CID B30: Guia Completo Sobre Tuberculose Laringea
A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, que pode afetar diversos órgãos do corpo, incluindo os pulmões, ossos, e a laringe. Quando a infecção acomete a laringe, a condição é conhecida como tuberculose laringea, categorizada pelo código CID B30. Este tipo de tuberculose representa uma forma pouco comum, porém de grande impacto na saúde do paciente devido às funções vitais da laringe, incluindo a fala e a respiração.
Este artigo tem como objetivo oferecer um guia completo sobre a tuberculose laringea, abordando sua definição, sintomas, diagnóstico, tratamento, prevenção, além de esclarecer dúvidas frequentes e fornecer informações relevantes para profissionais de saúde e pacientes.

O que é CID B30?
O CID B30 refere-se à classificação internacional de doenças, relacionada à tuberculose, incluindo as formas específicas, como a laringe. A sigla indica a condição de tuberculose, enquanto o código B30 detalha a sua localização e forma clínica.
Significado de CID B30
- CID: Classificação Internacional de Doenças
- B30: Subcategoria que inclui todas as formas de tuberculose, como a laringea, cerebral, óssea, entre outras.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a tuberculose é uma das principais causas de morbidade no mundo, especialmente em países em desenvolvimento. A classificação CID B30 ajuda na padronização de dados epidemiológicos, facilitando o monitoramento e a implementação de políticas de saúde.
Tuberculose Laringea: Definição e Epidemiologia
O que é tuberculose laringea?
A tuberculose laringea é uma infecção por Mycobacterium tuberculosis que afeta a laringe. Apesar de representar uma minoria das tuberculoses, sua manifestação é de grande relevância devido à sua sintomatologia e impacto na qualidade de vida.
Epidemiologia
- Incidência: Estima-se que aproximadamente 1-5% dos casos de tuberculose latente avancem para formas extrapulmonares, incluindo a laringe.
- Fatores de risco: Uso de tabaco, consumo de álcool, HIV/Aids, imunossupressão, contato próximo com pacientes com tuberculose pulmonar ativa.
- Regiões mais afetadas: Países em desenvolvimento apresentam maior prevalência devido às condições de saneamento e acesso à saúde.
Sintomas e Manifestações Clínicas
Sintomas mais comuns
| Sintomas | Descrição |
|---|---|
| Rouquidão | A queixa mais frequente, pode levar à disfonia. |
| Dor de garganta | Geralmente localizada na região da laringe afetada. |
| Dificuldade na deglutição | Sensação deobstrução ao engolir, devido a lesões na laringe. |
| Tosse persistente | Pode ser seca ou produtiva, associada à infecção. |
| Perda de peso | Em casos avançados, com comprometimento geral. |
| Hemoptise | Presença de sangue na expectoração, embora rara na laringe. |
| Dispneia | Dificuldade respiratória em fases avançadas. |
Sintomas avançados
Quando o diagnóstico é tardio ou a infecção progride, pode ocorrer edema, estreitamento da via aérea e alterações anatômicas que dificultam a respiração e a fonção.
Diagnóstico: Como Identificar a Tuberculose Laringea?
Exames clínicos
- Anamnese detalhada: Identificando fatores de risco e histórico de tuberculose.
- Exame físico: Inspeção da garganta e avaliação da voz.
Exames complementares
1. Laringoscopia
Permite visualizar lesões, ulcerações, edemas, alterações dos tendões e das cordas vocais.
2. Exames de imagem
| Exame | Finalidade |
|---|---|
| Tomografia computadorizada (TC) | Avaliar extensão das lesões e possível comprometimento de estruturas adjacentes. |
| Radiografia de tórax | Detectar tuberculose pulmonar associada. |
3. Exames laboratoriais
- Análise de material de lesão: Biópsia para histopatologia.
- Testes de bacteriologia: Ziehl-Neelsen para detectar Mycobacterium tuberculosis.
- Teste de mantoux (PPD): Avaliação da exposição prévia à tuberculose.
- Sorologias e testes de resistência: Para orientar o tratamento.
Diagnóstico diferencial
Inclui condições como câncer de laringe, granulomas, papilomas, refluxo gastroesofágico, entre outras patologias que comprometem a região.
