CID Candidíase Genital: Sintomas, Tratamentos e Prevenção
A candidíase genital é uma infecção comum que afeta homens e mulheres, causando desconforto e incômodo na região íntima. Caracteriza-se pela proliferação excessiva do fungo Candida albicans, que, sob certas condições, provoca sintomas desagradáveis e pode afetar a qualidade de vida de quem a apresenta. Entender o CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionado a essa condição, bem como seus sintomas, tratamentos e formas de prevenção, é fundamental para o diagnóstico precoce e manejo adequado.
Neste artigo, abordaremos detalhadamente o tema, fornecendo informações essenciais de maneira clara e otimizada para mecanismos de busca, com o objetivo de esclarecer dúvidas e auxiliar na busca por saúde e bem-estar.

Introdução
A candidíase genital é uma condição que, embora comum, gera preocupação e dúvidas na população. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 75% das mulheres irão experienciar, pelo menos uma vez na vida, uma candidíase vaginal. Além disso, a condição não é exclusiva do sexo feminino, podendo afetar homens, especialmente na região do pênis.
O diagnóstico correto e o tratamento adequado, aliado a medidas de prevenção, são essenciais para evitar complicações e a recorrência frequente da doença. Utilizar a classificação CID correta também facilita o reconhecimento e o gerenciamento clínico da candidíase genital.
O que é a CID para Candidíase Genital?
A CID (Classificação Internacional de Doenças) é uma ferramenta utilizada pela Organização Mundial da Saúde para codificar diagnósticos médicos. Para candidíase genital, a CID mais comum é a B37.3 - Candidíase genital.
CID B37.3 - Candidíase Genital
Este código abrange as infecções por Candida que acometem a região genital, podendo incluir candidíase vaginal, candidíase peniana, entre outras manifestações. Utilizar este código é importante para fins de registros clínicos, estatísticas epidemiológicas e gestão de tratamentos.
Sintomas da Candidíase Genital
Reconhecer os sintomas é fundamental para procurar ajuda médica a tempo de iniciar o tratamento adequado. A seguir, veremos os principais sinais e sintomas de acordo com o sexo.
Sintomas em Mulheres
- Coceira intensa na região vaginal
- Vagido branco, espesso, semelhante a queijo cottage
- Sensação de queimação ao urinar ou durante a relação sexual
- Vermelhidão na vulva e na mucosa vaginal
- Inchaço e irritação externa
Sintomas em Homens
- ** Vermelhidão na cabeça do pênis (balanite)**
- Coceira e queimação na glande e no prepúcio
- Secreção esbranquiçada, semelhante ao queijo cottage
- Inchaço e irritação na região
- Dor ao urinar ou durante a relação sexual
Sintomas Gerais
Embora a maioria dos casos seja localizada, a candidíase pode evoluir para formas mais graves, especialmente em pessoas imunossuprimidas, apresentando sintomas como dor, desconforto geral, e até mesmo febre em casos de infecções mais extensas.
Causas e Fatores de Risco
Diversos fatores favorecem a proliferação do Candida, levando ao desenvolvimento da candidíase genital. Entre os principais fatores, destacam-se:
- Uso de antibióticos e corticoides
- DM (Diabetes Mellitus) descontrolada
- Uso de roupas muito apertadas ou de material sintético
- Hábitos de higiene incorretos ou excessivos
- Gravidez
- Sistema imunológico enfraquecido (HIV, quimioterapia)
- Relações sexuais sem proteção
Para uma melhor compreensão, confira a tabela abaixo com fatores de risco e suas explicações:
| Fator de Risco | Explicação |
|---|---|
| Uso de antibióticos | Mata bactérias benéficas, facilitando crescimento do fungo |
| Diabetes Mellitus | A glicose elevada favorece a proliferação do Candida |
| Higiene excessiva ou inadequada | Pode alterar o equilíbrio natural da flora vaginal ou penile |
| Roupas apertadas e sintéticas | Propiciam ambiente quente e úmido, ideal para fungos |
| Sistema imunológico enfraquecido | Reduz a capacidade de combater infecções |
Diagnóstico
O diagnóstico da candidíase genital é realizado por meio de:
- Exame clínico, observando sinais e sintomas
- Coleta de material da área afetada para análise laboratorial
- Exame microscópico com coloração de KOH (hidrólise de calda de potássio)
- Cultura do fungo, se necessário
A confirmação laboratorial é importante principalmente em casos de recidivas ou sintomas atípicos, para diferenciar de outras infecções vaginais ou dermatológicas.
