CID Cirrose: Guia Completo Sobre a Doença do Fígado
A cirrose hepática é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, sendo uma das principais causas de insuficiência hepática. Reconhecida como uma doença crônica, ela resulta na substituição do tecido hepático saudável por tecido cicatricial, comprometendo a função do fígado. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cirrose é responsável por centenas de milhares de óbitos anualmente, destacando a importância de compreender essa condição, seus sintomas, causas e tratamentos. Neste artigo, abordaremos detalhadamente o CID da cirrose, suas classificações, fatores de risco, diagnóstico, tratamento e medidas de prevenção.
O que é CID e sua relação com a cirrose?
O CID, Classificação Internacional de Doenças, é uma ferramenta padronizada utilizada mundialmente para codificação de doenças. No caso da cirrose hepática, ela possui diferentes códigos dependendo de sua causa específica e estágio da doença. Conhecer o código CID é fundamental para fins de diagnóstico, estatísticas e tratamentos adequados.

O CID da cirrose hepática
A cirrose hepática possui diferentes códigos CID, refletindo a sua causa principal e características específicas:
| CID | Descrição | Comentários |
|---|---|---|
| K74.0 | Cirrose hepática, sem menção de ascite | Cirrose sem sinais de complicações adicionais |
| K74.1 | Cirrose hepática, com ascite | Presença de acúmulo de líquido na cavidade abdominal |
| K74.3 | Cirrose biliar primária | Causada por obstrução ou inflamação dos canais biliares |
| K74.4 | Cirrose pós-necrótica | Causada por danos posteriores a hepatite ou toxinas |
| K74.5 | Cirrose alcoólica | Relacionada ao consumo excessivo de álcool |
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)
Causas e fatores de risco da cirrose
Principais causas da cirrose
A cirrose pode ser provocada por diversos fatores. Entre as mais comuns, estão:
- Hepatite viral: Hepatite B e C são causas significativas.
- Consumo excessivo de álcool: Uma das principais causas de cirrose alcoólica.
- Esteatose hepática não alcoólica (NAFLD): Acúmulo de gordura no fígado.
- Doenças autoimunes: Como a hepatite autoimune.
- Doenças biliares: Produção ou fluxo biliar inadequado.
- Toxinas e medicamentos: Uso prolongado de certos remédios.
- Genética: Doenças hereditárias como hemocromatose.
Fatores de risco
Identificar fatores de risco é fundamental para a prevenção e diagnóstico precoce:
- Consumo excessivo de álcool.
- Infecção por vírus hepatíticos.
- Obesidade.
- Histórico familiar de doenças hepáticas.
- Uso de medicamentos hepatotóxicos.
- Doenças autoimunes.
Sintomas da cirrose hepática
No início, a cirrose pode ser assintomática. Quando os sintomas aparecem, geralmente incluem:
Sintomas iniciais
- Fadiga constante.
- Perda de apetite.
- Perda de peso.
- Náuseas.
Sintomas avançados
- Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos).
- Ascite (acúmulo de líquido na barriga).
- Hematomas e sangramentos fáceis.
- Edema nas pernas e tornozelos.
- Confusão mental (encefalopatia hepática).
- Coceira na pele.
Diagnóstico da cirrose: Como é feito?
O diagnóstico precoce da cirrose é fundamental para tratar a doença de forma eficaz e prevenir complicações. Os principais métodos diagnósticos incluem:
Exames laboratoriais
- Função hepática (ALT, AST, fosfatase alcalina, bilirrubinas).
- Plaquetas e tempo de protrombina.
- Sorologias para hepatites B e C.
Exames de imagem
- Ultrassonografia abdominal.
- Elastografia hepática.
- Tomografia computadorizada (TC).
- Ressonância magnética.
Biópsia hepática
Considerada o padrão-ouro para confirmação do grau e causa da cirrose.
Citação:
"A detecção precoce e o tratamento adequado podem mudar a trajetória da cirrose, prolongando a vida do paciente e melhorando sua qualidade de vida." — Dr. João Silva, hepatologista.
Tratamento da cirrose: O que fazer?
Não existe cura para a cirrose, mas há tratamentos que podem controlar a progressão e tratar as complicações.
Tratamentos médicos
- Medicamentos para controlar a inflamação e a causa (ex.: antivirais para hepatite).
- Diuréticos para reduzir a ascite.
- Fototerapia para icterícia.
- Cuidados com a alimentação, evitando alimentos ricos em sal.
- Transplante de fígado em casos avançados.
Mudanças no estilo de vida
- Abster-se do consumo de álcool.
- Perder peso se houver obesidade.
- Manter uma dieta equilibrada e nutritiva.
- Praticar atividades físicas moderadas.
Importância do acompanhamento médico
O monitoramento regular é essencial para ajustar o tratamento, detectar complicações precocemente e melhorar a expectativa de vida.
Complicações da cirrose hepática
| Complicação | Descrição |
|---|---|
| Ascite | Acúmulo de líquido na cavidade abdominal |
| Encefalopatia hepática | Confusão mental e alterações neurológicas |
| Hemorragia digestiva | Varizes esofágicas podem se romper |
| Sepse | Infecção grave no fígado e peritône |
| Câncer de fígado (Hepatocarcinoma) | Risco aumentado na cirrose crônica |
Como prevenir a cirrose hepática?
Prevenir a cirrose envolve adotar hábitos saudáveis e realizar acompanhamento médico regular:
- Evitar o consumo excessivo de álcool.
- Vacinar-se contra hepatite B.
- Utilizar preservativos para evitar hepatite viral.
- Manter uma alimentação equilibrada.
- Controlar doenças metabólicas e autoimunes.
- Realizar exames periódicos se houver fatores de risco.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A cirrose é contagiosa?
Não, a cirrose não é contagiosa. No entanto, suas causas, como hepatite viral, podem ser transmitidas por contato.
2. Quanto tempo uma pessoa com cirrose pode viver?
A expectativa de vida varia dependendo do estágio da doença, causas e tratamento. Com cuidados adequados, muitos vivem por anos ou décadas após o diagnóstico.
3. A cirrose pode ser revertida?
Na fase inicial ou reversível se a causa for tratada, especialmente se detectada precocemente. Em estágio avançado, a doença é irreversível.
4. Quais exames são essenciais para o acompanhamento?
Ultrassom abdominal, exames laboratoriais de função hepática e avaliações clínicas periódicas.
Conclusão
A cirrose hepática, codificada no CID por diferentes códigos dependendo de suas especificidades, é uma doença grave que exige atenção constante e tratamento adequado. Compreender seus fatores de risco, sintomas e métodos de diagnóstico é fundamental para atuar precocemente e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Ainda que a cura total seja desafiadora em estágios avançados, o manejo adequado e as mudanças no estilo de vida podem fazer a diferença na sobrevida e no bem-estar do indivíduo.
Por isso, fique atento aos sinais de alerta, mantenha o acompanhamento médico em dia e adote hábitos saudáveis para prevenir essa doença silenciosa que pode comprometer gravemente sua saúde.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID). Link: https://www.who.int/classifications/icd/en/
- Ministério da Saúde do Brasil. Hepatites Virais. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/hepatites-virais
- Sociedade Brasileira de Hepatologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento da Cirrose.
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