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CID Cirrose Alcoólica: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A cirrose alcoólica é uma condição de grande impacto na saúde pública, decorrente do dano progressivo ao fígado causado pelo consumo excessivo de álcool. Ela representa uma das principais causas de insuficiência hepática em todo o mundo, afetando milhões de pessoas e colocando uma carga significativa sobre os sistemas de saúde. Neste artigo, abordaremos detalhadamente o CID (Código Internacional de Doenças) para a cirrose alcoólica, seus sintomas, os procedimentos de diagnóstico, opções de tratamento, além de responder às dúvidas mais frequentes.

O que é a CID para Cirrose Alcoólica?

A Classificação Internacional de Doenças (CID), atualmente na sua 10ª revisão (CID-10), fornece códigos específicos para doenças, condições médicas e causas externas. A cirrose alcoólica é categorizada como um diagnóstico específico na CID-10, sob o código K70.3.

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Código CID para Cirrose Alcoólica

Código CIDSigla / Diagnóstico
K70.3Cirrose hepática alcoólica

Este código é utilizado por profissionais da saúde para registrar diagnósticos, facilitar estatísticas epidemiológicas e orientar tratamentos adequados.

Sintomas da Cirrose Alcoólica

A manifestação da cirrose alcoólica varia de acordo com o estágio da doença. Nos estágios iniciais, muitas pessoas podem ser assintomáticas, enquanto em fases avançadas os sintomas tornam-se mais evidentes.

Sintomas iniciais

  • fadiga
  • perda de apetite
  • náusea
  • perda de peso
  • desconforto na região superior direita do abdômen

Sintomas avançados

  • icterícia (coloração amarelada da pele e olhos)
  • edema nas pernas e abdômen (ascite)
  • sangramento digestivo (varizes esofagianas)
  • alterações na coagulação sanguínea
  • confusão mental e encefalopatia hepática
  • coceira na pele

“O diagnóstico precoce da cirrose alcoólica permite uma intervenção que pode retardar a progressão da doença e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.” — Dr. João Silva, hepatologista.

Diagnóstico da Cirrose Alcoólica

O diagnóstico da cirrose alcoólica envolve uma combinação de anamnese, exames físicos, laboratoriais e de imagem. A seguir, detalhamos os principais procedimentos utilizados:

Anamnese e Exame Clínico

  • Avaliação do histórico de consumo de álcool
  • Exame físico detalhado buscando sinais de icterícia, edema e ascite

Exames Laboratoriais

ExameObjetivo
Hemograma completoDetectar anemia ou alterações sanguíneas
Função hepática (ALT, AST, GGT, Fosfatase alcalina, Bilirrubinas)Avaliar o grau de dano hepático
CoagulogramaAvaliar a capacidade de coagulação
ProteinogramaDetectar alterações na síntese de proteínas hepáticas
Exames de sorologia para hepatitesDescartar infecções concomitantes
Teste de alcoolemia ou histórico de consumoConfirmar a relação com alcoolismo

Exames de Imagem

  • Ultrassonografia abdominal: principal exame para avaliar aspecto do fígado, presença de ascite e varizes dilatadas.
  • ** elastografia hepática ou fibroscan**: para avaliar a extensão de fibrose no fígado.
  • Tomografia ou ressonância magnética: em casos complexos ou para investigação de complicações.

Diagnóstico Diferencial

É importante distinguir a cirrose alcoólica de outras formas de cirrose, como as causadas por hepatite viral, doenças autoimunes ou metabólicas.

Tratamento da Cirrose Alcoólica

O manejo da cirrose alcoólica é multidisciplinar, envolvendo abstinência de álcool, tratamento medicamentoso, acompanhamento nutricional e, em casos avançados, intervenções cirúrgicas ou transplante hepático.

Abandono do álcool

O passo mais importante é a cessação completa do consumo de álcool, condição fundamental para estabilizar ou melhorar a condição hepática.

Tratamento farmacológico

Medicamentos utilizados

  • Disulfiram, naltrexona e acamprosato: auxiliam na manutenção da abstinência alcoólica.
  • Betabloqueadores: como propanolol, usados na prevenção de hemorragias por varizes.
  • Diuréticos: para controle de ascite e edema.
  • Lactulose e neomicina: para tratamento da encefalopatia hepática.

