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CID Cistostomia: Entenda o Procedimento de Forma Completa

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A saúde do sistema urinário é fundamental para o bem-estar geral do corpo humano. Quando surgem complicações que comprometem a rotina e a função da bexiga, procedimentos médicos especializados são essenciais para garantir o alívio dos sintomas e a manutenção da qualidade de vida. Um desses procedimentos é a cistostomia, uma técnica que permite o desvio do fluxo urinário através de uma abertura na bexiga. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a CID Cistostomia, suas indicações, o procedimento, cuidados após a cirurgia, dúvidas frequentes e referências relevantes para ampliar seu entendimento sobre o tema.

O que é a CID Cistostomia?

A cistostomia é um procedimento cirúrgico em que uma abertura é criada na parede da bexiga para permitir a drenagem urinária. Essa abertura, conhecida como estomia, pode ser temporária ou permanente, dependendo do quadro clínico do paciente. Essa técnica é frequentemente indicada em casos onde há obstrução do trato urinário inferior, trauma na região pélvica, pós-operatórios de cirurgias urológicas ou outras condições que dificultam o fluxo normal da urina.

cid-cistostomia

Cistostomia e Classificação CID

A Classificação Internacional de Doenças (CID), mantida pela OMS, visa categorizar e padronizar os diagnósticos médicos. Para a cistostomia, o código mais utilizado é:

Código CIDSignificado
Z93.3Constituição de estomia urinária

Este código indica a presença de uma estomia urinária, incluindo a cistostomia, independentemente da causa ou local exato da abertura.

Indicações para Realizar uma Cistostomia

A seguir, apresentamos as principais indicações clínicas para a realização de uma cistostomia:

H2: Quando a Cistostomia é Recomendável?

H3: Obstrução do Trato Urinário Inferior

  • Cálculos urinários que bloqueiam a uretra
  • Estreitamentos ou uretrites
  • Próstatectomia com obstrução residual
  • Tumores que impedem o fluxo normal de urina

H3: Traumas e Lesões

  • Trauma na pelve ou bexiga
  • Fraturas que comprometem a anatomia do trato urinário

H3: Casos Pós-operatórios

  • Após cirurgias urológicas complicadas
  • Para garantir a drenagem e evitar complicações

H3: Insuficiência Renal Aguda com Obstrução

  • Para aliviar a pressão na bexiga e nos rins

H3: Pacientes com Doenças Neurológicas

  • Condições como esclerose múltipla ou mielomeningocele que dificultam o esvaziamento da bexiga

Tipos de Cistostomia

Existem diferentes técnicas de realização da cistostomia, que dependem do quadro clínico, da condição do paciente e do tempo de uso.

H2: Tipos de Cistostomia

TipoDescriçãoQuando Utilizar
Cistostomia suprapúbicaAbertura na bexiga através de uma incisão no abdômen inferior, acima do púbisGeralmente de forma temporária
Cistostomia uretralInserção de um cateter pela uretra até a bexigaQuando a uretra está acessível ou temporariamente indicada
Cistostomia percutâneaRealizada por punção com agulha e introdução de tubo ou cateterProcedimento minimamente invasivo, sob guia de imagem

Procedimento de Cistostomia: Passo a Passo

H2: Como é Realizada a Cistostomia?

O procedimento pode variar de acordo com o tipo e objetivo, mas, de forma geral, segue etapas similares:

H3: Avaliação Pré-operatória

  • Exames de sangue e urina
  • Ultrassonografia do trato urinário
  • Avaliação geral do paciente

H3: Anestesia

  • Geral ou local, dependendo do caso e do procedimento

H3: Técnica Cirúrgica (Exemplo: Cistostomia suprapúbica)

  1. Incisão na região infraumbilical
  2. Dissecção até atingir a bexiga
  3. Inserção de um cateter ou tubo derivador
  4. Fixação do tubo na parede abdominal
  5. Conexão para drenagem

H3: Cuidados Pós-operatórios

  • Monitoramento de sinais vitais
  • Controle da dor
  • Manutenção do cateter limpo e adequado
  • Observação de sinais de infecção ou complicações

Cuidados Após a Cistostomia

A recuperação adequada é essencial para evitar infecções, garantir o funcionamento correto do procedimento e melhorar a qualidade de vida do paciente.

