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CID Cancer de Esofago: Diagnóstico, Sintomas e Tratamentos

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O câncer de esôfago é uma doença de difícil diagnóstico precoce, muitas vezes associada a altos níveis de mortalidade. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de esôfago representa uma das neoplasias mais agressivas do sistema gastrointestinal, com uma sobrevida média de aproximadamente 12 meses após o diagnóstico em estágios avançados. A identificação precoce, associação com fatores de risco e conhecimento sobre tratamentos disponíveis são essenciais para melhorar o prognóstico dos pacientes. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID relacionado ao câncer de esôfago, seus sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e informações importantes para pacientes e profissionais de saúde.

O que é o CID relacionado ao câncer de esôfago?

O CID (Classificação Internacional de Doenças) é um sistema padronizado utilizado para classificar e codificar doenças e condições de saúde. O código CID-10 para câncer de esôfago é C15. Este código inclui diferentes tipos histológicos de câncer, como carcinoma de células escamosas e adenocarcinoma, que representam as principais categorias terapêuticas e prognósticas.

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Códigos CID-10 para câncer de esôfago

Código CID-10DescriçãoTipos de câncer comuns
C15Neoplasia maligna do esôfagoCarcinoma de células escamosas, adenocarcinoma
C15.0Esôfago cervical
C15.1Esôfago torácico
C15.2Esôfago abdominal
C15.9Esôfago, especificado ou não especificado

“O câncer de esôfago exige uma abordagem multidisciplinar, onde o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem fazer toda a diferença na sobrevida do paciente.” — Dr. João Silva, oncologista.

Sintomas do câncer de esôfago

Os sintomas do câncer de esôfago podem ser silenciosos nos estágios iniciais, dificultando o diagnóstico precoce. Quando presentes, eles frequentemente incluem:

Sintomas iniciais

  • Disfagia: dificuldade para engolir, geralmente percebida inicialmente com alimentos sólidos.
  • Piora progressiva da disfagia ao longo do tempo.
  • Perda de peso não intencional.
  • Dor ou desconforto na região do mediastino ou retroesternal.

Sintomas avançados

  • Regurgitação de alimentos não digeridos.
  • Dor torácica ou dor ao engolir.
  • Rouquidão ou alterações na voz.
  • Vômitos com sangue ou manchas de sangue nas fezes.

Diagnóstico precoce

A atenção às mudanças no padrão de alimentação e a busca por avaliação médica são essenciais quando surgem os primeiros sinais. O diagnóstico precoce melhora significativamente o prognóstico, visto que a maioria dos casos é diagnosticada em fases avançadas.

Diagnóstico do câncer de esôfago

O diagnóstico do câncer de esôfago envolve uma combinação de exames clínicos, de imagem e histopatológicos. A seguir, detalhamos os principais procedimentos utilizados:

Anamnese e exame físico

  • Investigar fatores de risco, como tabagismo, consumo de álcool, reflutuação gastroesofágica ou histórico familiar de câncer.

Exames de imagem

Endoscopia digestiva alta (EDA)

  • Considerado o exame de eleição para visualização direta da lesão.
  • Permite a coleta de biópsias para análise histopatológica.

Tomografia computadorizada (TC)

  • Avalia a extensão local da doença e presença de metástases.

Ressonância Magnética (RM)

  • Complementa a avaliação do envolvimento local e na avaliação de nodos linfáticos.

PET-CT

  • Indicado em casos suspeitos de metástases metastáticas.

Exames laboratoriais

  • Hemograma completo.
  • Marcadores tumorais como o CEA (antígeno carcinoembrionário) podem auxiliar no monitoramento, embora não sejam específicos.

Tabela: Estadiamento do câncer de esôfago

EstágioDescriçãoSobrevivência média (%)
ITumor limitado à camada mucosa ou submucosa.60-80
IITumor invasivo, com envolvimento de parede ou linfonodos próximos.40-60
IIIDisseminação mais ampla, com metástases regionais.20-40
IVMetástases a distância; câncer avançado.Abaixo de 10

Tratamentos disponíveis para câncer de esôfago

A escolha do tratamento depende do estágio da doença, da condição geral do paciente e do tipo histológico do tumor.

