CID Broncoespasmo Grave: Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos
O broncoespasmo é uma condição médica caracterizada pela constrição dos músculos ao redor das vias aéreas, levando à obstrução do fluxo de ar. Quando essa condição atinge uma severidade extrema, ela é considerada um broncoespasmo grave, podendo representar risco de vida ao paciente. Compreender os aspectos relacionados ao CID (Código Internacional de Doenças) do broncoespasmo grave, seus sintomas, diagnóstico e opções de tratamento é fundamental para profissionais de saúde, pacientes e familiares. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada esse tema, buscando oferecer informações atualizadas e pertinentes.
O que é o CID do Broncoespasmo Grave?
O CID de um diagnóstico indica a classificação usada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para codificar doenças e condições médicas. Para o broncoespasmo grave, o código correspondente é:

| Código CID | Descrição |
|---|---|
| J45.50 | Asma moderada com crise grave |
| J45.51 | Asma grave, com ataque grave |
| J80 | Edema agudo de pulmão |
Fonte: CID-10
O broncoespasmo pode estar relacionado à asma, que é a causa mais comum, ou a outras condições respiratórias. Nos casos de apresentações graves, o código clássico mais utilizado é o J45.51, que indica uma crise de asma grave, potencialmente levando à condição de broncoespasmo grave.
Sintomas do Broncoespasmo Grave
Reconhecer os sintomas de um broncoespasmo grave é fundamental para buscar atendimento médico imediato. Os principais sinais incluem:
- Dificuldade intensa para respirar
- Chiado ou sibilância forte ao expirar
- Tosse persistente
- Sensação de aperto no peito
- Cianose (coloração azulada dos lábios ou extremidades)
- Respiração rápida e superficial
- Proeminência do uso de músculos acessórios na respiração
Como identificar uma crise grave?
Durante uma crise de broncoespasmo grave, o paciente pode apresentar:
- Dificuldade de falar devido à insuficiência respiratória
- Agitação ou ansiedade acentuada
- Perda de força ou fadiga intensa
- Sons respiratórios limitados ou ausentes ao exame clínico
Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, "a gravidade de uma crise respiratória pode evoluir rapidamente, exigindo intervenção emergencial"¹.
Diagnóstico do Broncoespasmo Grave
O diagnóstico de um episódio de broncoespasmo grave envolve uma combinação de avaliação clínica e exames complementares.
Avaliação clínica
- História do paciente: episódios prévios, fatores desencadeantes, uso de medicação
- Exame físico: ausculta pulmonar, presença de sibilos intensos, uso de músculos acessórios
Exames complementares
| Exame | Objetivo | Observações |
|---|---|---|
| Espirometria (PFE) | Avaliar a obstrução das vias aéreas | Pode estar reduzida em crises graves |
| Gasometria arterial | Avaliar troca gasosa e hipóxia | Pode mostrar hipoxemia e hipercapnia |
| Radiografia de tórax | Excluir outras patologias ou complicações | Normal ou com sinais de hiperinsuflação pulmonar |
| Peak Flow (PFE) | Monitorar a obstrução das vias aéreas | Medida de fluxo expiratório máximo |
Critérios para diagnóstico de broncoespasmo grave
Segundo a American Thoracic Society, caracteriza-se por:
- Saturação de oxigênio abaixo de 90%
- Dificuldade para falar
- Fadiga ou confusão
- Nível de Peak Flow menor que 50% do esperado
Tratamentos do CID do Broncoespasmo Grave
O tratamento de um broncoespasmo grave deve ser realizado de forma rápida e eficiente, envolvendo ações de emergência para estabilizar o paciente.
Medidas iniciais
- Administração de oxigênio suplementar
- Posicionamento do paciente sentado com oxigenação adequada
- Monitoramento contínuo dos sinais vitais
Intervenções farmacológicas
Broncodilatadores de ação rápida
- S Bentol (Albuterol ou Salbutamol): inalatórios através de vaporizadores ou nebulizadores
- Ipratrópio brometo: associado ao albuterol para maior eficácia
Corticoides sistêmicos
- Prednisona ou dexametasona intravenosa para reduzir a inflamação
- Prometem controle mais rápido da crise
| Medicação | Via de administração | Efeito |
|---|---|---|
| Salbutamol | Inalatória ou nebulização | Rápido relaxamento muscular das vias aéreas |
| Ipratrópio | Nebulização | Reduz sibilância e melhora fluxo aéreo |
| Prednisona | Oral ou intravenosa | Controle da inflamação sistêmica |
Tratamento avançado
- Oxigenação por máscara ou via intubação e ventilação mecânica em casos extremos
- Uso de medicamentos intravenosos como aminofilina ou nitroglicerina em situações específicas
Cuidados adicionais
Devido à gravidade do quadro, o paciente deve ser monitorado em unidade de terapia intensiva (UTI), se necessário, até a estabilização completa. A atenção ao fator desencadeante também faz parte do tratamento a longo prazo.
Prevenção e Controle
A prevenção de crises de broncoespasmo grave está relacionada ao manejo adequado da asma ou de outras doenças respiratórias crônicas.
- Uso regular de medicamentos de manutenção (corticosteroides inalados)
- Evitar fatores desencadeantes conhecidos (ácaros, fumaça, contaminantes)
- Monitoramento regular com o médico especialista
- Plano de ação para crises agudas
Para mais informações sobre controle de asma, consulte o site da Global Initiative for Asthma (GINA).
Perguntas Frequentes
1. Quais são as principais causas do broncoespasmo grave?
As principais causas incluem:
- Crises de asma descontroladas
- Reação alérgica severa
- Pneumonia ou infecção respiratória
- Exposição a irritantes ambientais como fumaça ou poeira
- Uso inadequado de medicações
2. Como prevenir uma crise de broncoespasmo grave?
A prevenção envolve:
- Monitore sua condição respiratória
- Use corretamente os medicamentos de manutenção
- Evite fatores desencadeantes
- Faça acompanhamento regular com seu médico
3. Qual é o prognóstico de uma crise grave?
Com tratamento imediato e adequado, o prognóstico geralmente é favorável. No entanto, crises graves podem levar a complicações ou risco de vida se não forem tratadas rapidamente. A adesão ao tratamento preventivo é fundamental para reduzir a frequência e severidade das crises.
Conclusão
O CID do broncoespasmo grave é um codificação importante na classificação de condições respiratórias severas, especialmente naquelas relacionadas à asma. Reconhecer os sintomas precocemente, compreender o diagnóstico adequado e administrar o tratamento emergencial são essenciais para evitar complicações graves e potencialmente fatais. A atualização constante dos protocolos clínicos e o monitoramento regular do paciente fazem toda a diferença na melhora da qualidade de vida e na redução de riscos.
Lembre-se, uma crise de broncoespasmo grave exige atenção rápida e eficaz. O suporte adequado, aliado ao controle da doença de base, pode fazer toda a diferença.
Referências
- Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Guia de Rastreamento e Manejo da Asma. 2022.
- World Health Organization. ICD-10 Version:2019. Disponível online
Este artigo é informativo e não substitui orientação médica profissional.
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