CID Cefaleia em Salvas: Entenda os Sintomas e Tratamentos
A cefaleia em salvas é uma das formas mais intensas de dor de cabeça que afeta milhares de pessoas ao redor do mundo. Conhecida por sua dor excruciante e episódios recorrentes, essa condição muitas vezes é mal compreendida, levando indivíduos a buscar informações precisas sobre seus sintomas, diagnóstico e opções de tratamento. No Brasil, o CID (Código Internacional de Doenças) que abrange essa condição é o G44.0, conhecido como "Enxaqueca com aura". No entanto, há particularidades específicas na cefaleia em salvas que merecem atenção especial.
Com um quadro clínico caracterizado por episódios dolorosos que ocorrem em ciclos, a cefaleia em salvas pode afetar significativamente a qualidade de vida. Este artigo tem como objetivo esclarecer tudo sobre o CID relacionado a essa condição, suas causas, sintomas, critérios diagnósticos e tratamentos eficazes, além de responder às dúvidas mais frequentes sobre o tema.

O que é a Cefaleia em Salvas?
A cefaleia em salvas é um tipo de dor de cabeça classificada como uma cefaleia primária, ou seja, não relacionada a outra doença ou condição subjacente. Ela foi nomeada assim por ocorrer em períodos ou "salvas", que podem durar semanas ou meses, seguidos por períodos de remissão.
De acordo com a International Headache Society, ela apresenta um padrão clínico distinto, caracterizado por dor intensa localizada, geralmente de um lado da cabeça, acompanhada de sintomas associados como lacrimejamento, congestão nasal e agitação.
CID da Cefaleia em Salvas
O Código Internacional de Doenças (CID) que descreve a cefaleia em salvas é:
| Código CID | Descrição | Categoria |
|---|---|---|
| G44.0 | Enxaqueca com aura | Classificação geral de cefaleias |
| R25.0 | Espasmo muscular, não especificado | Outras cefaleias primárias |
*Obs.: É importante esclarecer que, na realidade, a cefaleia em salvas é categorizada como G44.0 na CID-10, sob o grupo de cefaleias."
Nota importante: A classificação correta de cefaleia em salvas na CID-10 é G44.0, que abrange enxaquecas, mas para nosso foco, a condição específica está registrada na categoria de cefaleias primárias. Para usuários, recomenda-se consultar um neurologista para confirmação do código adequado.
Causas e Fatores de Risco
Apesar de ainda não serem completamente compreendidas, as causas da cefaleia em salvas envolvem fatores neurológicos e vasculares. Algumas hipóteses sugerem que alterações na hypothalamus e distúrbios na ativação do sistema trigêmino-autonômico possam estar envolvidos.
Fatores de risco incluem:
- Predisposição genética
- Consumo excessivo de álcool
- Tabagismo
- Estresse e ansiedade
- Mudanças nos ciclos de sono
- Uso de substâncias vasoativas, como nitratos
A genética desempenha papel importante, sendo comum a incidência em famílias.
Sintomas da Cefaleia em Salvas
Características principais
- Dor intensa e excruciante: Muitas vezes descrita como uma dor latejante ou ardente.
- Localização: Unilateral, geralmente ao redor do olho ou na região temporal.
- Duração: Entre 15 minutos a 3 horas por episódio.
- Frequência: De uma a oito crises por dia durante os períodos de salvas.
Sintomas acompanhantes
- Lacrimejamento constante no olho afetado
- Congestão nasal ou rinorreia
- Eritema palpebral
- Anúria
- Sudorese facial
- Agitação ou inquietação
Episódios de salvas
As crises tendem a ocorrer em "salvas" que duram dias ou semanas, seguidos por períodos sem sintomas que podem variar de meses a anos.
Diagnóstico da Cefaleia em Salvas
O diagnóstico é clínico, baseado na história do paciente e nos critérios estabelecidos pela International Classification of Headache Disorders (ICHD). Não há exames de imagem específicos para confirmar, mas podem ser utilizados para descartar outras causas de dor de cabeça.
