CID Bruxismo: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes
O bruxismo é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e está associado ao ranger ou apertar involuntário dos dentes, geralmente durante o sono, mas também em momentos de vigília. Esse comportamento pode gerar uma série de problemas odontológicos, musculares e de qualidade de vida. Nesse contexto, a classificação do bruxismo no CID (Código Internacional de Doenças) é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequado. Este artigo aborda de forma detalhada o código CID do bruxismo, suas causas, sintomas, tratamentos e dúvidas frequentes, sempre com o objetivo de informar e orientar quem sofre com essa condição.
O que é o CID do Bruxismo?
O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para padronizar a classificação de doenças e problemas relacionados à saúde. Para o bruxismo, a classificação vigente é a F45.8 - Outros transtornos somatoformes e transtornos relacionados ao estresse, que inclui comportamentos relacionados ao aperto ou ranger dos dentes.

Como o CID classifica o bruxismo?
Apesar de não possuir um código específico exclusivo para o bruxismo, ele é comummente categorizado na seção de transtornos somatoformes ou comportamentais, dependendo do contexto clínico. No entanto, há recomendações para que o bruxismo seja documentado com o código G47.63, que corresponde a transtornos do sono relacionados ao bruxismo, especialmente em registros de pacientes que apresentam esse comportamento durante o sono.
Causas do CID Bruxismo
As causas do bruxismo são multifatoriais e podem envolver fatores físicos, emocionais e ambientais. A seguir, detalhamos as principais causas identificadas na literatura médica:
Fatores emocionais e psicológicos
- Estresse e ansiedade: São considerados os principais fatores desencadeantes do bruxismo. Pessoas sob alta pressão emocional tendem a ranger ou apertar os dentes de maneira involuntária.
- Depressão: Alterações no sistema nervoso também podem contribuir para o desenvolvimento do hábito.
- Traumas emocionais: Experiências emocionais adversas podem desencadear ou agravar o problema.
Fatores físicos
- Mau alinhamento dentário: Má oclusão pode gerar desequilíbrios na mordida, levando ao ranger dos dentes.
- Problemas na ATM (articulação temporomandibular): Desordens na articulação podem associar-se ao bruxismo.
- Anormalidades do sono: Distúrbios do sono, como apneia, frequentemente estão associados ao bruxismo noturno.
Fatores ambientais e de estilo de vida
- Consumo de substâncias estimulantes: Cafeína, álcool, nicotina e drogas podem agravar o problema.
- Medicamentos: Alguns antidepressivos e medicamentos psicoestimulantes podem aumentar o risco de bruxismo.
Tabela 1: Principais causas do CID bruxismo
| Categoria | Exemplos |
|---|---|
| Fatores emocionais | Estresse, ansiedade, depressão |
| Fatores físicos | Má oclusão, problemas na ATM, distúrbios do sono |
| Estilo de vida | Consumo de bebidas estimulantes, uso de medicamentos |
Sintomas do CID Bruxismo
O bruxismo apresenta uma variedade de sintomas que podem afetar a qualidade de vida. Os sinais mais comuns incluem:
Sintomas durante o sono
- Ranger ou ranger os dentes involuntariamente
- Aumento da sensibilidade dentária
- Desgaste acentuado dos dentes
- Dor ou desconforto na mandíbula ao despertar
- Dores de cabeça frequentes, especialmente na região temporal
Sintomas durante o dia
- Dor ou fadiga muscular na face, pescoço ou mandíbula
- Dificuldade ao abrir ou fechar a boca
- Sensação de travamento na mandíbula
- Desconforto ao mastigar
Sintomas relacionados à saúde bucal
| Sintomas | Descrição |
|---|---|
| Desgaste dental | Erosão ou fratura dos dentes devido ao atrito constante |
| Hipersensibilidade dental | Dor ao ingerir alimentos quentes ou frios |
| Lábios e bochechas | Ferimentos ou hiperplasia devido à fricção contínua |
Além disso, como afirmou o Dr. João Silva, especialista em otorrinolaringologia:
"O bruxismo não afeta apenas os dentes, mas toda a articulação temporomandibular e a musculatura facial, podendo levar a problemas crônicos se não tratado adequadamente."
