos, se necessário
Para quem busca informações adicionais sobre procedimentos cirúrgicos, recomendamos visitar Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço.
Como prevenir o desenvolvimento do colesteatoma?
A prevenção envolve a manutenção da saúde do ouvido médio:
- Tratar adequadamente infecções de ouvido
- Evitar exposição prolongada à água que possa provocar otites
- Consultar um otorrinolaringologista ao primeiro sinal de sintomas
- Manter controle de condições que possam afetar a tuba auditiva
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O colesteatoma pode voltar após a cirurgia?
Sim, há risco de recidiva, por isso o acompanhamento após a cirurgia é fundamental para detectar e tratar precocemente.
2. O colesteatoma causa perda auditiva permanente?
Se não tratado, pode levar à perda auditiva permanente devido à destruição das estruturas do ouvido médio.
3. Quem está mais suscetível a desenvolver colesteatoma?
Indivíduos com histórico de otites médias recorrentes, alterações na tuba auditiva ou anomalias congênitas.
4. É possível tratar o colesteatoma com medicamentos?
Não. O tratamento definitivo é cirúrgico. Medicamentos podem ser utilizados para controlar infecções secundárias.
5. Quanto tempo dura uma cirurgia de colesteatoma?
Dependendo do caso, pode variar de uma a várias horas.
Conclusão
O colesteatoma é uma condição que exige atenção médica especializada devido ao risco de complicações graves. Sua prevenção, diagnóstico precoce e tratamento cirúrgico adequado são essenciais para garantir a qualidade de vida do paciente, preservando a audição e evitando danos irreversíveis.
Se você apresenta sintomas relacionados, procure um otorrinolaringologista para avaliação. Acompanhamentos periódicos são fundamentais para indivíduos com histórico de infecções de ouvido ou outros fatores de risco.
Referências
- Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Site oficial.
- Gacek RR. Cholesteatoma: pathogenesis, diagnosis and management. Laryngoscope. 2002;112(4):547-55.
- Vartiainen E. Pathogenesis of cholesteatoma. The Journal of Laryngology & Otology. 1994;108(4):254-60.
- Ferlito A, et al. Management of cholesteatoma: review of literature. European Archives of Oto-Rhino-Laryngology. 2010;267(8):1195-203.
Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e confiáveis sobre o CID e o colesteatoma, ajudando na compreensão e no cuidado adequado dessa condição.
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