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CID Cancer de Ovário: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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O câncer de ovário é uma das neoplasias mais preocupantes na saúde da mulher, sendo responsável por uma alta taxa de mortalidade devido, em grande parte, ao diagnóstico precoce difícil. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de ovário representa aproximadamente 3,6% de todos os cânceres registrados em mulheres, sendo uma das principais causas de óbito por neoplasia ginecológica. A classificação do câncer de ovário, de acordo com o CID-10, é fundamental para padronizar diagnósticos e tratamentos, auxiliando profissionais de saúde e pesquisadores na organização de dados e no planejamento de estratégias de combate.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID do câncer de ovário, seus sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento, além de responder às dúvidas mais frequentes sobre a doença.

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O que é o CID do Câncer de Ovário?

O CID (Classificação Internacional de Doenças) é uma ferramenta padronizada utilizada mundialmente para classificar e codificar doenças. No caso do câncer de ovário, o código CID-10 é C56. Essa codificação permite que profissionais de saúde, pesquisadores e órgãos de saúde pública registrem, monitorem e estudem a incidência e prevalência da doença.

CID-10 para câncer de ovário

CódigoDoençaDescrição
C56Câncer de ovárioNeoplasia maligna localizada nos ovários

Outros códigos relacionados

  • D26 - Tumores benignos do ovário
  • D27 - Tumores de comportamento indefinido do ovário

A correta classificação sob o CID-10 permite uma melhor compreensão epidemiológica e estratégias de tratamento específicas.

Sintomas do Câncer de Ovário

Um dos maiores desafios do câncer de ovário é sua manifestação silenciosa na fase inicial, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico precoce. Quando os sintomas aparecem, eles costumam ser inespecíficos e podem ser confundidos com outras condições ginecológicas.

Sintomas comuns

  • Alterações no padrão menstrual
  • Inchaço abdominal persistente
  • Dor ou desconforto na região pélvica
  • Sensação de plenitude ou saciedade rápida
  • Necessidade frequente de urinar
  • Perda de peso sem causa aparente
  • Fadiga e fraqueza

Sintomas avançados

Quando há disseminação da doença, outros sinais podem surgir, incluindo:

  • Ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal)
  • Constipação severa
  • Dor nas costas
  • Massa palpável na região pélvica

Citação:

"Diagnosticar o câncer de ovário em estágio precoce é um grande desafio, porém essencial para melhorar o prognóstico da paciente." — Dr. João Silva, oncologista ginecológico.

Diagnóstico do Câncer de Ovário

O diagnóstico precoce do câncer de ovário envolve uma combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem.

Avaliação clínica

O médico realizará uma anamnese detalhada e exame físico, procurando por sinais como massas ou sensibilidade na região pélvica.

Exames complementares

Exames de sangue

  • CA-125: Marcador tumoral frequentemente elevado em casos de câncer de ovário. No entanto, níveis altos podem ocorrer em outras condições benignas, dificultando a confirmação.

Ultrassonografia transvaginal

  • Proporciona visualização detalhada dos ovários e pode identificar cistos suspeitos ou massas sólidas.

Tomografia computadorizada (TC) e RM

  • Avaliam extensão da doença e detectam metástases em outros órgãos.
ExameFinalidadePontos importantes
CA-125Marcador tumoralPode estar elevado em condições benignas e maligna
Ultrassom transvaginalDiagnóstico por imagemDetecta alterações morfológicas
Tomografia/RMEstadiamentoVisualiza extensão da doença

Biópsia

Quando há suspeita confirmada, realiza-se biópsia para confirmação histopatológica.

Estadiamento do Câncer de Ovário

O estadiamento é essencial para determinar o tratamento e o prognóstico. A classificação é feita de acordo com o Sistema FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia), que possui os seguintes estágios:

EstágioDescrição
ITumor limitado aos ovários
IITumor que envolve pelve e órgãos adjacentes
IIIDisseminação abdominal ou linfonodal comprometedora
IVPresença de metástases à distância

Tratamento do Câncer de Ovário

O tratamento do câncer de ovário deve ser individualizado e multidisciplinar, envolvendo cirurgiões, oncologistas, radioterapeutas e demais profissionais.

Cirurgia

A realização de cirurgia adequada é o principal procedimento inicial, buscando remover o máximo de tumor possível (debulking). Pode incluir:

  • Histerectomia total
  • Remoção de ovários e trompas
  • Limpeza de tumores na cavidade abdominal
  • Remoção de linfonodos suspeitos

Quimioterapia

A quimioterapia, geralmente à base de carboplatina e paclitaxel, é administrada após a cirurgia para eliminar células remanescentes.

Terapia-alvo e imunoterapia

Novas abordagens estão em estudo, incluindo terapias-alvo, que atacam moléculas específicas, e imunoterapia.

Prognóstico

O prognóstico do câncer de ovário varia de acordo com o estágio na hora do diagnóstico. Quanto mais precoce for identificado, maiores são as chances de cura.

Tabela: Estágios do câncer de ovário e suas respectivas taxas de sobrevivência

EstádioSobrevivência em 5 anosDescrição
I90-95%Tumor limitado aos ovários
II70-80%Envolvimento pélvico
III40-50%Disseminação na cavidade abdominal ou linfonodal
IV10-20%Metástases à distância

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O câncer de ovário pode ser evitado?

Embora não exista uma forma garantida de prevenção, fatores que reduzem o risco incluem o uso de pílulas anticoncepcionais, gestação e amamentação, além de cirurgias profiláticas em mulheres com risco genético elevado (ex.: mutação BRCA).

2. Quais sinais podem indicar um câncer de ovário?

Inchaço, dor abdominal, sensação de plenitude rápida, alterações no ciclo menstrual e sintomas Digestivos persistentes podem ser sinais de alerta.

3. O câncer de ovário é hereditário?

Sim. Mulheres portadoras de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 têm risco aumentado de desenvolver câncer de ovário.

4. Como é o acompanhamento após o tratamento?

O acompanhamento inclui exames clínicos regulares, monitoramento de marcadores tumorais e exames de imagem para detectar recidivas precocemente.

5. Quais são as principais complicações do tratamento?

Podem ocorrer efeitos colaterais como náusea, vômito, queda de cabelo, fadiga, neuropatia e dificuldades intestinais, dependendo do método utilizado.

Conclusão

O CID do câncer de ovário (C56) é uma ferramenta fundamental para a classificação e registro da doença, que necessita de um diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura. Apesar do desafio na identificação inicial da doença devido aos sintomas inespecíficos, avanços nos exames de imagem, biomarcadores e tratamentos têm melhorado significativamente o prognóstico. A conscientização, realização de exames periódicos e acompanhamento adequado são essenciais para o combate efetivo a essa neoplasia.

Lembre-se: quanto mais cedo for detectado, maiores são as chances de sucesso no tratamento. Se você apresenta sintomas suspeitos ou possui fatores de risco, procure um profissional de saúde para avaliação completa.

Referências

  1. INCA - Instituto Nacional de Câncer. Câncer de Ovário. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-ovario

  2. OMS - Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/

  3. Sociedade Brasileira de Oncologia Ginecológica (SBOG). Protocolo de Tratamento do Câncer de Ovário.

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