CID C92: Guia Completo Sobre Hemorragia Puerperal e Causas
A hemorragia puerperal é uma das principais causas de mortalidade materna no mundo, incluindo o Brasil. O código CID C92 refere-se à Leucemia Mieloide Antes da Mielocitose, mas neste artigo, abordaremos especificamente a hemorragia puerperal, que é classificada no Código Internacional de Doenças (CID) como O66 - Hemorragia no pós-parto. No entanto, frequentemente, o termo "CID C92" aparece relacionado a questões de saúde pública, especialmente em contextos clínicos e de classificação de doenças.
A compreensão das causas, sintomas, tratamentos e ações de prevenção da hemorragia puerperal é essencial para profissionais de saúde, gestantes, familiares e toda a comunidade, pois essa condição pode ser fatal se não tratada adequadamente. Este artigo busca oferecer um guia completo e atualizado sobre o tema, abordando causas, fatores de risco, diagnóstico, tratamento, entre outros aspectos relevantes.

O que é Hemorragia Puerperal?
Definição
Hemorragia puerperal é o sangramento excessivo que ocorre dentro de 24 horas após o parto, podendo se estender até 6 semanas após o parto, sendo considerada uma emergência obstétrica. A hemorragia pode variar de leve a grave, podendo levar à shock hemorrágico e risco de morte se não manejada com rapidez e eficiência.
Classificação da Hemorragia Puerperal
A classificação é baseada na quantidade de sangue perdido, duração do sangramento e causas:
| Grau de Hemorragia | Quantidade de sangue | Sintomas principais | Tratamento |
|---|---|---|---|
| Leve | 300-500 ml | Sangramento leve, sem sinais de choque | Controle conservador, medicamentos |
| Moderada | 500-1000 ml | Sangramento mais intenso, sinais de fadiga | Intervenções médicas, reposição de fluidos |
| Grave | >1000 ml | Hipotensão, taquicardia, confusão | Tratamento de emergência, cirurgia se necessário |
Causas da Hemorragia Puerperal (CID O66)
O CID O66 está relacionado à hemorragia durante e após o parto, podendo ter diversas causas, incluindo:
- Atonia uterina: perda de tonicidade do útero (causa mais comum)
- Descolamento prematuro de placenta
- Retenção de lóquios ou fragmentos placentários
- Lacerações no trato genital inferior
- Placenta prévia ou inserção anômala da placenta
- Distócia de parto
- Lesões consequentes ao uso de instrumentos obstétricos
Causas específicas
Atonia uterina (CID O66.0)
É responsável por cerca de 80% das hemorragias pós-parto. O útero não consegue contrair-se adequadamente após o nascimento, levando a sangramento intenso.
Lacerações e rupturas (CID O66.1)
Podem ocorrer durante o parto, especialmente em partos instrumentais ou de difícil condução.
Retenção de produtos placentários (CID O66.2)
Fragmentos de placenta ou lóquios retidos podem impedir a contração uterina eficaz.
Fatores de Risco
Reconhecer fatores de risco é fundamental para prevenção. Entre eles:
- Parto prolongado ou difícil
- Uso de instrumentos obstétricos
- Multiparidade
- Pré-eclâmpsia ou distúrbios de coagulação
- Anormalidades uterinas
- Parto após 35 anos de idade
Diagnóstico da Hemorragia Puerperal
Sinais e sintomas
- Sangramento intenso e contínuo
- Queda de pressão arterial
- Taquicardia
- Febre (em casos infecciosos)
- Dor abdominal ou pélvica
- Sensação de fraqueza ou desmaio
Exames complementares
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Exame físico | Avaliação do sangramento, estado geral |
| Ultrassonografia | Verificação de retenção de lóquios ou placenta |
| Hemograma | Avaliar anemia, perda sanguínea |
| Coagulograma | Investigar distúrbios de coagulação |
Tratamento da Hemorragia Puerperal
Intervenções de emergência
- Compressão uterina bimanual
- Administração de medicamentos uterotônicos (por exemplo, oxitocina, misoprostol)
- Reposição de líquidos e transfusão de sangue, se necessário
Procedimentos cirúrgicos
- Curetagem uterina para remoção de lóquios retidos
- Ligadura ou embolização de vasos sangrantes
- Histerectomia em casos graves e refratários
Cuidados adicionais
- Monitoramento contínuo
- Organização de equipe multidisciplinar
- Tratamento de complicações secundárias
Prevenção da Hemorragia Puerperal
Ações na atenção pré-natal
- Identificação de fatores de risco
- Orientação sobre sinais de alerta
- Planejamento do parto em unidade adequada
Durante o parto
- Controle adequado da dor e do esforço expulsivo
- Uso racional de instrumentos obstétricos
- Manutenção de técnicas assépticas
Pós-parto
- Monitoramento do sangramento
- Controle dos lóquios
- Orientação à mãe sobre sinais de hemorragia
Tabela Resumida: Causas, Fatores de Risco e Tratamentos da Hemorragia Puerperal (CID O66)
| Categoria | Exemplos | Conduta Recomendada |
|---|---|---|
| Causas principais | Atonia uterina, lacerações | Medicações uterotônicas, intervenção cirúrgica |
| Fatores de risco | Parto prolongado, uso de instrumentos, multiparidade | Vigilância adequada, planejamento |
| Tratamentos emergenciais | Compressão uterina, transfusão | Equipe multiprofissional, suporte intensivo |
Perguntas Frequentes
1. Quais são os principais fatores de risco para hemorragia puerperal?
Os principais fatores incluem parto prolongado, uso de instrumentos obstétricos, múltiplas gestações, distúrbios de coagulação, entre outros.
2. Como identificar uma hemorragia puerperal?
Sinais de alerta incluem sangramento intenso, queda da pressão arterial, taquicardia, tontura, sensação de fraqueza e desmaio. É fundamental procurar assistência médica imediatamente.
3. Quais são os tratamentos mais eficazes?
O tratamento depende da causa do sangramento, mas geralmente envolve administração de medicamentos uterotônicos, reposição volêmica e intervenções cirúrgicas se necessário.
4. Como prevenir a hemorragia puerperal?
A prevenção passa por uma assistência pré-natal adequada, gerenciamento correto durante o parto, monitoramento constante no pós-parto e educação da gestante.
Conclusão
A hemorragia puerperal, representada pelo código CID O66, permanece como uma das principais causas de mortalidade materna, mas sua prevenção e tratamento eficazes reduzem significativamente riscos de complicações graves ou fatais. Conhecer as causas, fatores de risco, sinais de alerta e protocolos de intervenção é fundamental para todos os envolvidos na assistência à saúde materna.
A atenção contínua, o planejamento adequado e a equipe capacitada podem salvar vidas, tornando o parto uma experiência mais segura para mãe e bebê.
"A assistência humanizada e bem orientada durante o pré-natal, parto e pós-parto é essencial para prevenir e tratar a hemorragia puerperal." — Ministério da Saúde, Brasil
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. Guia de Atenção às Gestantes e Puérperas. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
- World Health Organization. Recommendations for the Prevention and Treatment of Postpartum Hemorrhage. Geneva: WHO, 2012.
- Organização Mundial da Saúde. Cuidados para umaGestação Segura e Abrangente. link externo
Observação: Para ampliar seus conhecimentos, consulte também sites confiáveis como o Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde, que oferecem diretrizes atualizadas sobre saúde materna e cuidados obstétricos.
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