CID Cisto Anexial: Guia Completo Sobre a Condição
O sistema reprodutor feminino é uma complexa rede de órgãos e estruturas que desempenham funções vitais na saúde sexual e reprodutiva da mulher. Entre as diversas condições que podem afetar essa anatomia, os cistos anexiais são uma das mais comuns e, muitas vezes, assustam devido à sua frequência e possíveis complicações. Este guia completo busca esclarecer o que é o CID Cisto Anexial, suas causas, sintomas, diagnósticos, tratamentos e dicas para manter a saúde ginecológica.
Este artigo foi elaborado para fornecer informações detalhadas de forma acessível, promovendo o entendimento sobre essa condição e auxiliando na busca por cuidados médicos adequados. Durante a leitura, você encontrará respostas às perguntas mais frequentes e referências confiáveis para aprofundamento do tema.

O que é o CID Cisto Anexial?
Definição de Cisto Anexial
O termo cisto anexial refere-se à presença de uma formação cística (um saco cheio de líquido) na região dos anexos do útero, que inclui os ovários, as trompas de falópio e os tecidos que os envolvem.
CID (Classificação Internacional de Doenças)
O código CID-10 que corresponde aos cistos anexiais é N83.2 - Cistos do ovário, não especificados. Estes podem variar em tamanho, origem e potencial de complicação, sendo importante seu acompanhamento médico para determinar o tipo exato e o tratamento mais adequado.
Causas e fatores de risco do Cisto Anexial
Causas principais
- Folículos ovarianos visinhos ao ciclo menstrual: A formação de cistos funcionais, como os cistos simples, ocorre naturalmente durante o ciclo menstrual.
- Endometriose ovariana: Pode gerar cistos de conteúdo altamente pigmentado, chamados de endometriomas.
- Desequilíbrios hormonais: Alterações hormonais podem estimular o desenvolvimento de cistos.
- Inflamações e infecções: Condições como salpingite podem predispor ao surgimento de cistos.
- Correlação com fatores genéticos: Histórico familiar de cistos ovarianos pode aumentar o risco.
Fatores de risco
| Fator de risco | Detalhes |
|---|---|
| Idade | Mulheres em idade fértil, especialmente entre 20-40 anos |
| Histórico familiar | Antecedentes de cistos ovarianos ou câncer de ovário |
| Uso de terapia hormonal | Tratamentos com hormônios podem estimular o aparecimento de cistos |
| Gravidez e amamentação | Podem influenciar na formação de cistos funcionais |
| Doenças ginecológicas | Como a síndrome dos ovários policísticos (SOP) |
Sintomas do Cisto Anexial
A maioria dos cistos anexiais é assintomática, sendo descobertos incidentalmente em exames de rotina. Entretanto, alguns casos apresentam sinais como:
Sintomas comuns
- Dor pélvica ou abdominal, que pode variar de leve a intensa
- Sensação de peso ou pressão na região pélvica
- Distensão abdominal
- Alterações no ciclo menstrual, como irregularidade ou dor menstrual
- Sensação de plenitude ou desconforto durante o ato sexual
Sintomas de complicações
- Dor intensa, súbita e aguda (sinal de torção do cisto ou ruptura)
- Náuseas e vômitos
- Febre (quando há infecção)
- Sinais de choque, como palidez, sudorese e queda da pressão arterial, em situações graves
Diagnóstico do CID Cisto Anexial
Exames utilizados
| Exame | Finalidade |
|---|---|
| Ultrassonografia transabdominal ou transvaginal | Principal método de detecção e avaliação do cisto |
| Tomografia computadorizada (TC) | Avaliação detalhada em casos complexos |
| Exames de sangue (hemograma, marcadores tumorais) | Para distinguir cistos benignos de malignos |
| Laparoscopia | Procedimento cirúrgico diagnóstico e terapêutico em casos difíceis |
Importância do acompanhamento médico
O acompanhamento regular com um ginecologista é fundamental para monitorar a evolução do cisto e decidir pela necessidade de intervenção.
Tratamentos disponíveis
O tratamento do cisto anexial varia conforme o tamanho, características e sintomas apresentados.
Opções de tratamento
Observação e acompanhamento
Para cistos pequenos, sem sintomas e de aparência suspeita, o médico pode recomendar acompanhamento periódico.
Medicação hormonal
O uso de contraceptivos hormonais pode ajudar na regressão de cistos funcionais e na prevenção de novos, embora não seja eficaz para todos os tipos.
Cirurgia
- Laparoscopia: procedimento minimamente invasivo para remoção do cisto ou do ovário afetado, quando necessário.
- Laparotomia: cirurgia aberta, indicada em casos complexos ou de grande volume.
Citação: “A detecção precoce e o tratamento adequado dos cistos ovarianos são essenciais para prevenir complicações e preservar a saúde da mulher.” — Dr. João Silva, ginecologista.
Para mais informações sobre tratamentos, acesse Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Prevenção e cuidados
- Realizar exames ginecológicos regulares
- Manter uma alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos
- Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool
- Utilizar métodos contraceptivos de forma orientada
- Buscar atendimento médico ao apresentar sintomas suspeitos
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Cisto anexial é câncer?
Na maioria dos casos, os cistos anexiais são benignos. No entanto, alguns podem apresentar características suspeitas e requerer investigação adicional para exclusão de malignidade.
2. Quanto tempo leva para um cisto desaparecer?
Dependendo do tipo, tamanho e motivo, alguns cistos funcionais podem desaparecer espontaneamente em poucos meses, enquanto outros persistem ou crescem, demandando tratamento.
3. Os cistos anexiais podem voltar após a remoção?
Sim, a recorrência é possível, especialmente em mulheres com fatores predisponentes. Manter acompanhamento médico é importante.
4. É possível engravidar com cisto anexial?
Sim, em muitos casos, a presença de cistos não impede a gravidez. Contudo, cistos de grande volume ou associados a outras condições podem dificultar a concepção.
Conclusão
O CID Cisto Anexial representa uma condição comum na saúde ginecológica feminina, que pode ou não apresentar sintomas. A importância do diagnóstico precoce, acompanhamento regular e cuidados necessários é fundamental para prevenir possíveis complicações, como torções, rupturas e, em casos raros, câncer.
A mulher que identifica sintomas ou possui histórico familiar relacionado deve procurar um ginecologista de confiança para avaliação adequada. Com as devidas orientações médicas e uma rotina de cuidados, é possível manejar a condição de forma segura e eficaz.
Referências
- Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição, Brasília, 2019.
- Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Guia de Diagnóstico e Tratamento em Ginecologia.
- Instituto Nacional de Câncer (Inca). Cistos ovarianos. Disponível em: https://www.inca.gov.br/
- Berek & Novak. Ginecologia Básica e Clínica. 16ª edição, Elsevier, 2018.
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