MDBF Logo MDBF

CID CA Estômago: Entenda Os Principais Sintomas e Tratamentos

Artigos

O câncer de estômago, também conhecido como carcinoma gástrico, é uma das neoplasias malignas mais comuns ao redor do mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), ele representa uma das principais causas de mortalidade por câncer, especialmente em países em desenvolvimento. O diagnóstico precoce é fundamental para melhorar as taxas de cura e oferecer um tratamento mais eficaz, o que torna importante compreender os sinais, sintomas, fatores de risco, diagnósticos e opções terapêuticas relacionadas ao CID CA Estômago. Este artigo visa fornecer uma visão completa e otimizada para quem busca informações relevantes sobre o tema, com foco na classificação CID-10, principais sintomas, tratamentos disponíveis e dicas para um acompanhamento adequado.

O que é o CID CA Estômago?

O CID CA Estômago refere-se ao Código Internacional de Doenças (CID-10) relacionado ao câncer de estômago^1. Mais especificamente, o código C16 é utilizado para identificar tumores malignos dessa região do sistema digestivo. Essa classificação é essencial para padronizar diagnósticos, registros estatísticos e tratamentos, além de facilitar a pesquisa e elaboração de protocolos clínicos.

cid-ca-estomago

Principais Sintomas do Câncer de Estômago

Identificar os sintomas iniciais do câncer de estômago pode ser desafiador, uma vez que muitas manifestações se assemelham a problemas gastrointestinais comuns. No entanto, reconhecer sinais precoces é fundamental para uma intervenção eficaz.

Sintomas precoces

  • Desconforto ou dor abdominal leve
  • Náusea e vômito ocasional
  • Perda de apetite
  • Inchaço abdominal
  • Queimação estomacal persistente

Sintomas avançados

  • Perda de peso significativa
  • Fadiga excessiva
  • Dificuldade para engolir (disfagia)
  • Vômitos com sangue ou aspecto similar a borra de café
  • Cada vez mais frequente sensação de plenitude

Fatores de Risco

Conhecer os fatores que podem aumentar a probabilidade de desenvolver câncer de estômago ajuda na prevenção e no monitoramento adequado.

Fatores genéticos e hereditários

  • Histórico familiar de câncer gástrico
  • Presença de síndromes hereditárias, como Síndrome de Lynch

Hábitos de vida

  • Dieta rica em salgados, defumados e conservantes
  • Consumo excessivo de álcool e tabaco
  • Ingestão de alimentos mal cozidos ou mal conservados

Condições médicas prévias

  • Gastrite crônica
  • Infecção por Helicobacter pylori

Outras condições

Fator de RiscoDescrição
Infecção por Helicobacter pyloriBactéria que causa inflamação crônica da mucosa gástrica
Gastrite crônicaInflamação persistente que pode evoluir para câncer
Anemia por deficiência de vitamina B12Pode estar relacionada a alterações na mucosa gástrica
Idade avançadaO risco aumenta após os 50 anos

Diagnóstico do Câncer de Estômago

O diagnóstico precoce do CID CA Estômago envolve uma combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem.

Exames utilizados

  • Endoscopia digestiva alta com biópsia: exame principal para visualização e coleta de amostras de tecido
  • Tomografia computadorizada (TC): avalia a extensão do tumor e possíveis metástases
  • Ressonância magnética e pet-scan: complementares na estadiagem
  • Exames de sangue: pesquisa de anemia, marcadores tumorais (não específicos)

Estadiamento

Para determinar a gravidade e definir o tratamento mais adequado, o câncer de estômago é classificado de acordo com o seu estadiamento, baseado na extensão do tumor, envolvimento linfonodal e presença de metástases, seguindo o sistema TNM.

Tratamentos Disponíveis

O tratamento do câncer de estômago varia de acordo com o estágio da doença, o estado geral do paciente e outras condições clínicas.

Opções de tratamento

Cirurgia

O procedimento cirúrgico é o tratamento principal para tumores localizados. Pode envolver a remoção total ou parcial do estômago (gastrectomia), além da remoção de linfonodos próximos.

