CID Ateromatose: Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos Efetivos
A ateromatose, classificada oficialmente na Classificação Internacional de Doenças (CID) como I70.2, representa uma condição de acumulação de placas de gordura nas paredes das artérias, levando ao estreitamento e endurecimento dos vasos sanguíneos. Essa patologia é uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial periférica.
Compreender os sintomas, o diagnóstico preciso e os tratamentos disponíveis é fundamental para prevenir complicações graves e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Este artigo irá explorar de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre a cid ateromatose, abordando sintomas, métodos diagnósticos, opções de tratamento e dicas de prevenção.

O que é a Ateromatose?
A ateromatose é uma condição caracterizada pelo acúmulo de lipídios, cálcio, células inflamatórias e other componentes na parede das artérias, formando placas de ateroma. Essa proliferação leva ao estreitamento do lúmen arterial, dificultando o fluxo sanguíneo.
Como ocorre a formação das placas de ateroma?
A formação de placas ocorre em várias etapas:
- Dano endotelial: Como consequência de fatores de risco como hipertensão, tabagismo e dislipidemia.
- Acúmulo de lipídios: Especialmente LDL colesterol, nas paredes arteriais.
- Resposta inflamatória: Células imunológicas infiltram-se no local, agravando o processo.
- Formação da placa: Com depósito de cálcio e fibrose, levando ao endurecimento da artéria.
Sintomas da Ateromatose
Na maioria dos casos, os sintomas aparecem apenas em fases avançadas, quando a obstrução começa a comprometer o fluxo sanguíneo significativamente.
Sintomas comuns
| Sintomas | Descrição |
|---|---|
| Dor no peito (angina) | Sensação de aperto ou queimação, geralmente durante esforço físico. |
| Dificuldade para respirar | Pode ocorrer devido à redução do fluxo sanguíneo para o coração ou pulmões. |
| Dormência ou formigamento | Em membros inferiores ou superiores, devido à má circulação. |
| Perda de força | Principalmente nas pernas, em casos de doença arterial periférica. |
| Disfunção erétil | Pode estar relacionada à insuficiência vascular. |
| AVC ou AVC Transitório | Em casos de obstrução cerebral por placas de ateroma. |
Sintomas que indicam emergência médica
- Dor intensa e repentina no peito ou na cabeça
- Fraqueza ou paralisia súbita
- Perda de fala ou dificuldade de compreensão
- Visão turva ou perda de visão súbita
Importante: Muitas vezes, a ateromatose é silenciosa, somente sendo detectada por exames de rotina ou durante investigação de fatores de risco.
Diagnóstico da Ateromatose
Exames clínicos e avaliação inicial
O médico realiza uma anamnese minuciosa, buscando fatores de risco como hipertensão, colesterol alto, tabagismo e histórico familiar de doenças cardiovasculares.
Exames complementares
A seguir, uma tabela com principais exames utilizados no diagnóstico:
| Exame | Objetivo | Como é realizado | Resultado esperado |
|---|---|---|---|
| Lipidograma | Avaliar níveis de colesterol | Coleta de sangue em jejum | Níveis elevados de LDL, triglicerídeos baixos; HDL baixo |
| Ultrassonografia de Carótidas | Detectar placas na artéria carotítica | Uso de ondas de som | Presença de placas ou aumento da espessura da íntima-média |
| Angiotomografia | Visualizar obstruções e placas | Tomografia com contraste | Identificação de cálcio, obstruções ou estenoses |
| Exame de esteira (Teste de esforço) | Avaliar desempenho cardiovascular | Caminhada ou corrida em esteira | Detectar angina induzida ou alterações no ECG |
| Angiografia coronariana | Diagnóstico definitivo de obstruções | Inserção de cateter com contraste | Visualização exata do fluxo sanguíneo |
Diagnóstico precoce
Para indivíduos com fatores de risco, a realização de exames preventivos é recomendada periodicamente para detectar alterações antes que os sintomas apareçam.
Tratamentos Efetivos para a Ateromatose
O tratamento da ateromatose visa estabilizar as placas, reduzir o tamanho do estreitamento arterial e prevenir complicações.
