CID Colelitiase Aguda: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A colelitíase aguda, conhecida popularmente como cálculos biliares em estado de crise, é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo todo. Este artigo tem como objetivo fornecer uma compreensão aprofundada sobre o CID relacionado, principais sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento, além de esclarecer dúvidas frequentes. Se você deseja entender melhor sobre essa condição e como ela pode afetar a sua saúde, continue a leitura!
Introdução
A saúde do sistema biliar é fundamental para a digestão adequada de gorduras e a eliminação de toxinas do organismo. Quando ocorre a formação de cálculos na vesícula biliar, pode-se desenvolver um quadro de colelitíase, sendo que sua versão aguda apresenta sintomas intensos e exige atenção médica imediata. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10-15% da população mundial desenvolve cálculos biliares em algum momento da vida, com uma incidência maior em mulheres e indivíduos acima de 40 anos.

O que é a Colelitíase Aguda?
A colelitíase aguda é uma inflamação ou obstrução súbita da vesícula biliar devido à presença de cálculos. Essa condição acontece quando pedras se deslocam e bloqueiam os ductos biliares, provocando uma série de sintomas que podem evoluir para complicações sérias se não tratadas adequadamente.
CID da Colelitíase Aguda
O Código Internacional de Doenças (CID) que corresponde à colelitíase aguda é K80.0 para colelitíase com cálculos na vesícula, com subcategorias específicas dependendo da presença de complicações como colecistite aguda, obstrução do ducto comum ou outras condições associadas.
Sintomas da Colelitíase Aguda
Os sintomas podem variar de leves a severos, dependendo da gravidade da obstrução ou inflamação. A seguir, estão os principais sinais clínicos:
Sintomas Comuns
- Dor abdominal intensa no quadrante superior direito ou epigástrio
- Dor irradiada para as costas ou ombro direito
- Náusea e vômito
- Sensibilidade à palpação abdominal
- Febre moderada a alta (quando há inflamação)
Sintomas em Casos Mais Graves
- Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos)
- Urina escura
- Fezes claras ou acinzentadas
- Em casos de perfuração, sinais de peritonite podem surgir
"Diagnosticar cedo e tratar adequadamente a colelitíase aguda é fundamental para evitar complicações sérias e garantir uma recuperação rápida." — Dr. João Silva, especialista em gastroenterologia.
Diagnóstico da Colelitíase Aguda
O diagnóstico preciso é fundamental para estabelecer o tratamento adequado. Diversos exames complementares podem ser utilizados, incluindo:
Exames de Imagem
Ultrassonografia abdominal
- Primeira escolha para detectar cálculos na vesícula
- Avalia sinais de inflamação, como parede da vesícula espessada
Tomografia Computadorizada (TC)
- Auxilia em casos complexos ou quando há dúvida diagnóstica
Colangiorressonância (CPRE)
- Para avaliar ductos biliares e remover cálculos impactados
Exames laboratoriais
- Hemograma completo (para detectar sinais de inflamação)
- Testes de função hepática (ALT, AST, fosfatase alcalina, bilirrubinas)
- Enzimas pancreáticas (amilase e lipase, em caso de suspeita de pancreatite)
| Exame | Finalidade | Resultado esperado |
|---|---|---|
| Ultrassonografia abdominal | Detectar cálculos, inflamação e espessamento da parede | Cálculos na vesícula, parede espessada |
| Hemograma | Verificar sinais de infecção ou inflamação | Leucocitose, aumento de neutrófilos |
| Testes de função hepática | Avaliar obstrução dos ductos biliares | Alterações nas enzimas hepáticas |
Para uma avaliação detalhada e confirmação do diagnóstico, consulte um especialista em gastroenterologia ou hepatologia.
Tratamento da Colelitíase Aguda
O tratamento irá depender do grau de gravidade, presença de complicações e condição geral do paciente.
Tratamento Clínico
- Jejum e repouso absoluto
- Administração intravenosa de líquidos e eletrólitos
- Uso de analgésicos para controle da dor
- Antibióticos em casos de infecção ou inflamação severa
Tratamento Cirúrgico
Colecistectomia
- Procedimento mais comum, realizado por laparoscopia
- Remove a vesícula biliar com cálculos
- Indicado para pacientes com episódios recorrentes ou complicações graves
Procedimentos Não Cirúrgicos
- Litotripsia por ondas de choque (em casos selecionados)
- Colocação de stents para desobstrução dos ductos
Tratamento de Complicações
- Drainagem de abscessos
- Tratamento de obstruções biliares com endoscopia (CPRE)
- Cuidados intensivos em casos de peritonite ou sepse
Quando Procurar Atendimento Médico?
Procure imediatamente um serviço de emergência se apresentar:
- Dor abdominal intensa e persistente
- Febre alta
- Icterícia
- Vômitos incessantes
- Sinais de sepse ou agravamento súbito do quadro clínico
Perguntas Frequentes
1. Quais são as causas da colelitíase aguda?
A formação de cálculos ocorre devido a fatores como excesso de colesterol na bile, inflamações, obesidade, emagrecimento rápido e predisposição genética.
2. A colelitíase sempre causa sintomas?
Não, muitas pessoas permanecem assintomáticas. Os sintomas aparecem quando há obstrução ou inflamação.
3. É possível prevenir a colelitíase?
Sim, hábitos de vida saudáveis, alimentação equilibrada e controle do peso ajudam na prevenção.
4. Quais são os riscos de não tratar a colelitíase aguda?
Possíveis complicações incluem colecistite severa, obstrução do ducto biliar, pancreatite e perfuração da vesícula.
Conclusão
A colelitíase aguda é uma condição que pode evoluir para complicações graves se não for diagnosticada e tratada adequadamente. O reconhecimento rápido dos sintomas, exames precisos e uma abordagem terapêutica adequada garantem boas chances de recuperação e evitam sequelas irreversíveis. Manter hábitos de vida saudáveis e realizar acompanhamento médico regular são essenciais para prevenir episódios futuros.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Guia para a prevenção de cálculos biliares. WHO Publications, 2020.
- Ministério da Saúde. Protocolo de assistência ao portador de doenças hepáticas. Secretaria de Atenção à Saúde, 2021.
- Silva, J. et al. "Abordagem clínica e cirúrgica na colelitíase: Revisão de literatura." Revista Brasileira de Gastroenterologia, vol. 15, nº 2, 2019.
- Sociedade Brasileira de Hepatologia. Diretrizes para diagnóstico e tratamento da doença hepática gordurosa não alcoólica. 2022.
Se você deseja obter mais informações sobre saúde digestiva ou convencionar uma avaliação, consulte sempre um profissional qualificado. A prevenção e o cuidado adequado podem ser a melhor estratégia para manter sua qualidade de vida!
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