CID Colangite Biliar Primária: Diagnóstico e Tratamentos Efetivos
A colangite biliar primária (CBP) é uma doença hepática crônica, progressiva, que afeta principalmente as mulheres de meia-idade. Caracterizada pela destruição dos ductos biliares intrahepáticos, a CBP pode levar à cirrose, insuficiência hepática e complicações associadas se não for diagnosticada e tratada precocemente. O Código Internacional de Doenças (CID-10) para essa condição é K83.0. Este artigo tem como objetivo fornecer uma visão abrangente sobre o CID Colangite Biliar Primária, abordando seu diagnóstico, tratamentos efetivos, fatores de risco e cuidados necessários para uma melhor qualidade de vida do paciente.
O que é a Colangite Biliar Primária?
A Colangite Biliar Primária é uma doença autoimune que causa inflamação e destruição progressiva dos pequenos ductos biliares intra-hepáticos. Essa destruição compromete o fluxo de bile, levando ao acúmulo de substâncias tóxicas no fígado e, eventualmente, à cirrose hepática.

Características principais:- Predominância em mulheres (cerca de 90%)- Início geralmente entre os 30 e 50 anos- Progressão lenta mas eventual
Causas e Fatores de Risco
Embora a causa exata da CBP seja desconhecida, acredita-se que fatores genéticos e ambientais estejam envolvidos na sua etiologia.
Fatores genéticos
- Histórico familiar de doenças autoimunes
- Alelos HLA associados à predisposição
Fatores ambientais
- Exposição a certos agentes tóxicos e medicamentos
- Infecções virais (embora pouco conclusivas)
Fatores de risco
| Fatores de Risco | Descrição |
|---|---|
| Sexo feminino | Maior incidência na população feminina |
| Idade | Especialmente entre 30 e 50 anos |
| Histórico familiar | Presença de doenças autoimunes na família |
| Presença de outras doenças autoimunes | Como tiroide, sjögren, artrite reumatoide |
Sintomas e Diagnóstico
A CBP inicialmente pode ser assintomática, sendo descoberta incidentalmente em exames de rotina. Quando manifestam sintomas, eles geralmente incluem:
Sintomas comuns
- Fadiga
- Coceira intensa
- Citose (coloração amarelada da pele e olhos)
- Dor abdominal leve
- Boca seca
Diagnóstico clínico e laboratorial
| Exame | Descrição |
|---|---|
| Sorologia (anticorpos anti-mitocôndria - AMA) | Presença de anticorpos específicos na maioria dos casos |
| Enzimas hepáticas (FA, GGT) | Elevadas, indicando obstrução biliar |
| Gama-glutamil transpeptidase (GGT) | Elevada na maioria dos casos |
| Exames de imagem | Ultrassom, colangiorrafia, MRCP para avaliar ductos biliares |
Critérios diagnósticos principais
- Presença de anticorpos anti-mitocôndria (AMA)
- Exames de sangue com elevação das enzimas hepáticas
- Biópsia hepática confirmatória em alguns casos
“O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento adequado e evitar complicações severas.” — Dra. Ana Maria Silva, hepatologista.
Diagnóstico do CID Colangite Biliar Primária
A abordagem diagnóstica para CBP combina exames laboratoriais, de imagem e, quando necessário, biópsia hepática.
Exames laboratoriais
- Sorologia: Positividade para AMA na maioria dos casos
- Enzimas hepáticas: Aumento de fosfatase alcalina e GGT
- Perfil imunológico: Pode haver outras autoanticorpos associados, como antinucleares (ANA)
Exames de imagem
- Ultrassom abdominal: Para descartar obstruções signaling obstrutivas de vias biliares
- CPR (colangiorressonância magnética): Para visualização detalhada dos ductos biliares
- Colangio-pancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE): Utilizada em casos específicos ou para intervenções
Biópsia hepática
Permite avaliar a extensão do dano hepático e confirmar o diagnóstico quando há dúvidas.
Tratamentos Efetivos para a CBP
Embora ainda não exista cura para a CBP, diversas estratégias terapêuticas podem controlar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida.
Tratamento medicamentoso
| Medicamento | Objetivo |
|---|---|
| Ácido ursodesoxicólico (UDCA) | Melhora a função hepática, desacelera progressão |
| Corticoides | Em casos de quadros autoimunes associados |
| Outros imunossupressores | Em casos específicos, sob orientação médica |
Mudanças no estilo de vida
- Dieta balanceada
- Evitar álcool
- Manutenção do peso corporal adequado
- Controle de outras doenças autoimunes associadas
Monitoramento e acompanhamento
Regularidade na avaliação de exames hepáticos e vigilância de complicações, como cirrose, hipertensão portal e câncer de fígado.
Tratamentos invasivos e cirúrgicos
- Transplante hepático: Indicado em casos de cirrose avançada ou insuficiência hepática refratária ao tratamento médico.
Prevenção e Cuidados
Embora seja uma doença autoimune, a CBP pode ser melhor gerenciada com cuidados constantes:
- Realizar acompanhamento periódico com hepatologista
- Manter a vacinação contra hepatite A e B
- Controlar fatores de risco, como obesidade
- Evitar medicamentos hepatotóxicos sem orientação médica
Tabela Resumo: Diagnóstico, Tratamento e Prognóstico da CBP
| Aspecto | Detalhes |
|---|---|
| Diagnóstico | AMA positivo, enzimas hepáticas elevadas, imagem dos ductos biliares |
| Tratamento | UDCA, mudanças no estilo de vida, monitoramento contínuo |
| Prognóstico | Variável, com possibilidade de vida longa com manejo adequado |
| Complicações | Cirrose, osteoporose, câncer de fígado |
Perguntas Frequentes
1. A colangite biliar primária é contagiosa?
Não, a CBP é uma doença autoimune e não contagiosa.
2. Qual é a expectativa de vida de quem tem CBP?
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, muitos pacientes podem viver normalmente por décadas.
3. O que fazer em caso de sintomas como fadiga ou coceira intensa?
Procure um hepatologista para avaliação detalhada e início do tratamento específico.
4. A alimentação deve ser restrita na CBP?
Não necessariamente, uma alimentação equilibrada, com atenção à gordura e ao consumo de álcool, é recomendada.
Conclusão
A Colangite Biliar Primária, representada pelo CID K83.0, é uma condição autoinflamatória que requer diagnóstico precoce e manejo multidisciplinar. Com avanços na compreensão da doença e ferramentas diagnósticas sofisticadas, os pacientes podem contar com tratamentos que retardam a progressão e minimizam as complicações. Manter uma rotina regular de acompanhamento, adotar um estilo de vida saudável e estar atento aos sinais e sintomas são essenciais para uma vida plena e com menor impacto da doença.
Referências
Lindor, K. D., & Shah, S. H. (2021). Primary Biliary Cholangitis. New England Journal of Medicine, 384(19), 1903-1915. Link externo
European Association for the Study of the Liver. (2017). EASL Clinical Practice Guidelines: Management of cholestatic liver diseases. Link externo
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