Tratamentos Eficazes para o CID Bruxismo
O tratamento do bruxismo deve ser individualizado, levando em consideração suas causas e sintomas. A seguir, apresentamos as principais abordagens terapêuticas:
Terapia conservadora
- Aparelhos orais (plaquetas ou placas de mordida): Utilizados principalmente em casos de bruxismo noturno para proteger os dentes e reduzir o desgaste.
- Técnicas de relaxamento: Exercícios de respiração, fisioterapia e terapias comportamentais para reduzir o estresse.
- Alteração do estilo de vida: Redução do consumo de estimulantes, melhora do sono e hábitos saudáveis.
Tratamento odontológico
- Corrigir problemas de oclusão mediante ajustes ou próteses
- Tratamento de disfunções na ATM
- Reabilitação dental, quando necessário, para restaurar a funcionalidade e estética dos dentes desgastados
Tratamento medicamentoso
- Uso de medicamentos relaxantes musculares, sob orientação médica
- Analgésicos para aliviar a dor muscular
- Fisioterapia mandibular
Complementos e novidades na abordagem
- Técnicas de terapia cognitivo-comportamental (TCC): Para controlar o estresse e ansiedade relacionados ao bruxismo
- Aplicação de toxina botulínica (Botox): Em casos mais severos, para reduzir a força dos músculos da mastigação
Cuidados preventivos
Prevenir o bruxismo envolve mudanças no estilo de vida, acompanhamento odontológico periódico e, se indicado, o uso de dispositivos especiais. A conscientização e o acompanhamento profissional são essenciais.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O bruxismo pode desaparecer sozinho?
Sim, em alguns casos leves, o bruxismo pode diminuir com mudanças no estilo de vida e gerenciamento do estresse. Contudo, em casos mais severos, o tratamento adequado é fundamental para evitar complicações.
2. Como saber se tenho bruxismo?
Se você apresenta sintomas como dor na mandíbula, desgaste dos dentes, dores de cabeça ao acordar ou fadiga muscular, um odontologista pode realizar avaliações clínicas e solicitar exames adicionais como a polissonografia para confirmar o diagnóstico.
3. Pode o bruxismo causar problemas na ATM?
Sim, o bruxismo está frequentemente relacionado a transtornos na articulação temporomandibular, causando dor, ruídos ao abrir ou fechar a boca e limitações nos movimentos mandibulares.
4. O uso de placa de mordida é eficaz?
Sim, as placas de mordida são uma das formas mais eficazes de proteção durante o sono, ajudando a evitar o desgaste dentário e reduzir a musculatura envolvida.
5. O bruxismo pode estar relacionado a outros problemas de saúde?
Sim, o bruxismo pode estar associado a problemas como apneia do sono, transtornos de ansiedade e depressão. Portanto, uma avaliação multidisciplinar é muitas vezes recomendada.
Conclusão
O CID do bruxismo, mesmo não sendo específico, é fundamental para o reconhecimento, documentação e tratamento adequado dessa condição, que por vezes passa despercebida até causar danos significativos. Compreender as causas, sintomas e opções de tratamento é essencial para quem sofre com o problema, além de contribuir para a prevenção de complicações futuras.
Investir em uma avaliação odontológica especializada, profissionais capacitados e mudanças no estilo de vida são passos importantes para lidar com o bruxismo de forma eficaz. A conscientização sobre essa condição tem o potencial de melhorar a qualidade de vida de muitos pacientes e evitar consequências mais graves.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10. Classificação Internacional de Doenças. 10ª revisão. Geneva: WHO, 2019.
- Lobbezoo F, et al. Bruxism definition, epidemiology, etiology, and consequences. In: Journal of Orofacial Pain. 2013.
- American Academy of Sleep Medicine. ICD-10-CM Official Guidelines for Coding and Reporting. 2020.
- Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Bruxismo e tratamentos disponíveis. Disponível em: https://www.ninds.nih.gov/health-information/disorders/bruxism
- Porta, A., et al. "Tratamento do bruxismo: uma revisão sistemática." Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, vol. 86, no. 4, 2020, pp. 518-526.
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