CID Colecistolitíase: Causas, Sintomas e Tratamentos Efetivos
A colecistolitíase, mais conhecida como pedras na vesícula, é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Diagnosticar essa enfermidade de forma correta é fundamental para o sucesso do tratamento e para evitar complicações graves. Este artigo apresenta uma análise completa sobre o CID relacionando-se à colecistolitíase, abordando suas causas, sintomas, tratamentos, além de responder às perguntas mais frequentes e fornecer referências confiáveis.
Introdução
A vesícula biliar é um órgão localizado no quadrante superior direito do abdômen responsável pelo armazenamento e liberação da bile, substância produzida pelo fígado que auxilia na digestão de gorduras. Quando ocorre o acúmulo de cristais ou partículas sólidas, conhecidos popularmente como pedras, a condição recebe o nome de colecistolitíase.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 10% da população mundial apresenta algum tipo de problema de cálculo na vesícula, sendo a colecistolitíase uma das mais comuns. Entender seus fatores de risco, diagnóstico e opções de tratamento é essencial para uma abordagem eficiente.
O que é a CID Colecistolitíase?
CID significa Classificação Internacional de Doenças, um sistema utilizado globalmente para codificar condições de saúde.
CID 10 para Colecistolitíase
O código CID-10 mais utilizado para a colecistolitíase é K80.1 - "Cálculo de vesícula biliar com colangite" ou K80.2 - "Cálculo de vesícula biliar sem colangite".
Diferenças entre os códigos:
| Código CID | Descrição | Sintomas associantes |
|---|---|---|
| K80.1 | Cálculo de vesícula biliar com inflamação (colangite) | Dor intensa, febre, icterícia |
| K80.2 | Cálculo de vesícula biliar sem inflamação | Dor abdominal após refeições, náusea |
Causas da Colecistolitíase
As pedras na vesícula podem se formar por diversas razões, envolvendo fatores relacionados à composição da bile, hábitos alimentares e predisposições genéticas.
Principais fatores de risco
- Dislipidemia: níveis elevados de colesterol aumentam o risco de formação de cálculos.
- Obesidade: aumenta a produção de colesterol na bile.
- Dieta rica em gorduras e carboidratos refinados: favorece a formação de cálculos.
- Jejum prolongado ou perda rápida de peso: altera a composição da bile, favorecendo a formação de pedras.
- Gravidez: alterações hormonais podem contribuir para a formação de cálculos.
- Idade avançada: a incidência aumenta com o envelhecimento.
- Histórico familiar: predisposição genética pode influenciar no desenvolvimento.
Tipos de cálculos mais comuns
| Tipo de cálculo | Composição principal | Características |
|---|---|---|
| Cálculos de colesterol | Colesterol cristalizado | Mais comuns, geralmente assintomáticos |
| Cálculos pigmentares | Fosfato de cálcio ou bilirrubina insolúvel | Associados a doenças hemolíticas ou infecções |
Processo de formação
A formação de cálculos ocorre quando a bile fica supersaturada de componentes como colesterol, bilirrubina ou sais de cálcio, formando cristais que podem evoluir para pedras de diferentes tamanhos.
Sintomas da Colecistolitíase
Muitas pessoas com cálculos na vesícula podem não apresentar sintomas, vivendo de forma assintomática.
Sintomas mais comuns
- Dor abdominal: frequentemente localizada no quadrante superior direito, podendo irradiar para as costas ou ombro direito.
- Náusea e vômito
- Indigestão e sensação de plenidade após refeições gordurosas
- Icterícia: coloração amarelada da pele e olhos, em casos de obstrução do ducto biliar.
- Febre: quando há inflamação ou infecção associada.
Como ocorre a crise de dores?
A crise costuma acontecer após refeições pesadas ou gordurosas, quando a vesícula contraída expulsa bile em excesso, podendo provocar inflamação ou obstrução.
Diagnóstico da Colecistolitíase
Exames complementares essenciais
- Ultrassonografia abdominal: método mais utilizado para identificar cálculos na vesícula.
- Cintilografia da vesícula: avalia a função vesicular.
- Raio-X abdominal: pode detectar cálculos radiopacos, principalmente pigmentares.
- Colangiorressonância e CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica): indicadas para avaliar ductos biliares.
