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CID Cirrose Hepática Alcoólica: Causas, Sintomas e Tratamento

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A cirrose hepática alcoólica é uma condição grave que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo uma das formas mais comuns de doenças hepáticas relacionadas ao consumo excessivo de álcool. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo abusivo de álcool é responsável por cerca de 50% dos casos de cirrose hepática em países desenvolvidos. Este artigo aborda de forma aprofundada o CID (Código Internacional de Doenças) relacionado à cirrose alcoólica, seus fatores causais, sinais e sintomas, opções de tratamento, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

O que é CID e sua relação com a Cirrose Hepática Alcoólica?

CID refere-se ao Código Internacional de Doenças, uma classificação padronizada adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para categorizar doenças e condições de saúde. Cada condição recebe um código específico que facilita o diagnóstico, a pesquisa e o tratamento padronizado globalmente.

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CID para Cirrose Hepática Alcoólica

A cirrose hepática alcoólica é classificada dentro do CID-10 sob o código K70.3 — "Cirrose hepática alcoólica". Este código é utilizado por profissionais de saúde, seguradoras e órgãos de pesquisa para identificar e acompanhar casos da doença relacionados ao consumo abusivo de álcool.

Causas da Cirrose Hepática Alcoólica

Consumo Excessivo de Álcool

O principal fator causador da cirrose alcoólica é o consumo contínuo e excessivo de bebidas alcoólicas. A ingestão frequente e elevada de álcool leva a inflamação persistente no fígado, dificultando sua capacidade de regeneração e levando à formação de tecido cicatricial (fibrose).

Processo Patológico

De maneira geral, o consumo excessivo de álcool provoca alterações metabólicas e inflamatórias, que levam à destruição das células hepáticas. Com o tempo, a regenerateção celular não é suficiente para conter os danos, resultando na formação de cicatrizes que comprometem a estrutura e função do órgão.

Outros fatores que podem contribuir incluem:

  • Predisposição genética
  • Alimentação pobre em nutrientes
  • Presença de hepatites virais (por exemplo, hepatite C)
  • Uso de medicamentos hepatotóxicos

Sintomas da Cirrose Hepática Alcoólica

Fases iniciais

Na fase inicial, os sintomas podem ser discretos ou ausentes. Muitos pacientes permanecem assintomáticos, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Sintomas avançados

À medida que a doença progride, surgem sinais evidentes, como:

SintomasDescrição
FadigaCansaço extremo e persistente
IcteríciaColoração amarelada da pele e olhos
EdemaInchaço nas pernas e abdômen
AsciteAcúmulo de líquido no abdômen
Hematomas e sangramentosPor deficiência na produção de proteínas de coagulação
Confusão mentalencefalopatia hepática devido ao acúmulo de toxinas

Relação com o consumo de álcool

O álcool causa inflamação direta e contribui para o dano hepático, agravando os sintomas e acelerando a evolução para cirrose avançada.

Diagnóstico da Cirrose Hepática Alcoólica

Exames clínicos e laboratoriais

  • Exame físico detalhado
  • Dosagem de enzimas hepáticas (TGO, TGP)
  • Perfil de coagulação
  • Função hepática (bilirrubina, albumina)

Exames de imagem

  • Ultrassonografia abdominal
  • Elastografia hepática
  • Tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM)

Biópsia hepática

O exame histopatológico é considerado o padrão-ouro para confirmação da cirrose, onde se avalia a extensão do dano e a presença de tecido cicatricial.

Tratamento da Cirrose Hepática Alcoólica

Mudanças no estilo de vida

Abstinência de álcool

A medida mais importante e eficaz no tratamento é a cessação completa do consumo de álcool. Sem essa mudança, o tratamento muitas vezes não é efetivo.

Nutrição adequada

A melhora dietética é fundamental, incluindo a suplementação de vitaminas, especialmente tiamina, e uma alimentação equilibrada.

Terapias médicas

MedicamentosObjetivo
CorticosteroidesReduzir inflamação numa fase de hepatite alcoólica aguda
LactuloseTratar a encefalopatia hepática
DiuréticosControlar edema e ascite

Tratamentos invasivos

  • Paracentese (drenagem de ascite grave)
  • Transplante de fígado

Importante: O transplante de fígado costuma ser indicado em casos avançados de cirrose, especialmente quando há síndrome hepatorrenal ou complicações graves.

"A prevenção é o melhor remédio. Abandonar o álcool afeta positivamente a qualidade de vida e a sobrevida do paciente com cirrose hepática." — Dr. João Silva, hepatologista.

Como diminuir os riscos?

Para quem deseja evitar a progressão da cirrose, recomenda-se a redução ou eliminação do álcool, acompanhamento regular com hepatologista e acompanhamento nutricional.

Prevenção da Cirrose Hepática Alcoólica

  • Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • Realizar exames diagnósticos periódicos principalmente em indivíduos com histórico de consumo abusivo de álcool
  • Manter uma alimentação equilibrada
  • Vacinar contra hepatite B e fazer screening de hepatite C

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A cirrose alcoólica é reversível?

Em estágios iniciais, a abstinência de álcool pode permitir alguma reversão ou estabilização da função hepática. Porém, nas fases avançadas, o dano é geralmente irreversível, exigindo manejo paliativo ou transplante.

2. Como saber se tenho cirrose hepática alcoólica?

Os sintomas, exames laboratoriais e de imagem ajudam a diagnóstico. Se suspeitar, procure um hepatologista para avaliação completa.

3. Qual a relação entre consumo de álcool e CID K70.3?

O código K70.3 no CID-10 é utilizado para classificar casos de cirrose hepática alcoólica, que resulta do consumo excessivo de álcool.

4. Existe tratamento para a cirrose alcoólica?

Sim, incluindo mudança de estilo de vida, medicamentos, acompanhamento especializado, e em casos mais graves, transplante de fígado.

Conclusão

A cirrose hepática alcoólica, classificada pelo CID como K70.3, é uma condição grave que surge do consumo abusivo de álcool e possui implicações sérias para a saúde do fígado. Detectada precocemente, a mudança de hábitos, especialmente a abstinência do álcool, pode melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente. Contudo, o avanço da doença muitas vezes requer intervenções mais invasivas, incluindo o transplante de fígado.

A conscientização, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para prevenir complicações e melhorar o prognóstico dos pacientes. Como afirmou o hepatologista Dr. João Silva, “a prevenção é o melhor remédio.” Portanto, buscar ajuda médica ao perceber sinais de doença hepática é fundamental.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. (2020). Diretrizes sobre o consumo de álcool, saúde mental e bem-estar. Link externo: OMS - Saúde do Fígado

  2. Ministério da Saúde, Brasil. (2019). Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para o Manejo da Cirrose Hepática. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/

  3. Sociedade Brasileira de Hepatologia. (2021). Guia de Diagnóstico e Tratamento da Cirrose Hepática.

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