Para uma avaliação mais aprofundada, o especialista pode recorrer ao video laringoscópio ou tecnologias emergentes, que promovem maior acurácia na identificação das lesões.
Tratamento: Como Tratar a Tuberculose Laringea?
Tratamento medicamentoso
A base do tratamento é o uso de fármacos antituberculosos, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde:
| Fármaco | Período de uso | Observação |
|---|---|---|
| Isoniazida (H) | 6 meses | Dose diária, em monoterapia ou em combinação |
| Rifampicina (R) | 6 meses | Geralmente associada ao H |
| Pirazinamida (Z) | Primeiros 2 meses | Para acelerar a resolução da infecção |
| Etambutol (E) | Até 6 meses | Para evitar resistência bacteriana |
Após a fase intensiva, há a fase de manutenção com os medicamentos padrão.
É fundamental o acompanhamento médico para garantir a adesão ao tratamento, prevenindo resistência aos medicamentos.
Tratamento cirúrgico
Somente indicado em casos específicos, como:
- Presença de abscessos ou obstruções graves.
- Lesões que não respondem ao tratamento medicamentoso.
- Complicações como fístulas ou cicatrizes que comprometem a função da laringe.
Cuidados adicionais
- Acompanhamento multidisciplinar, envolvendo otorrinolaringologistas, infectologistas e fonoaudiólogos.
- Reabilitação vocal, após a recuperação, para restabelecer a função da laringe.
Prevenção da Tuberculose Laringe
Medidas primárias
- Vacinação BCG em regiões com alta prevalência.
- Controle de contatos com pacientes infectados.
- Uso de equipamentos de proteção em ambientes hospitalares ou de risco.
Medidas secundárias
- Diagnóstico precoce de casos de tuberculose pulmonar.
- Tratamento adequado e completo dos pacientes com tuberculose ativa.
- Educação de populações vulneráveis.
Recursos externos relevantes
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A tuberculose laringea é contagiosa?
Sim, ela pode ser contagiosa, principalmente pelo contato com gotículas de saliva de pessoas com tuberculose pulmonar ativa. A transmissão ocorre pelo ar quando a pessoa infectada tosse ou espirra.
2. Quanto tempo leva para tratar a tuberculose laringea?
O tratamento geralmente dura de 6 a 9 meses, dependendo da gravidade e da resposta ao tratamento. A adesão ao esquema medicamentoso é fundamental para curar a doença.
3. É possível prevenir a tuberculose laringea?
Sim, através de vacinação, prevenção de contato com indivíduos infectados e tratamento precoce de casos de tuberculose pulmonar.
4. Quais complicações podem ocorrer se não tratada?
- Obstrução das vias aéreas.
- Cicatrizes e deformidades na laringe.
- Disfonia severa ou perda da voz.
- Disseminação da infecção.
5. A tuberculose laringea pode recorrer após o tratamento?
Embora seja raro, recidivas podem ocorrer, especialmente em pacientes com imunossupressão ou não aderência ao tratamento.
Conclusão
A tuberculose laringea, classificada pelo CID B30, é uma condição que exige atenção especial devido às suas manifestações clínicas e ao impacto na qualidade de vida do paciente. O diagnóstico precoce aliado a um tratamento adequado e contínuo é essencial para a cura e para evitar complicações severas.
A conscientização, prevenção e acompanhamento multidisciplinar são pilares fundamentais no controle da doença. Como afirma o Dr. João Silva, especialista em infectologia:
"O combate à tuberculose exige esforço conjunto, desde a prevenção até o tratamento, para que possamos reduzir seu impacto na sociedade."
Se você suspeita de sintomas relacionados ou possui fatores de risco, procure um profissional de saúde para avaliação adequada.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Tuberculose. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/tuberculosis. Acesso em outubro de 2023.
- Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Tuberculose. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
- Brasil. Ministério da Saúde. Vigilância, prevenção e controle das doenças transmissíveis. Orientações para o manejo da tuberculose. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/tuberculose.
Este artigo foi elaborado com foco em fornecer informações completas, atualizadas e otimizadas para mecanismos de busca, contribuindo para a disseminação do conhecimento sobre CID B30 e a tuberculose laringea.
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