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CID Cancro Mole: Veja tudo sobre essa DST e seus cuidados

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O Cancro Mole, também conhecido como sífilis mucosa ou haemophilus ducreyi, é uma infecção sexualmente transmissível (DST) que, apesar de menos conhecida do que a sífilis ou gonorreia, ainda representa um risco significativo à saúde pública. Conhecer seus sintomas, formas de prevenção e tratamento é fundamental para evitar complicações e ampliar os cuidados com a saúde sexual. Neste artigo, abordaremos de forma completa tudo o que você precisa saber sobre o CID do Cancro Mole, suas características, formas de identificação, cuidados e muitas outras informações importantes.

Introdução

A transmissão de DSTs é uma preocupação constante, especialmente em populações jovens e ativas sexualmente. O Cancro Mole é uma doença que merece atenção, pois, se não tratada, pode gerar complicações sérias, incluindo infecções secundárias, cicatrizes permanentes e aumento do risco de adquirir outras doenças sexualmente transmissíveis, como HIV. Compreender o CID (Classificação Internacional de Doenças) associado a essa condição e os cuidados necessários é essencial para promover uma vida sexual mais segura.

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O que é o CID do Cancro Mole?

CID-10 do Cancro Mole

O código do Cancro Mole na classificação internacional de doenças (CID-10) é A60.0.

Tabela 1: CID-10 do Cancro Mole

Código CIDDescrição
A60.0Cancro Mole (haemophilus ducreyi)

Este código é utilizado por profissionais de saúde para identificar e registrar casos dessa doença em prontuários e estatísticas de saúde pública.

O que é o Cancro Mole?

O Cancro Mole é uma infecção bacteriana aguda causada pelo Haemophilus ducreyi. Ela se manifesta, predominantemente, na região genital, mas também pode afetar outras áreas do corpo. Essa DST é caracterizada por feridas dolorosas, que surgem como pápulas ou papulões, evoluindo para ulcerações com bordas irregulares.

Sintomas principais

  • Lesões dolorosas e ulceradas na região genital
  • Presença de adenopatia dolorosa (inchaço dos gânglios linfáticos)
  • Dor ao urinar ou durante o ato sexual
  • Formação de inchaços dolorosos na área afetada

Como o Cancro Mole é transmitido?

A transmissão ocorre principalmente por contato sexual desprotegido, incluindo sexo vaginal, anal ou oral. O vírus pode também ser transmitido pelo contato com feridas abertas ou secreções infecciosas de uma pessoa infectada.

Características clínicas do Cancro Mole

Tipos de lesões

Tipo de lesãoDescrição
PápulaPequena elevação avermelhada, dura, que se torna uma úlcera
ÚlceraFerida superficial com bordas irregulares e dolorosas
Adenopatia dolorosaInchaço e sensibilidade dos gânglios linfáticos próximos

Estágio da doença

A doença geralmente progride de forma rápida, com as feridas surgindo em poucos dias após o contato. Sem tratamento, as lesões podem cicatrizar espontaneamente, porém, a presença de adenopatias dolorosas indica evolução clínica mais grave.

Como prevenir o Cancro Mole?

Medidas de proteção

  • Uso constante de preservativos durante as relações sexuais
  • Comunicação aberta e sincera com o parceiro(a)
  • Realização periódica de exames de DST
  • Evitar o compartilhamento de objetos que possam estar contaminados

Para maiores informações sobre HIV, gonorreia e demais DSTs, consulte Ministério da Saúde - DST/AIDS.

Importância do exame preventivo

Realizar exames regularmente é uma estratégia eficaz para identificar precocemente infecções assintomáticas e evitar complicações.

Diagnóstico do Cancro Mole

O diagnóstico do CID A60.0 é realizado com base nos sintomas clínicos e confirmação laboratorial por meio de:

  • Exame de material proveniente da lesão
  • Cultura bacteriana
  • Testes sorológicos (quando disponíveis)

A confirmação rápida permite iniciar o tratamento adequado e evitar a disseminação da doença.

Tratamento do Cancro Mole

O tratamento envolve uso de antibióticos específicos para eliminar a bactéria Haemophilus ducreyi. Geralmente, recomenda-se:

  • Azitromicina ou Ceftriaxona, via oral ou injetável
  • Manejo adequado das lesões e cuidados de higiene
  • Tratamento dos parceiros sexuais para evitar reinfecção

Citação:

"A prevenção é a melhor forma de saúde sexual, e a informação é nossa maior aliada." — Ministério da Saúde

Cuidados durante o tratamento

  • Manter a higiene na região afetada
  • Evitar relações sexuais até a completa cicatrização
  • Utilizar preservativos para evitar transmissão futura
  • Consultar o profissional de saúde periodicamente

Complicações possíveis se não tratado

ComplicaçãoDescrição
CicatrizesPode deixar marcas permanentes na pele
Disseminação bacterianaPode afetar outros órgãos e tecidos
Aumento do risco de HIVLas feridas abrem portas para infecções adicionais
Infecção secundáriaPresença de infecções bacterianas adicionais na área afetada

Como é feito o acompanhamento pós-tratamento?

Após o término do tratamento, o acompanhamento médico é fundamental para verificar a cura e evitar reinfecções. Recomenda-se realizar novos exames após algumas semanas e usar métodos contraceptivos constantemente.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O Cancro Mole é uma DST comum?

Embora menos prevalente do que outras DSTs, o Cancro Mole ainda é uma doença considerada importante na saúde sexual devido à sua transmissão fácil e possíveis complicações.

2. Como saber se tenho Cancro Mole?

Normalmente, os principais sinais são úlceras dolorosas na região genital, acompanhadas de inchaço dos gânglios linfáticos. No entanto, exames laboratoriais confirmam o diagnóstico.

3. Quanto tempo leva para tratar o Cancro Mole?

Com o tratamento adequado, melhora começa geralmente após alguns dias, mas a cicatrização completa pode levar até uma semana ou mais, dependendo do caso.

4. Posso ter relação sexual durante o tratamento?

Não, é fundamental evitar relações sexuais até a completa cicatrização das feridas, para não transmitir ou reinfetar o parceiro.

5. Como evitar o Cancro Mole?

Uso de preservativos, evitar contato com feridas de parceiros infectados, testes periódicos de DST e educação sexual são as melhores medidas preventivas.

Conclusão

O Cancro Mole é uma DST que, apesar de pouco discutida, merece atenção por sua capacidade de gerar desconforto, complicações e ampliar o risco de outras infecções. O conhecimento do CID A60.0 é importante para profissionais de saúde e pacientes, facilitando diagnósticos corretos e tratamentos eficazes. Prevenir, reconhecer os sintomas precocemente e tratar adequadamente garante uma vida sexual mais segura e saudável.

Lembre-se: a saúde sexual é parte fundamental do bem-estar geral. Invista em informação, cumpra os tratamentos recomendados e pratique sexo seguro.

Referências

  1. Ministério da Saúde. DST/AIDS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/d/dst-aids
  2. Organização Mundial da Saúde. Guia de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/sexually-transmitted-infections
  3. Sociedade Brasileira de Infectologia. Diagnóstico e tratamento das DSTs. Revista Brasileira de Infectologia, 2020.

Quer saber mais? Converse com um profissional de saúde para obter orientações específicas ao seu caso e manter sua saúde sexual protegida.