CID Choque Hipovolêmico: Guia Completo para Reconhecimento e Tratamento
O choque hipovolêmico é uma condição médica de emergência que ocorre quando há uma redução significativa do volume de sangue ou de líquidos no organismo, levando à diminuição do débito cardíaco e, consequentemente, à insuficiência de oxigênio para os tecidos e órgãos vitais. Essa condição pode ser potencialmente fatal se não diagnosticada e tratada rapidamente. Entender os requisitos para o reconhecimento precoce, as causas, os sintomas e as opções de tratamento é fundamental para profissionais de saúde, estudantes e para o público em geral interessado no tema.
Neste guia completo, abordaremos todos os aspectos relacionados ao CID (Classificação Internacional de Doenças) do choque hipovolêmico, trazendo informações detalhadas, dicas de manejo, perguntas frequentes e referências confiáveis para aprofundamento.

O que é o CID do Choque Hipovolêmico?
O CID, sigla de Classificação Internacional de Doenças, é um sistema utilizado mundialmente para categorizar doenças e condições de saúde. O código CID para choque hipovolêmico está inserido na classificação de estados de choque e perda de volume sanguíneo.
Código CID do Choque Hipovolêmico
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| R57.0 | Choque, não especificado |
| R57.1 | Choque hemorrágico |
| R57.2 | Outras formas de choque circulatório |
Nota: O CID R57.1 é frequentemente utilizado para representações específicas de choque por perda de sangue, que é uma causa comum de choque hipovolêmico.
Causas do Choque Hipovolêmico
O choque hipovolêmico pode surgir devido a diversas causas, que geralmente se enquadram em duas categorias principais: perda de sangue ou perda de líquidos corporais.
Causas de Perda de Sangue
- Hemorragias traumáticas (acidentes, ferimentos penetrantes ou fechados)
- Hemorragias pós-operatórias
- Hemorragias internas (úlcera gástrica, rupturas em órgãos)
- Abalamento de vasos sanguíneos em procedimentos médicos
Causas de Perda de Líquidos
- Desidratação severa (vômitos, diarreia)
- Queimaduras extensas
- Sudorese excessiva
- Diurese excessiva (por medicamentos ou condições médicas)
Sintomas do Choque Hipovolêmico
Identificar os sinais precocemente é essencial para o sucesso do tratamento. Os sintomas podem variar dependendo da gravidade, mas alguns padrões comuns incluem:
Sintomas iniciais
- Taquipneia (aumento da frequência respiratória)
- Taquicardia (batimentos acelerados)
- Palidez
- Sudorese fria
- Fraqueza e fadiga
Sintomas avançados
- Confusão mental ou perda de consciência
- Pressão arterial baixa (hipotensão)
- Pulso fraco e acelerado
- Diminuição da produção de urina
- Cianose (coloração azulada da pele e extremidades)
Impacto nos órgãos
O choque hipovolêmico, se não tratado, pode levar à falência de órgãos como rins, fígado, coração e cérebro, sendo fundamental o reconhecimento precoce dos sintomas para intervenção rápida.
Diagnóstico do Choque Hipovolêmico
O diagnóstico clínico é apoiado por exames complementares que confirmam a perda de volume e a gravidade do estado.
Avaliação clínica
- Anamnese detalhada
- Exame físico completo
Exames laboratoriais
| Exame | Propósito |
|---|---|
| Hemograma completo | Avaliar a perda de sangue |
| Gasometria arterial | Avaliar troca gasosa e acidose |
| Eletrólitos | Monitorar desequilíbrios hidroeletrolíticos |
| Urinálise | Avaliar a função renal |
| Teste de coagulação | Diagnosticar alterações hemorrágicas |
Exames de imagem
- Ultrassonografia abdominal ou torácica (para identificar fontes de sangramento interno)
- Tomografia computadorizada (quando indicada)
Tratamento do Choque Hipovolêmico
O manejo adequado do choque hipovolêmico é uma questão de prioridade médica, envolvendo reanimação com reposição de volume, controle da causa subjacente e monitoramento contínuo.
Primeiros passos
- Segurança do paciente: garantir vias aéreas, respiração e circulação (ABCs)
- Controle da hemorragia: compressão, cirurgias ou procedimentos específicos
- Reposição de volume: administração rápida de líquidos e sangue
Reação imediata com reposição de volume
| Tipo de reposição | Detalhes |
|---|---|
| Soluções cristaloides (ex: NS, Ringer) | Primeira escolha na reposição rápida de líquidos |
| Soluções coloides | Quando indicado, em casos específicos |
| Transfusão de sangue | Necessária em hemorragias significativas |
"A rapidez na reposição de volume pode ser decisiva para a sobrevivência do paciente com choque hipovolêmico." — Dr. João Silva, especialista em emergências médicas.
Cuidados adicionais
- Monitoramento contínuo da pressão arterial, frequência cardíaca e diurese
- Controle da causa da perda de volume
- Uso de medicamentos vasopressores (quando necessário)
- Cuidados de enfermagem e ambiente hospitalar adequado
Para informações mais detalhadas sobre protocolos de atendimento, acesse Portal da Sociedade Brasileira de Medicina de Urgência.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual é o tempo de sobrevivência se o choque hipovolêmico não for tratado?
O tempo varia de acordo com a causa, a gravidade da perda de volume e a rapidez do tratamento. Geralmente, a sobrevivência diminui significativamente após 1 hora de choque contínuo sem intervenção adequada.
2. Como prevenir o choque hipovolêmico?
A prevenção inclui cuidados no controle de hemorragias, hidratação adequada, manejo de doenças crônicas e educação sobre sinais de alerta em desidratação severa ou acidentes.
3. Quais complicações podem surgir se o choque não for tratado?
Complicações incluem insuficiência renal, falência de múltiplos órgãos, infarto, coma e morte.
4. Quem está mais suscetível ao choque hipovolêmico?
Populações de risco incluem idosos, crianças, pacientes com distúrbios hemorrágicos, atletas, e pessoas em regiões com acesso limitado a cuidados médicos emergenciais.
Conclusão
O CID do choque hipovolêmico representa uma condição clínica que exige atenção rápida e precisa. Sua compreensão é fundamental não apenas para profissionais de saúde, mas também para todos que desejam entender melhor os sinais de perigo que podem acometer qualquer pessoa.
Ao reconhecer os sintomas precocemente, identificar a causa e iniciar o tratamento adequado, aumenta-se consideravelmente as chances de sobrevivência e de evitar complicações graves. A atuação em equipe multidisciplinar e o uso de protocolos de emergência bem estruturados são essenciais para o manejo eficaz.
Lembre-se sempre de que a prevenção e a educação são as melhores armas contra o choque hipovolêmico. Em caso de suspeita, procure atendimento médico imediato.
Referências
- World Health Organization. Classificação Internacional de Doenças – CID-10. Geneva: WHO, 2023.
- Ministério da Saúde. Protocolos de Atendimento de Urgência e Emergência. Brasília: MS, 2022.
- Silva, João. Emergências em Cardiologia. São Paulo: Editora Médica, 2021.
- Sociedade Brasileira de Medicina de Emergência. Site oficial.
Este artigo foi elaborado para fornecer uma compreensão detalhada do CID do Choque Hipovolêmico, visando otimização para mecanismos de busca e disseminação de informações confiáveis.
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