CID Colecistite Calculosa: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A colecistite calculosa, também conhecida como inflamação da vesícula biliar causada por cálculos, é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 10% da população apresenta algum grau de formação de cálculos biliares, e uma porcentagem significativa dessas pessoas desenvolve colecistite calculosa em algum momento da vida.
Este artigo visa oferecer uma compreensão aprofundada sobre a CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionada à colecistite calculosa, abordando seus sintomas, diagnóstico, tratamento e medidas preventivas. Além disso, responderemos às dúvidas mais frequentes, proporcionando um guia completo para quem busca informações confiáveis sobre o tema.

O que é CID Colecistite Calculosa?
A classificação CID (Código Internacional de Doenças) para colecistite calculosa é K81.1. Ela especifica a inflamação da vesícula biliar decorrente da presença de cálculos, sendo uma das formas mais comuns de colecistite.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a colecistite calculosa é responsável por aproximadamente 90% dos casos de inflamação da vesícula biliar. Os cálculos que obstruem o ducto cístico levam à inflamação, dor e outros sintomas que podem comprometer a qualidade de vida do paciente se não tratados adequadamente.
Causas e Fatores de Risco
Causas da Colecistite Calculosa
A principal causa da colecistite calculosa é a formação de cálculos biliares que obstruem o ducto cístico. Essa obstrução provoca inflamação, infecção e, eventualmente, pode levar à complicações mais graves.
Fatores de risco
| Fatores de risco | Descrição |
|---|---|
| Idade | Pessoas com mais de 40 anos têm maior risco |
| Sexo | Mulheres são mais propensas, principalmente durante a gestação |
| Obesidade | Aumenta a produção de colesterol na vesícula |
| Histórico familiar | Predisposição genética |
| Dieta rica em gorduras | Contribui para a formação de cálculos |
| Perda rápida de peso | Pode favorecer a formação de cálculos do tipo colesterol |
Sintomas da Colecistite Calculosa
Sintomas comuns
A colecistite calculosa pode apresentar uma variedade de sintomas, que variam em intensidade e duração. Os principais incluem:
- Dor abdominal na região superior direita ou epigástrio, que pode irradiar para as costas ou ombro direito
- Nausea e vômitos
- Febre moderada a elevada
- Sensibilidade ao toque na região abdominal
- Icterícia (em casos de complicação)
Sintomas em fase aguda vs. crônica
| Fase | Sintomas comuns |
|---|---|
| Aguda | Dor intensa, febre, náuseas, vômitos |
| Crônica | Dor recorrente, sensação de peso, desconforto após refeições |
Quando procurar atendimento médico
A presença de dor intensa, febre alta, icterícia ou sinais de infecção — como calafrios — deve levar ao pronto atendimento. A demora no tratamento pode levar a complicações, como perfuração da vesícula ou pancreatite.
Diagnóstico da Colecistite Calculosa
Exames comuns
Ultrassonografia abdominal
É o exame de escolha para detectar cálculos, espessamento da parede da vesícula e sinais de inflamação.Exames laboratoriais
Hemograma, testes de função hepática e marcadores de inflamação (PCR, VSG) ajudam na avaliação da fase inflamatória.Exame de sangue
Pode indicar infecção ou complicações, como pancreatite.CPRE (Colangiopancreatografia endoscópica)
Útil para identificar cálculos no ducto biliar comum ou vias biliares.
Diagnóstico diferencial
- Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)
- Úlcera gástrica ou duodenal
- Outras causas de dor abdominal superior
Tratamento da Colecistite Calculosa
Tratamentos conservadores
Em casos leves e sem complicações, o tratamento pode incluir:
- Jejum temporário
- Administração de líquidos intravenosos
- Uso de analgésicos e anti-inflamatórios
- Antibioticoterapia em casos de infecção
Tratamento cirúrgico
A colecistectomia laparoscópica é o procedimento padrão para remoção da vesícula biliar e resolução definitiva do problema. É um procedimento minimamente invasivo, com alta hospitalar geralmente no mesmo dia ou no dia seguinte.
Quando indicar cirurgia
- Presença de sintomas persistentes
- Complicações, como abscesso ou perfuração
- Recorrência de crises
Outras opções
- Litotricia (quebrar cálculos) em casos selecionados
- Tratamentos endoscópicos para remover cálculos do ducto biliar
Considerações importantes
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Geral, o manejo da colecistite deve ser individualizado, considerando o estado clínico do paciente, com prioridade em intervenção cirúrgica precoce na maioria dos casos.
Prevenção da Colecistite Calculosa
- Manter uma dieta equilibrada, rica em fibras, com controle do consumo de gorduras saturadas
- Manter peso corporal adequado
- Evitar perda de peso rápida
- Praticar atividades físicas regularmente
Para informações detalhadas sobre hábitos saudáveis, acesse Ministério da Saúde.
Tabela de Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
| Aspecto | Detalhes |
|---|---|
| Sintomas | Dor abdominal, náuseas, vômitos, febre |
| Diagnóstico | Ultrassonografia, exames laboratoriais |
| Tratamento | Cirurgia (colecistectomia), manejo clínico com medicamentos |
| Complicações possíveis | Perforação, abscesso, pancreatite |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A colecistite calculosa pode evoluir sem sintomas?
Sim, muitas pessoas apresentam cálculos biliares sem sintomas. No entanto, a presença de cálculos aumenta o risco de episódios de inflamação.
2. Quanto tempo leva para recuperar da cirurgia de colecistectomia?
A recuperação costuma durar de 1 a 2 semanas, dependendo do procedimento e do paciente. A maioria volta às atividades normais em curto prazo.
3. É possível evitar a formação de cálculos biliares?
Sim, adotando uma alimentação equilibrada, praticando exercícios físicos e mantendo o peso corporal adequado.
4. Quais são os riscos de não tratar a colecistite calculosa?
Podem ocorrer complicações graves, como perfuração, abscesso, pancreatite, sepse e até risco de vida.
Conclusão
A CID colecistite calculosa (K81.1) representa uma condição potencialmente grave, mas totalmente tratável quando diagnosticada com rapidez e manejada adequadamente. O entendimento dos sintomas, fatores de risco e opções de tratamento é fundamental para garantir uma abordagem efetiva, prevenindo complicações futuras.
Se você apresenta sintomas como dor abdominal intensa, febre ou sinais de inflamação, procure atendimento médico especializado. A intervenção precoce, muitas vezes através de cirurgia, garante uma recuperação mais rápida e um melhor prognóstico.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças – CID-10. Geneva: OMS, 2023.
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Geral. Guia de Cirurgia de Vesícula Biliar. São Paulo: SBCCG, 2022.
- Ministério da Saúde (Brasil). Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento da Colecistite. Brasília: Ministério da Saúde, 2021.
- Freeman ML, et al. "Selected aspects of the management of gallstone disease." Surgical Clinics of North America, 2021.
- Cancer.gov - Tipos de Cálculos Biliares
Este artigo foi elaborado com foco em fornecer informações completas e confiáveis sobre a CID colecistite calculosa, contribuindo para a conscientização e o cuidado com a saúde.
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