CID Aterosclerose Carotídea: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A aterosclerose carotídea é uma condição que representa uma das principais causas de acidentes vasculares cerebrais (AVC) no mundo. Essa doença, caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura na parede das artérias carótidas, pode levar a complicações graves se não for diagnosticada e tratada adequadamente. Neste artigo, exploraremos de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre a CID Aterosclerose Carotídea, incluindo sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e estratégias de prevenção.
Introdução
A saúde das artérias carótidas é fundamental para manter a circulação cerebral adequada. Quando essas artérias apresentam obstruções devido à formação de placas de ateroma, o fluxo sanguíneo ao cérebro pode ficar comprometido, aumentando o risco de AVC. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do manejo adequado da aterosclerose carotídea.

A classificação desta condição na CID (Classificação Internacional de Doenças) é essencial para códigos de registros médicos e estudos epidemiológicos. A CID I60-I69 abrange os eventos cerebrovasculares, incluindo as causas relacionadas à aterosclerose na artéria carótida.
O que é Aterosclerose Carotídea?
A aterosclerose carotídea é uma condição na qual placas de gordura, cálcio, células inflamatórias e outros resíduos se acumulam na parede das artérias carótidas, que fornecem sangue ao cérebro. Essa acumulação leva à estreitamento (estenose) das artérias, podendo provocar insuficiência de fluxo sanguíneo ou desprendimento de fragmentos que obstruem artérias menores, causando AVC.
Como ocorre a formação dessas placas?
A formação das placas é um processo gradual que envolve diferentes fatores, incluindo:
- Hipercolesterolemia: níveis elevados de colesterol LDL contribuem para o acúmulo na parede arterial.
- Hipertensão arterial: pressão elevada favorece o dano endotelial e a inflamação.
- Tabagismo: aumenta a oxidação de lipídios e inflamação na parede arterial.
- Diabetes mellitus: promove a formação de placas devido ao processo inflamatório e alterações metabólicas.
- Sedentarismo e má alimentação: fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da doença.
Sintomas da Aterosclerose Carotídea
Muitas vezes, a aterosclerose carotídea é assintomática até que ocorra uma complicação grave, como um AVC. Por isso, a importância do acompanhamento médico regular, especialmente para grupos de risco.
Sintomas quando presentes
Sintomas de aviso de estreitamento das artérias carotídeas
- Perda súbita de força ou sensação de formigamento em um lado do corpo (braço, perna, rosto).
- Dificuldade para falar ou linguagem arrastada.
- Perda de visão em um olho (amaurose fugaz ou temporária).
- Sensação de tontura ou de desmaio.
- Dificuldade para engolir.
- Dor no pescoço ou cheiro de tontura constante.
"A prevenção é sempre melhor do que o tratamento, especialmente na saúde vascular, onde o tempo de intervenção pode salvar vidas." – Dr. João Silva, cardiologista.
Diagnóstico da Aterosclerose Carotídea
A identificação precoce da aterosclerose carotídea é fundamental para reduzir o risco de complicações graves. Os principais exames incluem:
Exames de imagem
| Exame | Descrição | Vantagens | Considerações |
|---|---|---|---|
| Ultrassonografia Doppler | Avalia o fluxo sanguíneo e a presença de placas | Não invasivo, acesso fácil | Rápido e de baixo custo |
| Angiotomografia computadorizada (AngioTC) | Visualiza detalhes das artérias | Alta resolução, detalhamento | Exposição à radiação e uso de contraste |
| Angiografia cerebral | Procedimento invasivo, injeta contraste para visualizar as artérias | Diagnóstico definitivo | Geralmente usado em intervenções conjuntas |
Outros exames complementares
- Perfil lipídico: mede os níveis de colesterol e triglicerídeos.
- Hemograma completo, para avaliar inflamação.
- Controle da pressão arterial.
Critérios para diagnóstico
A presença de mais de 50% de estreitamento na artéria carótida, detectada por ultrassom doppler, já indica uma condição que demanda acompanhamento e possível intervenção.
Tratamento da Aterosclerose Carotídea
O tratamento visa reduzir o risco de AVC e melhorar a circulação cerebral. Pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos e procedimentos cirúrgicos ou endovasculares.
Mudanças no estilo de vida
- Dieta saudável: redução do consumo de gordura saturada e trans, aumento de frutas, verduras e fibras.
- Prática regular de exercícios físicos.
- Controle do peso corporal.
- Abandono do tabagismo.
- Controle rigoroso da pressão arterial e do diabetes.
- Redução do consumo de álcool.
Medicações
- Inibidores de agregação plaquetária (exemplo: aspirina) para prevenir a formação de coágulos.
- Estatinas para controle do colesterol LDL.
- Antihipertensivos para manter a pressão arterial sob controle.
- Controle glicêmico adequado em diabéticos.
Tratamento cirúrgico e endovascular
Endarterectomia carotídea
Procedimento que remove placas das paredes das artérias. Recomendado para pacientes com estenose significativa (maior que 70%) e risco elevado de AVC.
Angioplastia com colocação de stent
Procedimento menos invasivo que envolve abrir a artéria com um balão e colocar um stent para mantê-la aberta.
| Opção | Indicação | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|---|
| Endarterectomia | Estenoses graves (>70%) | Eficaz em reduzir risco de AVC | Cirúrgico, com tempo de recuperação |
| Stent | Estenoses moderadas ou alto risco cirúrgico | Menos invasivo | Pode precisar de manutenção periódica |
Prevenção e Cuidados
A prevenção da aterosclerose carotídea envolve a adoção de hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular. Além disso, a realização de exames periódicos é fundamental para detectar alterações precocemente.
Perguntas Frequentes
1. A aterosclerose carotídea pode ser evitada?
Sim. Controlar fatores de risco, como hipertensão, colesterol alto, tabagismo, diabetes e sedentarismo, reduz significativamente o risco de desenvolvimento.
2. Qual a idade ideal para fazer exames preventivos?
Para indivíduos com fatores de risco ou história familiar de doenças cardiovasculares, recomenda-se início aos 40 anos. Caso contrário, a partir dos 50 anos. Consultar o médico é sempre a melhor orientação.
3. Quanto tempo leva para uma placa de aterosclerose se formar?
Pode levar anos ou décadas, dependendo do ritmo de progressão dos fatores de risco e de hábitos de vida.
4. Quais os sinais de um AVC?
Perda súbita de força ou sensibilidade em um lado do corpo, dificuldades na fala, perda de visão, tontura ou confusão mental. Em caso de suspeita, procurar atendimento de emergência imediatamente.
Conclusão
A CID Aterosclerose Carotídea é uma condição séria, mas que pode ser prevenida e controlada com medidas adequadas. O diagnóstico precoce através de exames de imagem e o manejo dos fatores de risco são essenciais para evitar consequências graves, como o AVC. A adoção de um estilo de vida saudável aliado ao acompanhamento médico regular são as melhores estratégias para manter a saúde vascular e garantir uma melhor qualidade de vida.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados sobre AVC.
- Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de prevenção cardiovascular.
- Ministério da Saúde. Protocolos para avaliação de risco cardiovascular.
Se você tem fatores de risco ou história familiar, não hesite em procurar seu médico para avaliações periódicas. A saúde do seu cérebro depende de ações preventivas hoje!
MDBF