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CID Autismo F84: Entenda o Transtorno do Espectro Autista

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA), classificado pelo Código Internacional de Doenças (CID) como F84, é uma condição neurológica que afeta o desenvolvimento social, comportamental e de comunicação. Nos últimos anos, a conscientização sobre o autismo aumentou, mas muitas dúvidas ainda cercam seus sintomas, diagnóstico e tratamento. Este artigo tem como objetivo explicar detalhadamente o CID F84, desmistificar conceitos, oferecer informações atualizadas e esclarecer as principais questões relacionadas ao autismo.

O que é o CID F84 – Transtorno do Espectro Autista?

O CID F84 refere-se a um grupo de transtornos neurodesenvolvimentais que compõem o espectro do autismo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o TEA abrange uma variedade de condições caracterizadas por dificuldades na comunicação social, padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses intensos e dificuldades na adaptação às mudanças.

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Definição e Classificação

O CID F84 abrange categorias como:

  • Transtorno Autista (F84.0)
  • Transtorno de Rett (F84.2)
  • Transtorno Desintegrativo da Infância (F84.3)
  • Transtorno de Asperger (F84.5)
  • Transtornos Desorganizados do Desenvolvimento (F84.8)
  • Outros transtornos do espectro autista (F84.9)

Tabela 1: Classificação do CID F84

Código CIDSignificadoDescrição
F84.0Transtorno AutistaCaracterizado por dificuldades na interação social, linguagem e comportamentos repetitivos
F84.1Transtorno de RettDéficits motores e de linguagem, predominantemente em meninas
F84.2Transtorno Desintegrativo da InfânciaPerda de habilidades adquiridas em idade precoce
F84.3Transtorno de AspergerDificuldades sociais e interesses restritos, sem atraso na linguagem
F84.5Transtorno Desorganizado do DesenvolvimentoCaracterísticas variadas e menos específicas
F84.9Transtorno do Espectro Autista Não EspecificadoDiagnóstico geral para outros casos

Sintomas e Diagnóstico do Autismo (CID F84)

Principais Sintomas

Os sintomas do autismo podem variar de leve a severo, mas geralmente incluem:

  • Dificuldades na comunicação verbal e não verbal
  • Comportamentos repetitivos (como balançar o corpo ou alinhar objetos)
  • Interesse restrito ou obsessivo por certos temas
  • Dificuldade em estabelecer e manter relacionamentos sociais
  • Resistência a mudanças na rotina

Como o diagnóstico é realizado?

O diagnóstico do TEA é clínico, realizado por uma equipe multidisciplinar, que pode incluir pediatras, psiquiatras, fonoaudiólogos e psicólogos. São utilizados questionários, observações comportamentais e históricos de desenvolvimento da criança.

Pergunta frequente:

"Existe um teste específico para diagnóstico do autismo?"

Resposta: Não há um exame de sangue ou de imagem definitivos, sendo o diagnóstico baseado na avaliação clínica detalhada.

Tratamentos e Abordagens para o Autismo (CID F84)

Intervenções precoces

A intervenção precoce é fundamental e pode envolver:

  • Terapia comportamental (como ABA – Análise do Comportamento Aplicada)
  • Terapia ocupacional
  • Fonoaudiologia
  • Apoio psicológico familiar

Médications

Embora não exista cura, alguns medicamentos podem auxiliar no controle de sintomas como ansiedade, hiperatividade ou agressividade, sempre sob orientação médica.

Inclusão e Educação

A inclusão escolar e o suporte adequado na comunidade promovem maior autonomia e qualidade de vida para as pessoas com TEA.

Como Lidar com o Autismo no Dia a Dia?

Dicas para familiares e cuidadores

  • Criar rotinas previsíveis
  • Utilizar recursos visuais e ajudas na comunicação
  • Promover atividades que estimulem habilidades sociais
  • Buscar suporte de profissionais especializados

Recursos disponíveis

Existem diversas organizações e associações dedicadas ao apoio às famílias, como a Associação Brasileira de Autismo (ABRA) e o Instituto Nacional de Neurociência Clínica (INNC).

Perguntas Frequentes

1. O diagnóstico de autismo pode ser feito em qualquer idade?

Sim, embora seja ideal realizar o diagnóstico o mais cedo possível, para iniciar intervenções precoces. Crianças podem manifestar sinais já nos primeiros anos de vida.

2. O autismo é uma condição hereditária?

Há evidências de fatores genéticos contribuindo para o desenvolvimento do autismo, embora causas ambientais também possam estar envolvidas.

3. É possível que uma pessoa com autismo leve leve uma vida independente?

Sim, com suporte adequado, muitas pessoas com TEA conseguem se integrar ao mercado de trabalho, morar sozinhas e ter uma vida funcional.

4. O autismo é uma doença contagious?

Não, o autismo não é contagioso.

Conclusão

O CID F84 abrange um grupo complexo de transtornos que impactam o desenvolvimento social, comportamental e comunicativo. Com avanços na ciência e maior conscientização social, as pessoas com TEA têm hoje mais possibilidades de inclusão, autonomia e qualidade de vida. É fundamental que pais, educadores e profissionais de saúde estejam atentos aos sinais precoces e busquem apoio especializado para garantir o melhor cuidado possível.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Transtorno do Espectro Autista (TEA). Disponível em: https://www.who.int/health-topics/autism#tab=tab_1

  2. Ministério da Saúde. Protocolos de Diagnóstico e Tratamento do TEA. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_diagnostico_tratamento_transtorno_autismo.pdf

  3. Associação Brasileira de Autismo (ABRA).Recursos e Apoio ao Autismo. Disponível em: https://abra.org.br

“O autismo não define a pessoa, mas explica sua forma única de ver o mundo.”