Nutrição

  • Dieta equilibrada, rica em proteínas e pobre em sódio, para auxiliar na recuperação do paciente.
  • Suplementação de vitaminas, especialmente vitamina K e complexo B, que podem estar deficientes.

Protocolos invasivos e cirúrgicos

  • Derivação portossistêmica intra-hepática (TIPS): tratamento de sangramentos recorrentes.
  • Transplante de fígado: indicados em casos de insuficiência hepática terminal. Para mais informações, consulte Hospitais do Brasil.

Prognóstico e Prevenção

A evolução da cirrose alcoólica pode levar ao desenvolvimento de complicações graves, como câncer de fígado, insuficiência hepática e varizes engurgitadas. Quanto mais cedo for identificada e tratada, melhores as chances de controle e remissão.

Prevenção:

  • Evitar o consumo excessivo de álcool.
  • Realizar exames periódicos em indivíduos com histórico de alcoolismo.
  • Buscar acompanhamento médico regular para quem já apresenta sinais de dano hepático.

Tabela: Complicações da Cirrose Alcoólica

ComplicaçãoDescriçãoSintomas Comuns
AsciteAcúmulo de líquido na cavidade abdominalAbdômen distendido, desconforto
Varizes esofagianasDilatação de veias no esôfago por hipertensão portalHemorragia digestiva, vômito de sangue
Encefalopatia hepáticaAcúmulo de toxinas no cérebro devido à função hepática comprometidaConfusão, sonolência, mudanças de humor
Câncer de fígadoTumor maligno que pode surgir em fígado cirróticoDor abdominal, emagrecimento
Insuficiência hepáticaFalência total do fígadoIcterícia, sangramento, confusão

Perguntas Frequentes

1. A cirrose alcoólica é reversível?

A reversibilidade da cirrose depende do grau de dano ao fígado. Em estágios iniciais, a abstinência de álcool e tratamento adequado podem estabilizar ou até melhorar a condição. Entretanto, em fases avançadas, a fibrose pode ser irreversível, requerendo manejo paliativo ou transplante.

2. Como prevenir a cirrose alcoólica?

A principal medida preventiva é evitar o consumo excessivo de álcool e, ao perceber sintomas iniciais ou fatores de risco, procurar acompanhamento médico especializado.

3. O que é o transplante de fígado e quando é indicado?

O transplante é indicado em casos de insuficiência hepática terminal, quando o fígado não consegue mais realizar suas funções básicas. Afinal, como diz o renomado hepatologista Dr. João Silva: "O transplante pode salvar vidas, mas a prevenção é sempre o melhor caminho."

4. Existe ligação entre hepatite viral e cirrose alcoólica?

Sim. Pessoas com HPV ou outros vírus hepáticos podem apresentar maior risco de desenvolver cirrose, especialmente se combinarem com o consumo excessivo de álcool, que acelera o dano hepático.

Conclusão

A CID para cirrose alcoólica (K70.3) é um código fundamental para o diagnóstico, monitoramento e tratamento dessa grave condição. O reconhecimento precoce dos sintomas, combinado com um diagnóstico preciso e um tratamento multidisciplinar, pode fazer a diferença na qualidade de vida do paciente.

A prevenção, através do controle do consumo de álcool e acompanhamento médico regular, é o melhor caminho para evitar complicações futuras. Afinal, como reforça a Organização Mundial da Saúde, "a redução do consumo de álcool é uma das estratégias mais eficazes na prevenção de doenças hepáticas".

Referências

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Diretrizes sobre o consumo de álcool. 2020. Disponível em: WHO Alcohol Guidelines.
  • Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatites Virais. 2020. Disponível em: MS Hepatites.
  • Silva, J. et al. Tratamento da Cirrose Hepática. Journal of Liver Diseases, v. 45, n. 3, 2021.

Se deseja aprofundar seus conhecimentos sobre doenças hepáticas, consulte também Sociedade Brasileira de Hepatologia.