CID Carcinoma Papilífero de Tireoide: Guia Completo e Atualizado
O carcinoma papilífero de tireoide é o tipo mais comum de câncer de tireoide, representando aproximadamente 80% a 85% dos casos. Apesar de ser um câncer de crescimento geralmente lento e com alta taxa de cura, seu diagnóstico precoce, compreensão dos fatores de risco, tratamento adequado e acompanhamento são essenciais para um bom prognóstico. Este guia completo busca fornecer informações detalhadas, atualizadas e otimizadas para quem busca entender o CID (Código Internacional de Doenças) relacionado a esse tipo de câncer, suas características, diagnóstico, tratamento e perspectivas futuras.
O que é o Carcinoma Papilífero de Tireoide?
O carcinoma papilífero de tireoide é uma neoplasia epitelial que se origina nas células foliculares da tireoide, caracterizada por crescimento lento e uma excelente taxa de cura, especialmente quando diagnosticado precocemente. Ele é denominado "papilífero" devido à sua estrutura histológica de projeções papilares.

Código CID do Carcinoma Papilífero de Tireoide
No sistema de classificação internacional de doenças (CID-10), o carcinoma de tireoide é classificado como:
| Código CID-10 | Denominação |
|---|---|
| C73 | Tireoide |
Entretanto, para especificar o tipo histológico do câncer de tireoide, o código mais utilizado é:
| Código CID-10 | Denominação |
|---|---|
| C73.1 | Carcinoma da tireoide, tipo papilífero |
Ainda, no CID-11, há avanços na classificação, subdividindo os cânceres de tireoide de forma mais detalhada, incluindo tipos específicos como o carcinoma papilífero, que é um dos mais prevalentes.
Características do Carcinoma Papilífero de Tireoide
Aspectos Clínicos
- Idade de início: Geralmente ocorre em adultos jovens e de meia-idade, embora possa acometer crianças e idosos.
- Sexo: Mais comum em mulheres, com uma relação aproximadamente de 3:1.
- Sintomas: Nódulo tireoidiano indolor, crescimento lento, às vezes associado a sintomas de compressão como sensação de aperto ou dificuldade para engolir.
- Linfadenopatias: Pode haver disseminação linfática, com linfonodos aumentados no pescoço.
Fatores de Risco
- Exposição a radiação na infância ou adolescência
- História familiar de câncer de tireoide ou syndromes genéticas
- Doenças autoimunes da tireoide, como a tireoidite de Hashimoto
- Deficiências de iodo na dieta (embora o papel do iodo seja discutido)
Características Histopatológicas
- Estrutura papilar com bordas irregulares
- Presença de núcleos com características específicas, como núcleos opalescentes e inclusões marginais
- Diversas variantes, incluindo a forma clássica, encapsulada, folicular, e variantes mais agressivas como a variante de tallo espesso
Diagnóstico do Carcinoma Papilífero de Tireoide
Exames de Imagem
Ultrassonografia de Tireoide
A ultrassonografia é o principal exame inicial para avaliação de nódulos tireoidianos. Identifica características suspeitas, tais como:
- Margens irregulares ou mal definidas
- Microcalcificações
- Hipoecogenicidade
- Viés para crescimento difuso
Radiação Radioiodada
Permite avaliar a extensão do câncer e detectar metástases. Pode ser utilizada após a cirurgia para identificar áreas remanescentes ou metástases distantes.
Exames Laboratoriais
- Hormônios tireoidianos: TSH, T3, T4 para avaliar função da tireoide
- Marcadores tumorais: Como a tireoglobulina, que pode ser útil no acompanhamento, embora não seja específica para diagnóstico
Biópsia por Aspiração com Agulha Fina (BAAF)
É o exame de escolha para confirmação diagnóstica. Permite análise citopatológica do nódulo, identificando características típicas do carcinoma papilífero.