Quimioterapia

Utilizada para reduzir o tumor antes da cirurgia, tratar casos avançados ou como terapia paliativa para aliviar sintomas.

Radioterapia

Mais utilizada em casos avançados ou após cirurgia para eliminar células remanescentes.

Terapias-alvo e imunoterapia

Novas alternativas que visam bloquear precisamente as vias de crescimento tumoral ou estimular o sistema imunológico para combater a doença.

Tabela de Tratamentos

TratamentoIndicaçãoObjetivo
CirurgiaTumores confinados ou localmente avançadosRemover o tumor, possível cura
QuimioterapiaTumores avançados ou após cirurgiaReduzir tumores, controlar a doença
RadioterapiaCasos específicos, geralmente como complementoAliviar sintomas
Terapia-alvoTumores com alterações genéticas específicasTratar tumores de forma direcionada
ImunoterapiaTumores que não respondem a tratamentos convencionaisEstimular o sistema imunológico

Como Prevenir e Detectar Precocemente

Prevê-se que mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico regular possam reduzir os riscos.

Dicas de prevenção

  • Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e fibras
  • Evitar alimentos defumados, salgados e conservados em excesso
  • Não fumar e limitar o consumo de bebidas alcoólicas
  • Tratar gastrites e infecção por Helicobacter pylori de forma adequada
  • Realizar exames preventivos periódicos, principalmente após os 50 anos

Recomendações para acompanhamento

  • Consultas regulares com gastroenterologista
  • Exame de endoscopia em caso de sintomas persistentes
  • Exames de sangue e imagem conforme orientação médica

Perguntas Frequentes

1. Quais são os sinais mais comuns do câncer de estômago?

Os sinais mais frequentes incluem perda de peso, dor abdominal persistente, dificuldade para engolir e vômitos com sangue.

2. Existe cura para o câncer de estômago?

Sim, especialmente quando diagnosticado precocemente. A cirurgia seguida de outros tratamentos pode levar à cura em muitos casos.

3. Como posso reduzir o risco de desenvolver câncer de estômago?

Adotando um estilo de vida saudável, controlando fatores de risco, tratando gastrites e infecções por Helicobacter pylori, além de realizar exames preventivos regulares.

4. Qual a importância da endoscopia no diagnóstico?

A endoscopia é essencial para visualizar o estômago, coletar biópsias e confirmar o diagnóstico de câncer.

5. Quais fatores podem influenciar o prognóstico?

Estágio do tumor no momento do diagnóstico, idade, saúde geral do paciente e tipo histológico do tumor.

Conclusão

O câncer de estômago, codificado como CID C16 na classificação internacional, representa uma preocupação significativa para a saúde pública mundial. Os principais sintomas, muitas vezes confundidos com problemas gastrointestinais comuns, incluem dor abdominal, perda de peso, dificuldade para engolir e vômitos com sangue. O diagnóstico precoce, aliado a uma equipe multidisciplinar que utiliza exames como endoscopia, tomografia e biópsia, é fundamental para aumentar as chances de cura.

A prevenção passa por uma alimentação adequada, o combate a fatores de risco como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, além do tratamento de condições pré-existentes, como a gastrite crônica e infecção por Helicobacter pylori. As opções terapêuticas variam desde cirurgias até terapias modernas, como imunoterapia e terapias-alvo, refletindo avanços importantes na oncologia gástrica.

Se você apresenta sintomas persistentes ou possui fatores de risco, procure um profissional de saúde para avaliação adequada. A vigilância e o acompanhamento contínuo podem fazer toda a diferença no desfecho de uma doença potencialmente grave, promovendo uma vida mais saudável e com maior qualidade.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças – CID-10. Disponível em: OMS CID-10
  2. Instituto Nacional de Câncer. Câncer de Estômago. Disponível em: Inca
  3. Sociedade Brasileira de Gastrenterologia. Recomendações para o diagnóstico e tratamento do câncer gástrico. Gastrenterol Bras, 2020.

Quer saber mais sobre saúde e bem-estar? Acesse os sites Ministério da Saúde e Hospital Sírio-Libanês.

Nota: Este artigo tem caráter informativo e não substitui orientação médica especializada.