Critérios diagnósticos segundo a ICHD
H2: Critérios principais
- Episódios de dor de cabeça severa, unilateral, com duração de 15 a 180 minutos
- Ataques recorrentes em períodos de salvas
- Características autonômicas como lacrimejamento e congestão nasal
- Ataques com frequência de 1 a 8 por dia durante o ciclo
Exames complementares
- Exames de imagem (MRI ou tomografia) para descartar outras causas
- Avaliação neurológica completa
Tratamentos para Cefaleia em Salvas
Apesar de ser uma condição dolorosa, existem opções de tratamento que podem reduzir a frequência e intensidade das crises, além de promover uma melhor qualidade de vida.
Tratamento de ataque agudo
- Oxigenoterapia (10 a 15 litros por minuto por 15-20 minutos)
- Triptanos (como sumatriptano injetável ou nasal)
- Analgésicos convencionais, embora sejam menos eficazes
Tratamento preventivo
- Verapamil (um bloqueador de canais de cálcio)
- Lítio
- Prednisona em alguns casos
- Transporte de medicamentos como topiramato
Protocolos e cuidados
É importante seguir as orientações médicas e evitar fatores desencadeantes. O repouso e a manutenção de uma rotina de sono também são essenciais.
Novidades e tratamentos emergentes
Recentemente, a tecnologia de estimulação do hipotálamo tem mostrado resultados promissores, sendo uma alternativa para casos refratários. Para mais informações sobre terapias de ponta, acesse estes links e este artigo.
Tabela: Sintomas e Tratamentos da Cefaleia em Salvas
| Aspecto | Detalhes |
|---|---|
| Duração das crises | 15 minutos a 3 horas |
| Frequência | 1 a 8 crises por dia durante o ciclo |
| Localização | Unilateral, ao redor do olho |
| Sintomas associados | Lacrimejamento, congestão nasal, sudorese facial, inquietação |
| Tratamento de emergência | Oxigenoterapia, triptanos |
| Tratamento preventivo | Verapamil, lítio, prednisona |
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A cefaleia em salvas pode ser confundida com enxaqueca?
Sim, embora ambas sejam dores de cabeça, a cefaleia em salvas caracteriza-se por episódios mais intensos e fase de salvas, enquanto a enxaqueca costuma durar mais tempo e apresentar outros sintomas como aura e distúrbios visuais.
2. Há cura definitiva para a cefaleia em salvas?
Até o momento, não há cura definitiva, mas o tratamento adequado pode controlar os episódios e melhorar a qualidade de vida do paciente.
3. É possível prevenir as crises?
Sim, com uso de medicamentos preventivos, mudanças no estilo de vida e evitação de fatores desencadeantes.
4. Quais profissionais devo procurar?
Recomenda-se procurar um neurologista especializado em cefaleias para diagnóstico e manejo adequado.
Conclusão
A cefaleia em salvas é uma condição dolorosa e desafiadora que exige atenção especializada para o manejo adequado. Compreender seus sintomas, causas e tratamentos é fundamental para minimizar seus impactos na vida diária. O diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento podem fazer toda a diferença, permitindo que os pacientes tenham uma melhor qualidade de vida e controle sobre suas crises.
Se você suspeita de uma cefaleia em salvas, não hesite em procurar um profissional de saúde. O avanço na medicina oferece diversas opções terapêuticas, e a orientação adequada pode transformar vidas.
Referências
- Headache Classification Committee of the International Headache Society (IHS). The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition. Cephalalgia. 2018.
- Sociedade Brasileira de Neurologia. Cefaleias primárias. Disponível em: https://www.sbn.org.br/cefaleias-primarias
- Hill Head. Novas opções no tratamento da cefaleia em salvas. Acesso em: 2023. Disponível em: https://www.hillhead.com/blog/novas-opcoes-no-tratamento-da-cefaleia-em-salvas/
- Medical News Today. Cefaleia em salvas: sintomas e tratamentos. Acesso em: 2023. Disponível em: https://medicalnewstoday.com/articles/324701
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