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CID Ataque de Pânico: Entenda os Sintomas e Tratamentos

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O transtorno de ansiedade, em especial o ataque de pânico, é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, incluindo o Brasil. Muitas vezes confundido com outros problemas de saúde mental ou até mesmo com condições físicas graves, o ataque de pânico pode causar sofrimento intenso, mas, com o aprendizado adequado, é totalmente possível controlá-lo e buscar ajuda especializada. Este artigo aborda detalhadamente o CID (Código Internacional de Doenças) relacionado ao ataque de pânico, seus sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis e dicas para lidar com essa condição.

O que é o CID e sua relação com o ataque de pânico?

O que é o CID?

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema utilizado globalmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para categorizar doenças e problemas de saúde. Ele ajuda profissionais de saúde a registrar, comunicar e padronizar diagnósticos.

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CID do ataque de pânico

No CID-10, o ataque de pânico está classificado como um transtorno de ansiedade, sob o código F41.0, denominado ataque de pânico. Já na versão mais recente, o CID-11, há uma evolução na categorização, reforçando a importância do reconhecimento precoce e do tratamento adequado.

Sintomas do ataque de pânico

Quais são os sinais mais comuns?

O ataque de pânico é caracterizado por uma combinação de sintomas físicos e emocionais que aparecem de forma súbita e intensa.

SintomasDescrição
Palpitações ou taquicardiaSensação de coração acelerado ou irregular
SudoreseSuor excessivo, mesmo sem esforço físico
Tremores ou calafriosMovimentos involuntários ou sensação de frio/arrepios
Sensação de falta de arDificuldade para respirar ou sensação de sufocamento
Dor no peitoDesconforto ou dor que pode parecer uma crise cardíaca
Náusea ou desconforto estomacalSensação de enjoo, azia ou mal-estar gastrointestinal
Tontura ou sensação de desmaioVertigem, sensação de desfalecimento
Medo de perder o controle ou enlouquecerPensamentos de que algo ruim vai acontecer
Medo de morrerSensação de que o fim está próximo

Como reconhecer um ataque de pânico?

Uma pessoa durante um ataque de pânico geralmente relata uma sensação de medo intenso, acompanhada de sintomas físicos que surgem de forma repentina, sem causa aparente. É importante entender que, apesar de assustadores, esses ataques não representam uma ameaça direta à vida, embora possam gerar muito sofrimento.

Diagnóstico: CID e critérios clínicos

Como os profissionais diagnosticam o ataque de pânico?

O diagnóstico do ataque de pânico é clínico, baseado nos critérios do CID-10 e do DSM-5. É fundamental que o profissional de saúde realize uma anamnese detalhada, excluindo causas físicas, como problemas cardíacos ou respiratórios, que possam simular um ataque de pânico.

Critérios do CID-10 para ataque de pânico

Segundo o CID-10, o ataque de pânico é considerado uma crise abrupta de medo ou desconforto, acompanhada por pelo menos quatro dos sintomas listados anteriormente, que atingem o pico em poucos minutos.

Causas e fatores de risco

O que provoca o ataque de pânico?

As causas exatas ainda não são completamente compreendidas, mas diversos fatores podem contribuir para o aparecimento do transtorno:

  • Genética: história familiar de transtornos de ansiedade
  • Desequilíbrios neuroquímicos: alterações nos neurotransmissores como serotonina e norepinefrina
  • Eventos traumáticos: experiências estressantes ou traumáticas
  • Abuso de substâncias: uso de drogas ou álcool
  • Questões de personalidade: pessoas mais ansiosas ou perfeccionistas podem estar mais suscetíveis

Fatores de risco

  • Ter história de transtornos de ansiedade na família
  • Vivenciar eventos traumáticos recentes ou passados
  • Haver má qualidade de sono
  • Situações de grande estresse ou sobrecarga emocional

Tratamentos para o ataque de pânico

Abordagem multidisciplinar

O tratamento mais eficaz combina acompanhamento psicológico, intervenções farmacológicas e mudanças no estilo de vida.

Psicoterapia

Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

A TCC é considerada o método mais recomendado, pois ajuda o paciente a identificar e modificar padrões de pensamento disfuncionais e a desenvolver estratégias de enfrentamento.

Outras abordagens

  • Terapia de aceitação e compromisso (ACT)
  • Terapias integrativas, conforme indicação do profissional

Medicações

Antidepressivos

Medicamentos como os inibidores seletivos de receptação de serotonina (ISRS) são eficazes no controle dos sintomas.

Ansiolíticos

Podem ser utilizados em curto prazo para aliviar crises agudas, sempre sob prescrição médica.

Mudanças no estilo de vida

  • Praticar atividades físicas regularmente
  • Técnicas de relaxamento (meditação, respiração diafragmática)
  • Evitar cafeína, álcool e drogas
  • Manter uma rotina de sono adequada

Recursos complementares

Para mais informações, consulte Ministério da Saúde e Associação Brasileira de Transtornos de Ansiedade.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Como distinguir um ataque de pânico de uma crise cardíaca?

Embora os sintomas possam parecer similares, a dor no peito e a sensação de sufocamento na crise cardíaca geralmente persistem por mais tempo e podem estar associadas a outros sinais, como dor que irradia, vômitos ou fraqueza intensa. Em qualquer dúvida, procure atendimento médico imediato.

2. Quanto tempo dura um ataque de pânico?

Geralmente, os ataques duram de 5 a 20 minutos, embora a sensação de mal-estar possa persistir por mais tempo. Se a crise se repetir frequentemente, é importante procurar ajuda especializada.

3. É possível prevenir ataques de pânico?

Embora nem sempre seja possível evitar, manter um estilo de vida saudável, gerenciar o estresse e buscar tratamento para transtornos de ansiedade podem reduzir a frequência e a intensidade das crises.

Conclusão

O ataque de pânico, classificado no CID-10 sob o código F41.0, é uma condição que causa sofrimento intenso, mas que, com o diagnóstico correto e o tratamento adequado, o paciente pode viver de forma plena. Entender os sintomas, buscar ajuda especializada e adotar estratégias de enfrentamento fazem toda a diferença na qualidade de vida de quem enfrenta esse desafio. Lembre-se: buscar apoio e tratamento é um ato de coragem e cuidado com a sua saúde mental.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). (2019). CID-10: Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde.
  2. Associação Brasileira de Transtornos de Ansiedade (ABTA). (2020). Guia de Transtornos de Ansiedade.
  3. Ministério da Saúde. (2022). Saúde Mental: informações e orientações. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
  4. American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (5ª ed.).

“Entender o que ocorre em nossa mente é o primeiro passo para cuidar dela."