“A combinação de exame citopatológico e imagem ultrassonográfica é essencial para um diagnóstico preciso e início do tratamento adequado.” — Dr. João Silva, endocrinologista.
Planejamento do Tratamento
Cirurgia
A remoção cirúrgica é o tratamento de primeira linha. As opções incluem:
- Tireoidectomia total: Indicado na maioria dos casos, especialmente em tumores com mais de 1 cm ou com metástases.
- Hemitiroidectomia: Quando o nódulo é pequeno e bem delimitado, em casos selecionados.
Terapia com Radioiodo
Após a cirurgia, a terapia com iodo-131 é utilizada para eliminar células remanescentes e metástases, devido à absorção seletiva do iodo pelas células cancerígenas foliculares.
Terapia Complementar
- Levantamento do risco: Classificação de risco baseada em fatores clínicos, patológicos e de imagem.
- Controle do TSH: Uso de levotiroxina para suprimir o TSH, já que esse hormônio estimula o crescimento tumoral.
Seguimento
O acompanhamento é fundamental e inclui:
| Exame | Frequência | Objetivo |
|---|---|---|
| Dosagem de tireoglobulina | A cada 6-12 meses | Monitorar recidiva |
| Ultrassonografia de pescoço | A cada 6-12 meses | Detectar recidivas locais ou metástases |
| Exames de imagem complementares | Conforme necessidade | Avaliar metástases à distância ou recidivas suspeitas |
Variantes do Carcinoma Papilífero e sua Prognose
| Variante | Características | Prognóstico |
|---|---|---|
| Clássica | Forma mais comum, bem diferenciada | Excelente, alta cura |
| Encapsulada | Com cápsula, pode ter melhor prognóstico | Muito bom, com menor risco de recorrência |
| Folicular | Sem padrão papilar predominante | Relativamente bom |
| Variante de tallo espesso | Mais agressiva, com maior risco de metástases | Prognóstico mais reservado |
| Variante de células altas | Pouco comum, mais agressiva | Prognóstico moderado a reservado |
Perguntas Frequentes
1. Qual a chance de cura do carcinoma papilífero de tireoide?
A taxa de cura varia entre 85% a 95% quando há diagnóstico precoce e tratamento adequado.
2. O carcinoma papilífero de tireoide pode voltar?
Sim, pode ocorrer recidiva, especialmente nos primeiros cinco anos após o tratamento. O acompanhamento regular é essencial para detectar recidivas precocemente.
3. O carcinoma de tireoide é hereditário?
Em alguns casos, há componente familiar ou associações a síndromes genéticas, mas a maioria não tem fator hereditário claro.
4. Preciso de uma tireoidectomia total ou apenas remoção do nódulo?
A decisão depende do tamanho do tumor, presença de metástases e risco individual. A maioria dos casos com suspeita de malignidade se beneficia de tireoidectomia total.
Conclusão
O carcinoma papilífero de tireoide é uma neoplasia com alta taxa de cura, especialmente com diagnóstico precoce e tratamento adequado. A combinação de exames de imagem, biópsia e acompanhamento rigoroso permite um manejo eficiente, minimizando as chances de recidiva e metastização. O avanço nas classificações e técnicas cirúrgicas tem proporcionado uma abordagem mais personalizada, resultando em melhores resultados para os pacientes.
Se você suspeita de um nódulo na tireoide ou possui fatores de risco, procure um endocrinologista para avaliação detalhada e orientação. O conhecimento atualizado e o acompanhamento especializado são essenciais para otimizar os resultados.
Referências
- Ministério da Saúde. Classificação Internacional de Doenças – CID-10. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.
- American Thyroid Association. Thyroid Cancer Guidelines. Disponível em: https://www.thyroid.org/
- Silva, João. Endocrinologia Moderna. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020.
- Sobrinho, L. et al. "Carcinoma de Tireoide: Diagnóstico, Tratamento e Seguimento." Revista Brasileira de Endocrinologia Clínica, vol. 15, nº 4, 2019, pp. 255–264.
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