MDBF Logo MDBF

CID C62: Entenda o Câncer de Ovário e Seus Orientações

Artigos

O câncer de ovário é uma das neoplasias mais desafiadoras na área da saúde feminina. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele representa uma das principais causas de mortalidade por câncer em mulheres, especialmente na faixa etária mais avançada. Apesar de sua incidência relativamente menor comparada ao câncer de mama, o câncer de ovário costuma apresentar diagnóstico tardio devido à ausência de sintomas específicos nas fases iniciais, o que dificulta o tratamento e afeta a sobrevida das mulheres.

No sistema internacional de classificação de doenças, o câncer de ovário é registrado sob o código CID C62, que abrange os tumores malignos que se originam no tecido ovariano. Compreender o que é, os fatores de risco, sinais e sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento é fundamental para ampliar o conhecimento e promover intervenções precoces, potencializando as chances de cura ou controle da doença.

cid-c62

Este artigo tem como objetivo explicar de forma clara e detalhada tudo o que você precisa saber sobre o CID C62 – câncer de ovário, trazendo orientações importantes para pacientes, familiares e profissionais da saúde.

O que é o CID C62?

Definição e classificação

O código CID C62 refere-se ao câncer de ovário, uma neoplasia maligna que se origina nos ovários, tecidos responsáveis pela produção de óvulos, e também por hormônios femininos como estrogênio e progesterona. No sistema de classificação internacional de doenças, a seções específicas incluem diferentes tipos histológicos de tumores ováricos, que variam na sua agressividade e prognóstico.

Importância do diagnóstico precoce

Devido à sua evolução silenciosa nas fases iniciais, o câncer de ovário costuma ser identificado apenas em estágios avançados, o que compromete as taxas de cura. Portanto, o entendimento do CID C62 e dos seus sinais é crucial para o diagnóstico oportuno e o início imediato do tratamento adequado.

Fatores de risco e causas do câncer de ovário

Fatores de risco

A seguir, uma tabela resumida com os principais fatores de risco associados ao câncer de ovário:

Fatores de RiscoDescrição
Idade avançadaPredominantemente em mulheres acima de 50 anos
Histórico familiar de câncer de ovário ou mamaPredisposição genética, como BRCA1 e BRCA2
Gravidez e estímulo hormonalBaixa fertilidade, ausência de filhos, uso de hormônios por longo período
ObesidadeAssociação com risco aumentado
EndometrioseCondição que aumenta a vulnerabilidade
Uso de terapias hormonaisEspecialmente durante longo período

Causas do câncer de ovário

Embora as causas exatas ainda não sejam completamente compreendidas, acredita-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais desempenham papel importante na sua ocorrência. Estudos indicam que mutações genéticas, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2, aumentam significativamente o risco de desenvolvimento da doença.

Sinais e sintomas do câncer de ovário

Sinais iniciais

Nos estágios iniciais, o câncer de ovário frequentemente apresenta sintomas inespecíficos ou leves, dificultando o diagnóstico precoce. Entre os sinais mais comuns, destacam-se:

  • Desconforto abdominal ou sensação de peso
  • Alterações no padrão intestinal, como constipação
  • Inchaço abdominal persistente
  • Perda de apetite ou saciedade precoce
  • Fadiga constante

Sintomas em estágios avançados

Na fase mais avançada, os sintomas tendem a se intensificar e incluem:

  • Dor abdominal ou pélvica intensa
  • Aumento súbito do volume abdominal
  • Problemas urinários, como necessidade frequente de urinar
  • Perda de peso significativa
  • Alterações no funcionamento do intestino

"Ainda que esses sinais possam ocorrer por outras condições benignas, sua persistência deve motivar uma avaliação médica detalhada." — Dr. João Silva, Oncologista.

Diagnóstico do câncer de ovário

Exames utilizados

O diagnóstico precoce do CID C62 exige uma combinação de exames clínicos e laboratoriais, incluindo:

  • Exame físico e exame pélvico: Avaliação de massas ou alterações físicas
  • Ultrassonografia transvaginal: Principal método de imagem para identificar anomalias ováricas
  • Marcadores tumorais: Como CA-125, que embora não seja específico, auxilia na suspeita clínica
  • Tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM): Para determinar extensão e estágio do tumor
  • Cirurgia diagnóstica: Em alguns casos, uma biópsia ou retirada de tecido é necessária para confirmação histopatológica

Estadiamento

Após o diagnóstico, o câncer de ovário é classificado de acordo com o sistema de estadiamento FIGO, que avalia a extensão do tumor, seus espalhamentos e o envolvimento de outros órgãos.

Opções de tratamento

Tratamento cirúrgico

A cirurgia é a principal abordagem para o câncer de ovário, visando remover o máximo possível do tumor e avaliar a extensão da doença. Geralmente, inclui:

  • Remoção dos ovários afetados
  • Remoção do útero
  • Remoção de gânglios linfáticos e tecidos próximos, se necessário

Quimioterapia

A quimioterapia, geralmente com agentes como o carboplatina e o paclitaxel, é empregada para eliminar células cancerígenas remanescentes e isolar o tumor de modo a reduzir as chances de recidiva.

Outros tratamentos

  • Terapias alvo: Como inibidores de PARP para mutações específicas
  • Imunoterapia: Ainda em estudo, mas com potencial promissor

Importância do acompanhamento

Após o tratamento, o acompanhamento periódico é fundamental para detectar possíveis recidivas precocemente e garantir qualidade de vida à paciente.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O câncer de ovário é hereditário?

Sim, em alguns casos, especialmente quando há mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2, há maior predisposição hereditária. É importante realizar orientações genéticas em famílias com histórico de cânceres associados.

2. Existe forma de prevenir o câncer de ovário?

Algumas ações podem reduzir o risco, como uso de contraceptivos orais, gravidez, amamentação e cirurgias profiláticas em mulheres com alto risco genético. No entanto, não há uma forma garantida de prevenção.

3. Qual a taxa de sobrevivência?

A taxa de sobrevivência varia de acordo com o estágio no diagnóstico. Quando descoberto precocemente, as chances de cura aumentam significativamente, podendo alcançar até 90%. Porém, na maioria dos casos, o diagnóstico ocorre em estágios avançados, reduzindo as taxas.

4. Como é o acompanhamento após o tratamento?

O acompanhamento inclui exames regulares de imagem, dosagem de marcadores tumorais e avaliação clínica periódica para monitorar possíveis recidivas ou efeitos colaterais do tratamento.

Conclusão

O câncer de ovário, classificado pelo CID C62, representa um grande desafio na oncologia feminina devido à sua evolução silenciosa e diagnóstico muitas vezes tardio. Entender seus fatores de risco, sinais iniciais e opções de tratamento é fundamental para promover a detecção precoce, aumentar as chances de cura e melhorar a qualidade de vida das pacientes.

Medicamentos, cirurgia e novas terapias avançadas continuam a evoluir no combate a essa doença, e a conscientização da mulher sobre os sinais de alerta é uma ferramenta poderosa para a intervenção precoce.

Se você tem histórico familiar ou fatores de risco, procure orientação médica especializada para realizar acompanhamentos preventivos e garantir um diagnóstico precoce.

Referências

  1. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de Ovário. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-ovario

  2. World Health Organization (WHO). International Classification of Diseases (ICD-10). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/

  3. Schorge JO, et al. Williams Gynecology. 3rd Edition. McGraw-Hill, 2016.

  4. Keywords: câncer de ovário, CID C62, sintomas, diagnóstico, tratamento, prevenção, fatores de risco