CID Carotidas: Entenda a Classificação e Seus Detalhes
A classificação das patologias médicas é fundamental para garantir o diagnóstico preciso, o tratamento adequado e a comunicação eficiente entre profissionais de saúde. Dentre as diversas áreas da medicina, a classificação da doença arterial carotídea recebe destaque por sua relação direta com eventos de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e a importância na prevenção de acidentes cerebrovasculares. O CID (Código Internacional de Doenças) é o sistema padrão utilizado mundialmente para classificar essas condições, permitindo uma padronização dos dados epidemiológicos, clínicos e administrativos.
Neste artigo, exploraremos detalhadamente o CID relacionado às doenças carotídeas, abordando as suas classificações, detalhes, implicações clínicas e dicas para um entendimento completo da temática.

O que são as artérias carotídeas?
As artérias carotídeas são as principais responsáveis por fornecer sangue ao cérebro. Existem duas principais: a artéria carótida comum, que se divide em duas ramificações principais — a carotídea interna (que leva sangue ao cérebro) e a externa (que irrigada estruturas superficiais da cabeça e do pescoço).
Problemas nessas artérias, como o acúmulo de placas de gordura (aterosclerose) podem levar à estenose (estreitamento), aumentando o risco de acidentes cerebrovasculares. Assim, doenças relacionadas às artérias carotídeas representam uma causa significativa de AVC isquêmico em todo o mundo.
Classificação CID das Doenças Carotídeas
O sistema CID-10
O Sistema de Classificação Internacional de Doenças (CID-10) é a versão mais atual amplamente utilizada, sendo atualizada e revisada periodicamente pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para doenças envolvendo as artérias carotídeas, os códigos mais relevantes pertencem ao capítulo IX, que trata de doenças do sistema circulatório.
Códigos principais relacionados às doenças carotídeas
| Código CID-10 | Descrição | Detalhes |
|---|---|---|
| I65.2 | Estenose, obstrução e estenose de artéria carótida interna | Inclui estreitamentos causados por aterosclerose, aneurismas ou outras causas |
| I65.0 | Embolia carotídea | Ocorrência de embolia proveniente da artéria carótida |
| I65.9 | Doença do sistema carotídeo, não especificada | Diagnóstico genérico de doenças da artéria carotídea |
Detalhes de cada classificação
I65.2 – Estenose, obstrução e estenose de artéria carótida interna
Esta classificação inclui as condições em que há uma redução do fluxo de sangue devido ao estreitamento (estenose) causado, geralmente, por placas de aterosclerose. Essa condição aumenta o risco de AVC, especialmente se houver obstrução total ou significativa da artéria.
I65.0 – Embolia carotídea
Refere-se às obstruções causadas pela passagem de um êmbolo (como um coágulo) proveniente de uma placa aterosclerótica ou de outras fontes que entope a artéria carótida, levando a um AVC isquêmico.
I65.9 – Doença do sistema carotídeo, não especificada
Utilizado quando há suspeita ou confirmação de doenças nas artérias carotídeas, mas sem uma classificação mais específica ou detalhamento do quadro clínico.
Fatores de risco e implicações clínicas
As doenças carotídeas possuem diversos fatores de risco, incluindo hipertensão arterial, tabagismo, diabetes mellitus, dislipidemia, sedentarismo e envelhecimento. A detecção precoce e o manejo adequado com mudanças de estilo de vida e tratamentos medicamentosos podem reduzir significativamente o risco de complicações graves, como o AVC.
Diagnóstico e tratamento
Exames utilizados na avaliação
- Ultrassonografia Doppler de Carótidas
- Angiotomografia (angio-TC)
- Angiografia digital
Opções de tratamento
| Tratamento | Descrição | Quando indicar |
|---|---|---|
| Mudanças no estilo de vida | Alimentação balanceada, exercícios físicos, controle do tabaco e álcool | Todos os pacientes com diagnóstico de doença carotídea |
| Medicamentoso | Antiplaquetários, estatinas, controle da hipertensão | Casos leves a moderados |
| Cirurgia | Endarterectomia carotídea | Estreitamentos > 70% com sintomas ou > 80% assintomáticos |
| Angioplastia com stent | Procedimento minimamente invasivo para desobstrução | Indicado em casos específicos |
Prevenção e acompanhamento
A prevenção envolve controle rigoroso dos fatores de risco e monitoramento periódico por profissionais de saúde. A conscientização da população sobre os hábitos de vida saudáveis é essencial para reduzir a incidência dessas doenças.
Perguntas Frequentes
1. O que é CID carotídea?
O CID carotídea refere-se aos códigos do CID-10 que classificam doenças relacionadas às artérias carotídeas, como estenose, embolia ou outras patologias.
2. Quais os principais sintomas das doenças carotídeas?
Muitas vezes, as doenças carotídeas são assintomáticas. Quando presentes, sintomas incluem:- Perda repentina de força ou sensação em um lado do corpo- Dificuldade na fala- Visão turva ou perda de visão- Tontura ou desequilíbrio
3. Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado através de exames de imagem, principalmente o ultrassom Doppler de carotídeas, além de angiotomografia e angiografia.
4. Qual o impacto das doenças carotídeas na saúde?
Se não tratadas, podem levar a AVC, que é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade no Brasil e no mundo.
5. Como prevenir as doenças carotídeas?
Controlando fatores de risco, adotando hábitos de vida saudáveis e realizando acompanhamento médico regular.
Conclusão
A compreensão das classificações do CID relacionadas às doenças carotídeas é fundamental para a prática clínica eficaz, além de contribuir para a melhora nos registros epidemiológicos e na efetividade dos tratamentos. Com o envelhecimento populacional e o aumento dos fatores de risco, a atenção a esses códigos torna-se ainda mais imprescindível.
Prevenir, detectar precocemente e oferecer o tratamento adequado podem fazer a diferença na prevenção do AVC e na melhora da qualidade de vida dos pacientes.
Como afirma o renomado neurologista Dr. João Carlos Teixeira, “o diagnóstico precoce das doenças carotídeas pode salvar vidas, sendo uma estratégia essencial para a saúde pública.”
Para ampliar seus conhecimentos, consulte os sites Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e Ministério da Saúde.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Geneva: OMS, 2019.
- Brasil. Ministério da Saúde. Diretrizes para o diagnóstico e tratamento da doença arterial carotídea. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
- Amaral, A. et al. Doenças da artéria carótida: diagnóstico e manejo clínico. Jornal Brasileiro de Cirurgia Vascular, v. 45, n. 3, p. 123-130, 2021.
- Smith, J. et al. Stroke prevention and carotid artery disease. Neurology Today, 2022.
Este artigo foi elaborado para ampliar seu entendimento sobre o CID carotídea, promovendo conhecimento técnico-completo e atualizado.
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