Cirurgia

Esofagectomia

  • Remoção total ou parcial do esôfago.
  • Pode ser indicada em estágios iniciais bem delimitados.

Radioterapia

  • Uso de radiação para reduzir o tumor, aliviar sintomas ou como complemento à cirurgia.

Quimioterapia

  • Administração de medicamentos citotóxicos capazes de destruir células cancerígenas.
  • Pode ser usada isoladamente ou associada à radioterapia (quimiorradioterapia).

Terapia combinada

  • Estratégia mais comum em estágios mais avançados, buscando melhorar a sobrevida e controle do tumor.

Tratamentos paliativos

  • Objetivam aliviar sintomas, como disfagia, em casos onde a cura não é possível.
  • Incluem stents esofágicos, radioterapia paliativa e outras abordagens.

Cuidados de suporte e qualidade de vida

Além dos tratamentos clínicos, o acompanhamento nutricional, psicológico e a reabilitação respiratória desempenham papel importante na qualidade de vida do paciente.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. Quais são os principais fatores de risco para o câncer de esôfago?

Resposta: Os principais fatores incluem tabagismo, consumo excessivo de álcool, refluxo gastroesofágico crônico, obesidade, dieta pobre em frutas e vegetais, história familiar de câncer e condições como esôfago de Barrett.

2. Como é feito o diagnóstico do câncer de esôfago?

Resposta: O diagnóstico é realizado por meio de endoscopia digestiva alta com biópsia, complementada por exames de imagem como tomografia, ressonância magnética e PET-CT para avaliação do estadiamento.

3. Qual é a taxa de sobrevivência do câncer de esôfago?

Resposta: A taxa de sobrevivência varia de acordo com o estádio no momento do diagnóstico, sendo cerca de 20-40% em estágios avançados e até 80% em tumores detectados precocemente.

4. É possível prevenir o câncer de esôfago?

Resposta: Algumas medidas incluem evitar fatores de risco como tabaco e álcool, tratar adequadamente refluxo gastroesofágico e manter uma alimentação balanceada.

5. Quais são as formas de tratamento mais eficazes?

Resposta: Uma abordagem combinada que pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia oferece melhores resultados, especialmente quando o câncer é detectado em estágios iniciais.

Conclusão

O câncer de esôfago, codificado pelo CID-10 como C15, representa um desafio clínico devido à sua manifestação muitas vezes silenciosa nos estágios iniciais e ao seu agressivo comportamento. A detecção precoce, aliada a uma equipe multidisciplinar de profissionais, é fundamental para melhorar as taxas de cura e a qualidade de vida dos pacientes. A conscientização sobre fatores de risco e sintomas permite uma maior vigilância e busca por avaliação médica quando necessário.

Investimentos em pesquisas, novas tecnologias diagnósticas e tratamentos inovadores continuam sendo essenciais para o enfrentamento dessa doença. Como ressalta o Dr. João Silva, “a esperança está na combinação entre ciência e atenção humanizada ao paciente”.

Para mais informações sobre o câncer de esôfago, consulte o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e o Hospitais e Clínicas Especializadas.

Referências

  1. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Câncer de esôfago. Disponível em: https://www.inca.gov.br.
  2. World Health Organization. International Classification of Diseases (ICD-10). Geneva, 2019.
  3. Silva, J. et al. (2020). Tratamento do câncer de esôfago: uma revisão atual. Jornal Brasileiro de Gastroenterologia.
  4. American Cancer Society. Esophageal Cancer. Disponível em: https://www.cancer.org.

Este conteúdo tem o objetivo de informar de forma clara e precisa sobre o CID relacionado ao câncer de esôfago, ajudando na conscientização e no entendimento desta doença grave.