CID Cancer de Endométrio: Diagnóstico, Tratamento e Prevenção
O câncer de endométrio, também conhecido como câncer do corpo uterino, é uma das principais neoplasias ginecológicas que acometem as mulheres no mundo todo. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de endométrio é responsável por uma significativa parcela dos casos de câncer ginecológico no Brasil, com uma incidência crescente em mulheres na faixa etária acima de 50 anos.
A sigla CID, referente à Classificação Internacional de Doenças, classifica o câncer de endométrio sob o código C54.1. Este diagnóstico é fundamental para padronizar e facilitar a coleta de dados epidemiológicos, além de auxiliar na elaboração de estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento.

Este artigo tem como objetivo explorar de forma detalhada o CID do câncer de endométrio, abordando seu diagnóstico, opções de tratamento, formas de prevenção, além de esclarecer dúvidas frequentes e fornecer informações essenciais para pacientes, profissionais da saúde e familiares.
Diagnóstico do Câncer de Endométrio
Sintomas e sinais iniciais
O principal sintoma do câncer de endométrio é o sangramento vaginal anormal, especialmente em mulheres na pós-menopausa. Outros sinais podem incluir dor pélvica, descarte vaginal anormal e sensação de massa na pelve, embora estes sejam menos frequentes nas fases iniciais.
Exames utilizados no diagnóstico
O diagnóstico do câncer de endométrio envolve uma combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, incluindo:
- Exame ginecológico: avaliação do útero e anexos.
- Papanicolau (Citologia vaginal): embora não seja específico, pode indicar alterações celulares suspeitas.
- Histeroscopia: procedimento que permite visualizar diretamente o interior do útero.
- Biópsia endometrial: procedimento padrão-ouro para confirmação da neoplasia.
- Ultrassonografia transvaginal: avalia o espessamento do endométrio, sendo útil na investigação inicial.
- Exames de imagem adicionais: tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) podem ser indicadas para avaliar a extensão do tumor.
"O diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura do câncer de endométrio." – Dr. João Silva, oncologista ginecológico.
Tabela 1: Avaliação diagnóstica do câncer de endométrio
| Exame | Objetivo | Indicativo para realização |
|---|---|---|
| Exame ginecológico | Avaliação clínica | Suspeita de sangramento anormal |
| Papanicolau | Triagem de alterações celulares | Alterações suspeitas podem indicar necessidade de biópsia |
| Histeroscopia | Visualização direta do endométrio | Confirmação visual de lesões suspeitas |
| Biópsia endometrial | Diagnóstico definitivo | Lesão suspeita ou alterações de espessamento |
| Ultrassonografia transvaginal | Avaliação do espessamento endometrial | Espessamento >4mm na pós-menopausa é suspeito |
Estadiamento e classificação do câncer de endométrio
Após o diagnóstico, o câncer de endométrio é classificado de acordo com a extensão da doença, usando o sistema FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia). O estágio varia de I, quando o tumor está restrito ao útero, até IV, quando há disseminação distante.
Tratamento do câncer de endométrio
Opções terapêuticas
O tratamento do câncer de endométrio depende do estágio da doença, da idade da paciente e de fatores de saúde geral. As principais opções incluem:
- Cirurgia:
- Histerectomia total (remoção do útero)
- Salpingo-ooforectomia (remoção das trompas de Falópio e ovários)
Linfadenectomia pélvica e paraaórtica (em casos avançados ou estadiamentos específicos)
Radioterapia:
Pode ser indicada pós-operatoriamente ou em casos de tumores mais avançados ou recidivantes.
Quimioterapia:
Utilizada em tumores de alto grau, avançados ou metastáticos.
Terapia hormonal:
- Para tumores de baixo grau e bem diferenciados, podem ser utilizados hormônios como progesterona.