Tabela de diagnósticos
| Exame | Finalidade | Limitações |
|---|---|---|
| Ultrassonografia | Detectar cálculos na vesícula | Não identifica cálculos que não são de grande tamanho |
| Cintilografia | Avaliar funcionamento da vesícula | Mais caro e menos disponível |
| CPRE | Visualizar ductos biliares, remover cálculos se necessário | Invasivo, risco de complicações |
Tratamentos para a Colecistolitíase
O tratamento varia de acordo com a presença de sintomas, tamanho dos cálculos e complicações associadas.
Tratamentos conservadores
- Mudanças na dieta: evitar gorduras e alimentos pesados.
- Controle de fatores de risco: redução do colesterol, perda de peso gradual.
- Medicamentos: uso de ursodiol para dissolver cálculos de colesterol, embora sua eficácia seja limitada e demorada.
Tratamento cirúrgico
Colecistectomia (remoção da vesícula biliar)
A cirurgia é o procedimento mais comum para casos sintomáticos ou complicados, podendo ser feita por laparoscopia ou cirurgia aberta.
Vantagens da laparoscopia:
- Menor tempo de recuperação
- Menos dor pós-operatória
- Pequenas incisões
Tratamentos endoscópicos
- CPRE para remoção de cálculos que obstruem os ductos biliares.
Quando procurar um especialista?
Se você apresentar episódios recorrentes de dor, febre, icterícia ou sinais de infecção, procure um médico gastroenterologista ou cirurgião.
Medidas de Prevenção
- Manter uma alimentação balanceada, rica em fibras e pobre em gorduras saturadas.
- Controlar o peso corporal de forma gradual.
- Praticar atividade física regularmente.
- Evitar jejum prolongado.
Perguntas Frequentes
1. A colecistolitíase pode desaparecer sozinha?
Na maioria dos casos, as pedras permanecem e podem evoluir, causando crises ou complicações. No entanto, cálculos pequenos podem, eventualmente, ser eliminados pelo trato gastrointestinal.
2. A cirurgia é obrigatória?
Não necessariamente. Para cálculos assintomáticos, muitas vezes opta-se por monitoramento. A cirurgia é indicada quando há sintomas ou complicações.
3. Quais os riscos de não tratar?
Complicações como colecistite aguda, obstrução do ducto biliar, pancreatite e icterícia podem ocorrer se a condição não for adequadamente tratada.
4. Como evitar a formação de cálculos?
Manter uma alimentação equilibrada, evitar o excesso de gordura, praticar exercícios físicos e manter o peso adequado são medidas preventivas eficazes.
Conclusão
A colecistolitíase é uma condição bastante comum, muitas vezes assintomática, que pode evoluir para quadros graves se não for devidamente avaliada e tratada. Condutas preventivas, diagnóstico precoce e intervenções cirúrgicas ou médicas adequadas garantem uma excelente qualidade de vida ao paciente.
Se você suspeita de qualquer sintoma relacionado, consulte um especialista em gastroenterologia para uma avaliação completa.
Perguntas Frequentes
Quais os principais sintomas de cálculos na vesícula?
Dor no quadrante superior direito, náuseas, vômitos, sensação de plenitude e, em casos mais graves, icterícia e febre.Quem tem maior risco de desenvolver colecistolitíase?
Indivíduos com obesidade, dislipidemia, gestantes, idosos, e com histórico familiar.Quais exames são essenciais para confirmação?
Ultrassonografia abdominal é a principal ferramenta de diagnóstico.O que fazer para prevenir?
Adotar dieta equilibrada, perder peso de forma gradual, evitar jejuns prolongados e praticar exercícios regularmente.
Referências
- Ministério da Saúde. Estudo de Prevalência de Cálculos Biliares. 2021.
- World Health Organization. ICD-10 Version:2019.
- Ribeiro, D. et al. Gastroenterologia Básica e Avançada, Editora Médica, 2018.
- Smith, J. et al. Cholelithiasis and its Management. Journal of Hepatology, 2020.
- Sociedade Brasileira de Gastroenterologia
- Ministério da Saúde - Doenças do Aparelho Digestivo
Lembre-se: A informação aqui fornecida tem caráter educativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde. Procure sempre um especialista para avaliação adequada e tratamento personalizado.
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