Mudanças no estilo de vida
A base do tratamento é a adoção de hábitos saudáveis:
- Alimentação equilibrada, rica em fibras, frutas, verduras e pobre em gorduras saturadas e trans.
- Prática regular de exercícios físicos.
- Controle do peso corporal.
- Cessação do tabagismo.
- Limitação do consumo de álcool.
Medicações
Dependendo do estágio da doença, o médico pode prescrever:
| Medicação | Objetivo | Exemplos | Observações |
|---|---|---|---|
| Estatinas | Reduzir o LDL | Atorvastatina, Rosuvastatina | Importantes na estabilização de placas |
| Antiplaquetários | Prevenir formação de coágulos | Aspirina, Clopidogrel | Uso contínuo sob orientação médica |
| Betabloqueadores | Controlar a pressão e a angina | Metoprolol, Propranolol | Para pacientes com angina ou insuficiência cardíaca |
| Vasodilatadores | Melhorar fluxo sanguíneo | NITROGLICERINA | Para alívio da angina |
Intervenções cirúrgicas e procedimentos
Em casos avançados ou com obstruções severas, procedimentos invasivos podem ser necessários.
| Procedimento | Indicação | Descrição |
|---|---|---|
| Angioplastia com stent | Estreitamentos específicos | Dilatação da artéria com balão e colocação de stent |
| Bypass coronariano | Obstruções extensas | Cirurgia para desviar o fluxo sanguíneo |
| Endarterectomia | Remoção de placas | Especialmente em artérias cervicais |
Para esclarecer dúvidas sobre tratamentos, consulte um especialista em cardiologia.
Prevenção da Ateromatose
A melhor estratégia contra a ateromatose é a prevenção, que envolve:
- Controle rigoroso da hipertensão arterial.
- Manutenção de níveis adequados de colesterol e triglicerídeos.
- Prática de atividade física regular.
- Alimentação balanceada.
- Evitar o tabagismo e consumo excessivo de álcool.
- Fazer exames periódicos, especialmente se houver fatores de risco.
Perguntas Frequentes
1. A ateromatose pode ser completamente curada?
Atualmente, não existe cura definitiva para a ateromatose. No entanto, com tratamento adequado, é possível estabilizar as placas, evitar a progressão da doença e prevenir complicações.
2. Quais são os fatores de risco mais importantes?
Os principais fatores incluem hipertensão, dislipidemia, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de doenças cardíacas.
3. Como saber se tenho ateromatose?
Geralmente, a doença é assintomática nas fases iniciais. A detecção ocorre por meio de exames preventivos, como ultrassonografia de carotidas e lipidograma, ou após surgimento de sintomas alarmantes.
4. A alimentação pode ajudar a tratar ou prevenir a ateromatose?
Sim, uma alimentação equilibrada com baixo consumo de gorduras saturadas e trans, além do aumento do consumo de fibras, frutas e verduras, é fundamental na prevenção e controle.
5. Quais profissionais procurar?
Cardiologista, clínico geral e nutricionista são os principais profissionais envolvidos no diagnóstico, tratamento e acompanhamento da ateromatose.
Conclusão
A cid ateromatose é uma condição silenciosa, de rápida evolução e de consequências potencialmente graves se não tratada adequadamente. O diagnóstico precoce aliado a mudanças no estilo de vida, medicações e procedimentos cirúrgicos quando indicados são essenciais para controlar a doença, prevenir complicações e garantir uma vida mais saudável.
Lembre-se sempre de realizar consultas periódicas e seguir as orientações do seu médico para manter a saúde cardiovascular em dia.
Referências
- Ministério da Saúde. Protocolo de manejo da aterosclerose. Brasília: Ministério da Saúde, 2023.
- Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de prevenção cardiovascular. São Paulo: SBC, 2022.
- World Health Organization. Atheromatose e doenças cardiovasculares. Geneva: WHO, 2021.
Para mais informações, acesse o site da Sociedade Brasileira de Cardiologia e o Ministério da Saúde.]
Pergunta: Como posso prevenir a ateromatose no meu dia a dia?
Resposta: Adotando uma alimentação saudável, praticando exercícios físicos regularmente, controlando o peso, evitando o tabagismo, moderando o consumo de álcool e realizando exames periódicos para monitorar fatores de risco.
MDBF