Tratamento da Candidíase Genital
O tratamento adequado depende do grau de infectividade, frequência das recidivas e condição clínica do paciente. Geralmente, são utilizados antifúngicos, tanto tópicos quanto sistêmicos.
Opções de Tratamento
- Medicamentos tópicos: creme ou pomadas antifúngicas, como clotrimazol, miconazol ou tioconazol
- Medicamentos orais: fluconazol em uma dose única ou curso de alguns dias, indicado em casos mais severos ou recorrentes
- Medidas de higiene: manter a área limpa e seca, evitar roupas apertadas e de material sintético
Recomendações adicionais
- Evitar relações sexuais durante o tratamento para prevenir reinfecção
- Reduzir o consumo de açúcares, que favorecem o crescimento de fungos
- Utilizar roupas de algodão e evitar uso excessivo de produtos perfumados na região íntima
Para um tratamento eficiente e personalizado, consulte sempre um profissional de saúde.
Prevenção da Candidíase Genital
A prevenção é essencial para evitar episódios recorrentes e promover a saúde íntima. Algumas dicas importantes incluem:
Dicas de Prevenção
- Manter a higiene adequada, lavando-se com água e sabonete neutro
- Secar bem a região após o banho, evitando ambientes úmidos
- Evitar roupas apertadas e de materiais sintéticos
- Usar camisinha durante as relações sexuais para reduzir transmissão
- Controlar doenças como diabetes, mantendo a glicemia sob controle
- Evitar o uso abusivo de antibióticos, sob supervisão médica
- Utilizar probióticos, quando indicado, para manter o equilíbrio da flora vaginal
Para informações mais detalhadas, consulte o site Ministério da Saúde, que oferece orientações oficiais sobre saúde e bem-estar.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A candidíase genital pode ser transmitida sexualmente?
Sim, a candidíase pode ser transmitida pelo sexo, embora não seja considerada uma DST classicamente. Às vezes, ambos os parceiros podem apresentar sintomas.
2. Quanto tempo leva para tratar a candidíase genital?
O tratamento com antifúngicos tópicos geralmente dura de 3 a 7 dias. Casos mais resistentes podem necessitar de tratamentos mais prolongados ou sistêmicos.
3. Como saber se a candidíase voltou?
Recorrências podem ocorrer após o tratamento, com sintomas semelhantes aos iniciais. Caso suspeite de uma nova infecção, procure um médico para avaliação.
4. É possível prevenir a candidíase?
Sim. Manter hábitos de higiene adequados, evitar roupas apertadas e sintéticas, controlar doenças como o diabetes, e usar proteção durante as relações sexuais ajudam na prevenção.
Conclusão
A candidíase genital, codificada pelo CID B37.3, é uma condição que afeta grande parte da população, causando desconforto e impactando a qualidade de vida. O reconhecimento precoce dos sintomas, o diagnóstico correto e o tratamento adequado são essenciais para a cura e para evitar recidivas.
Medidas de prevenção, como higiene adequada, uso de roupas apropriadas e controle de fatores de risco, contribuem para diminuir a incidência da candidíase. Além disso, a busca por orientação médica garante um manejo eficiente e seguro.
Lembre-se de que, ao notar sintomas ou suspeitar de candidíase, procure um profissional de saúde para orientações específicas e personalizadas.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (10ª revisão).
- Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. https://www.gov.br/saude/pt-br
- Silva, A. C.; et al. "Fatores de risco associados à candidíase genital feminina." Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 2019.
- Centers for Disease Control and Prevention (CDC). "Vaginal Yeast Infection."
Este artigo foi elaborado com foco em fornecer informações relevantes e atualizadas sobre a CID candidíase genital, promovendo uma compreensão ampla da condição para pacientes e profissionais de saúde.
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