H2: Como Manter o Cateter ou Estomia?

H3: Higiene

  • Limpeza diária ao redor da estomia ou tubo
  • Uso de soluções recomendadas pelo profissional de saúde

H3: Observação de Sinais de Infecção

  • Vermelhidão, inchaço ou dor na região
  • Corrimento ou odor desagradável
  • Febre ou mal-estar generalizado

H3: Alimentação e Hidratação

  • Manter uma dieta equilibrada
  • Beber bastante água para ajudar na limpeza do sistema urinário

H3: Visitas Regulares ao Médico

  • Para troca de cateter, avaliação da estomia e acompanhamento do quadro clínico

Complicações Possíveis

Apesar da técnica segura, algumas complicações podem ocorrer:

ComplicaçãoSintomasMedidas de Prevenção
InfecçãoVermelhidão, febre, dor localHigiene adequada, uso de antibióticos profiláticos
HidronefroseInchaço ou dor lombar, dificuldade na drenagemMonitoramento regular
Fístula ou vazamentoEscorrimento ao redor da estomiaConsulta médica imediata
Obstrução do tuboDificuldade na drenagem, inflamaçãoManutenção adequada e inspeção regular

Tabela: Comparativo entre Tipos de Cistostomia

TipoInvasividadeTempo de RetençãoIndicação Principal
SuprapúbicaModeradaTemporária/PermanenteObstruções graves, traumas, pós-operatório
UretralModerada a baixaTemporáriaObstruções leves a moderadas na uretra
PercutâneaBaixaTemporáriaEmergências, primeira abordagem

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A cistostomia é uma cirurgia de risco?

A maioria dos procedimentos de cistostomia são seguros, especialmente quando realizados por profissionais especializados. Como toda cirurgia, há riscos de infecção, sangramento ou complicações relacionadas à anestesia, mas com os cuidados adequados, esses riscos são minimizados.

2. Quanto tempo dura uma cistostomia?

Depende da causa. Pode ser temporária, mantida por semanas ou meses, ou definitiva, para casos de doenças crônicas ou irreversíveis.

3. É possível viver normalmente com uma cistostomia?

Sim, com os devidos cuidados e acompanhamento médico, os pacientes podem manter uma boa qualidade de vida, realizando suas atividades diárias normalmente.

4. Quais são os cuidados essenciais com a estomia?

Higiene diária, monitoramento de sinais de infecção, evitar traumas na região e seguir rigorosamente as orientações médicas para troca de curativos ou do cateter.

Conclusão

A CID cistostomia é um procedimento que oferece uma solução eficaz para diversas condições que comprometem o sistema urinário. Entender suas indicações, técnicas, cuidados e possíveis complicações é fundamental para pacientes, familiares e profissionais de saúde que lidam com o tema. Com avanço nas técnicas cirúrgicas e maior conscientização sobre os cuidados pós-operatórios, a qualidade de vida dos pacientes submetidos à cistostomia vem melhorando significativamente.

Se você ou alguém que conhece necessita deste procedimento, busque sempre a orientação de um especialista em urologia para avaliação e planejamento adequado.

Referências

  1. Associação Brasileira de Urologia. (2020). Diretrizes de manejo da obstrução do trato urinário. Disponível em: https://abru.com.br

  2. Organização Mundial da Saúde. (2018). Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/

  3. Silva, A. B., & Oliveira, P. R. (2019). Técnicas de cistostomia: revisão integrativa. Revista de Saúde Pública, 53, 89.

  4. Ministério da Saúde. (2021). Guia de procedimentos cirúrgicos urológicos. Disponível em: https://saude.gov.br

Se restarem dúvidas ou desejar um acompanhamento específico, não hesite em consultar um especialista em urologia.