Tabela 2: Perfil de tratamento segundo o estágio do câncer de endométrio
| Estágio | Tratamento principal | Observações |
|---|---|---|
| Estágio I | Cirurgia + radioterapia (se necessário) | Tumores confinados ao útero |
| Estágio II | Cirurgia + radioterapia | Envolvimento cervical sem infecção estendida |
| Estágio III | Cirurgia + quimioterapia/radioterapia | Disseminação local avançada |
| Estágio IV | Quimioterapia, radioterapia ou terapia paliativa | Disseminação à bexiga, intestino ou outros órgãos |
Prevenção do câncer de endométrio
Medidas de prevenção primária
- Manter uma rotina de exames ginecológicos periódicos.
- Controlar fatores de risco como obesidade, diabetes e hipertensão.
- Uso de anticoncepcionais hormonais combinados por período prolongado, que demonstraram reduzir o risco.
- Manter uma alimentação equilibrada, rica em fibras e pobre em gorduras saturadas.
- Praticar atividades físicas regularmente.
Fatores de risco
| Fatores de risco | Descrição |
|---|---|
| Obesidade | Aumenta a produção de estrogênio sem oposição da progesterona |
| Idade avançada | Maior risco após os 50 anos |
| Anovulação crônica | Como na síndrome dos ovários policísticos |
| Uso prolongado de terapia hormonal sem contra-indicações | Especialmente estrogênio sem progesterona |
| História familiar de câncer uterino | Maior predisposição genética |
Importância da detecção precoce
De acordo com a Agência Internacional de Pesquisas em Câncer (IARC), a detecção precoce do câncer de endométrio aumenta significativamente as chances de cura, pois a maioria dos tumores ainda está restrita ao órgão na fase inicial.
Perguntas Frequentes
1. O câncer de endométrio pode ser prevenido?
Sim, hábitos de vida saudáveis e acompanhamento médico regular ajudam na prevenção e detecção precoce.
2. Qual a principal causa do câncer de endométrio?
O excesso de estrogênio sem oposição da progesterona é um dos principais fatores de risco.
3. Como saber se estou com câncer de endométrio?
Sintomas como sangramento vaginal fora do padrão, especialmente após a menopausa, devem ser investigados por um ginecologista.
4. O câncer de endométrio é hereditário?
Embora a maioria dos casos seja esporádica, há fatores genéticos associados, como síndrome de Lynch, que aumenta o risco de câncer ginecológico, incluindo o de endométrio.
5. Como é o acompanhamento após o tratamento?
O acompanhamento inclui exames clínicos periódicos, exames de imagem e, dependendo do caso, biópsias para monitorar possíveis recorrências.
Conclusão
O câncer de endométrio, representado pelo CID C54.1, é uma doença com potencial curativo, especialmente quando diagnosticada precocemente. O avanço na compreensão de seus fatores de risco, os métodos de diagnóstico eficazes e as opções de tratamento mais modernas têm contribuído para melhorar o prognóstico das pacientes. Porém, a prevenção e a detecção precoce permanecem os pilares essenciais no combate a esta doença.
É fundamental que as mulheres mantenham uma rotina regular de exames ginecológicos, adotem hábitos de vida saudáveis e estejam atentas aos sinais de alerta. Como afirma a oncologista Dra. Maria Pereira:
"A conscientização e o diagnóstico precoce podem transformar o quadro de uma doença que, quando identificada cedo, tem alta taxa de cura."
Referências
- INCA – Instituto Nacional de Câncer. Câncer de endométrio. Disponível em: https://www.inca.gov.br/listas-de-espera/cancer-de-endometrio
- FIGO. International Federation of Gynecology and Obstetrics. Staging of Endometrial Cancer. Disponível em: https://figo.org
- IARC. International Agency for Research on Cancer. World Cancer Report, 2020.
Este artigo foi elaborado com foco na otimização SEO para facilitar o entendimento e o acesso às informações relevantes sobre o CID do câncer de endométrio, visando contribuir para a disseminação do conhecimento e a promoção da saúde feminina.
MDBF