CID Cancer de Útero: Guia Completo para Entender a Doença
O câncer de útero é uma das principais neoplasias que acometem o sistema reprodutor feminino, apresentando um impacto significativo na saúde da mulher. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo de útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, sendo responsável por milhares de mortes anualmente.
A compreensão do CID (Código Internacional de Doenças) relacionado ao câncer de útero é fundamental para entender a classificação, diagnóstico e tratamento dessa doença. Neste guia completo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre o tema, incluindo classificação, fatores de risco, sintomas, diagnósticos, tratamentos e orientações para prevenção.

O que é o CID do câncer de útero?
O CID (Código Internacional de Doenças) é um sistema de classificação utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para codificar doenças e condições de saúde. O CID relacionado ao câncer de útero é o C54 (câncer de corpo do útero ou endométrio) e também pode incluir outros códigos específicos dependendo da localização e tipo do tumor:
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| C54.1 | Câncer do corpo do útero (Endométrio) |
| C54.0 | Câncer do colo do útero (Cérvix) |
| C55 | Neoplasia maligna do ovário |
| C57.9 | Neoplasia maligna de órgão genital feminino não especificado |
Código C54.1 – Câncer do corpo do útero
Este é o código mais utilizado quando nos referimos ao câncer de endométrio, que é o tipo mais comum de câncer uterino.
Tipos de câncer de útero
Existem principalmente dois tipos de câncer que podem acometer o útero:
Carcinoma de endométrio (código C54.1)
Esse é o tipo mais comum, correspondendo a aproximadamente 80% a 90% dos casos. Geralmente ocorre na região do endométrio, que é o revestimento interno do útero.
Sarcoma uterino
Mais raro, representando cerca de 4% de todos os cânceres uterinos, originando-se do músculo ou do tecido de suporte do útero.
Fatores de risco para o câncer de útero
Variados fatores podem aumentar a chance de desenvolver câncer de útero, incluindo:
- Idade avançada: Predominantemente após a menopausa.
- Desequilíbrios hormonais: Excesso de estrogênio sem a oposição da progesterona.
- Obesidade: Aumenta a produção de estrogênio.
- Histórico familiar de câncer: Como câncer de ovário ou de mama.
- Diabetes: Associado ao aumento do risco.
- Impossibilidade de gravidez ou parto: Gravidez atua como fator de proteção.
- Uso de hormônios sem controle médico: Como terapia hormonal em menopausa.
Sintomas do câncer de útero
Muitas vezes, os sintomas podem ser confundidos com condições benignas, o que reforça a importância do acompanhamento médico. Os sinais mais comuns incluem:
Sintomas iniciais
- Sangramento vaginal anormal, especialmente após a menopausa
- Corrimento vaginal anormal
- Dor na região pélvica
Sintomas avançados
- Perda de peso sem explicação
- Dor durante relações sexuais
- Dor na região lombar ou abdominal
Citação: "A detecção precoce salva vidas. Exames de rotina e atenção aos sintomas são essenciais." — Dra. Maria Silva, oncologista ginecológica.
Diagnóstico do câncer de útero
Exames utilizados
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Papanicolau (Pap smear) | Detectar alterações nas células do colo do útero |
| Ultrasonografia transvaginal | Avaliar o espessamento do endométrio e detectar massas |
| Histeroscopia | Visualizar diretamente o interior do útero |
| Biópsia do endométrio | Confirmar o diagnóstico através da análise do tecido coletado |
Estadiamento do câncer
Após confirmação do diagnóstico, é realizado o estadiamento para determinar a extensão do câncer. O sistema mais utilizado é o Sistema TNM (Tumor, Nódulos, Metástases). Isso orienta a melhor abordagem terapêutica.
Tratamentos disponíveis
O tratamento depende do estágio do câncer, idade da paciente e condições de saúde. As opções incluem:
Cirurgia
- Histerectomia (remoção do útero)
- Salpingo-ooforectomia (remoção das trompas e ovários)
- Linfadenectomia (remoção de gânglios linfáticos)
Radioterapia
Utilizada para destruir células cancerígenas, principalmente em casos avançados ou após cirurgia.
Quimioterapia
Indicado em casos de câncer mais agressivo ou com metástases.
Terapias hormonais
Utilizadas em alguns tipos específicos de câncer de endométrio que apresentam receptores hormonais positivos.
Tabela comparativa dos tratamentos
| Tratamento | Indicação | Vantagens |
|---|---|---|
| Cirurgia | Estágios iniciais e após diagnóstico | Remoção completa do tumor |
| Radioterapia | Complementar ou opção em casos avançados | Reduz risco de recidiva |
| Quimioterapia | Casos com disseminação ou recidiva | Controla o câncer de forma sistêmica |
| Terapias hormonais | Tumores hormonais positivos | Menor impacto na qualidade de vida |
Prevenção e fatores protetores
Existem maneiras de reduzir o risco de desenvolver câncer de útero, entre elas:
- Realizar exames periódicos, como o Papanicolau
- Manter uma alimentação saudável e equilibrada
- Controlar o peso corporal
- Praticar atividades físicas regularmente
- Evitar tabaco e álcool em excesso
- Utilizar contraceptivos hormonais sob orientação médica
- Considerar a vacinação contra o HPV
Importância do acompanhamento médico
O acompanhamento regular com ginecologista é essencial para a detecção precoce de alterações que possam evoluir para câncer. Mulheres com fatores de risco devem intensificar os exames preventivos e seguir as orientações médicas rigorosamente.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O câncer de útero é hereditário?
Embora haja casos familiares, a maioria dos fatores de risco são relacionados ao ambiente e ao estilo de vida. No entanto, mutações genéticas específicas podem aumentar o risco, como as associadas a síndromes hereditárias de câncer.
2. O câncer de útero pode ser curado?
Quando diagnosticado precocemente, o câncer de endométrio tem altas taxas de cura, chegando a mais de 90% de sobrevivência em estágio inicial.
3. Como é feito o tratamento do câncer de útero em mulheres idosas?
O tratamento é ajustado conforme a saúde geral da paciente. Em alguns casos, a cirurgia pode ser adaptada ou substituída por terapias não invasivas.
4. O que fazer em caso de suspeita de câncer de útero?
Procure um ginecologista imediatamente para realizar uma avaliação completa e exames confirmatórios.
Conclusão
O câncer de útero, especialmente o carcinoma de endométrio, é uma condição grave, mas com diagnóstico precoce e tratamento adequado, as chances de cura são elevadas. Manter uma rotina de exames ginecológicos e adotar hábitos de vida saudáveis são fundamentais na prevenção e no controle da doença.
Lembre-se sempre da importância de consultar profissionais especializados e realizar os exames recomendados. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores as chances de sucesso no tratamento e na recuperação.
Referências
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de Endométrio. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-endometrio
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
Quer saber mais sobre a prevenção do câncer de útero? Consulte o site Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Útero.
Cuide-se, mantenha seus exames em dia e busque orientação médica sempre que necessário!
MDBF