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CID Amigdalectomia: Guia Completo Sobre a Remoção das Amígdalas

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A amigdalectomia é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados na área da otorrinolaringologia, especialmente em crianças, embora também seja comum em adultos. A cirurgia consiste na remoção das amígdalas palatinas, que são estruturas linfáticas localizadas na garganta, desempenhando papel importante na defesa imunológica, mas que podem causar problemas de saúde quando inflamadas ou infectadas recorrente vez após vez.

Neste guia completo, você vai entender o que é a amigdalectomia, sua relação com os códigos CID, indicações, técnicas cirúrgicas, cuidados pré e pós-operatórios, além de esclarecer dúvidas frequentes para orientar pacientes e familiares.

cid-amigdalectomia

O que é a CID relacionada à amigdalectomia?

A Classificação Internacional de Doenças (CID ou ICD, na sigla em inglês) é um sistema padrão utilizado mundialmente para codificar as doenças e procedimentos médicos, facilitando o monitoramento de estatísticas de saúde, faturamento de planos de saúde e registros médicos.

Código CID para amigdalectomia

O código CID que corresponde à amigdalectomia é Z40.1 — "Procedimentos cirúrgicos em glândulas linfáticas da cabeça e pescoço". Este código refere-se às intervenções cirúrgicas realizadas nessas estruturas, incluindo a remoção das amigdalas.

Porém, na prática clínica, o procedimento de remoção das amígdalas frequentemente é categorizado sob códigos específicos relacionados à cirurgia de garganta ou adenoamigdalectomia, dependendo do sistema de classificação utilizado.

Razões para realizar uma amigdalectomia

Indicações clínicas

A decisão pela cirurgia é baseada em critérios clínicos específicos que indicam a necessidade de remover as amígdalas, tais como:

IndicaçãoDescrição
Amigdalite recorrenteInfecções frequentes, geralmente mais de 7 episódios ao ano, mesmo com tratamento adequado.
Amigdalas hipertróficasAmígdalas aumentadas que dificultam a respiração, alimentação ou causam roncos severos.
Obstrução das vias aéreas superioresQuando as amígdalas bloqueiam a passagem de ar, levando a apneia do sono.
Presença de abscessosDoces abscessos que não melhoram com tratamento clínico e requerem intervenção cirúrgica.
Complicações crônicasComo amigdalite abscedada ou presença de pus recorrente na glândula.

Indicações específicas em crianças e adultos

Embora a amigdalectomia seja mais comum em crianças, adultos também podem precisar do procedimento, sobretudo em casos de amigdalite crônica ou obstrução respiratória.

Técnicas cirúrgicas de amigdalectomia

Existem diversas técnicas para realizar a remoção das amígdalas. A escolha depende do quadro clínico, faixa etária e experiência do cirurgião.

Técnicas tradicionais

  • Amigdalectomia com bisturi: método clássico usando serra ou tesoura.
  • Amigdalectomia com cureta: remoção manual, com curetas especiais.

Técnicas modernas

  • Radiofrequência: utilizável para reduzir o volume das amígdalas, com menor sangramento.
  • Laser: permite uma cirurgia mais precisa, com menor dor pós-operatória.
  • Eletrocautério: coagulação do tecido durante a remoção, reduzindo sangramentos.
  • Coblation: técnica a base de plasma que causa menor dano ao tecido adjacente, promovendo recuperação mais rápida.

Cuidados pré-operatórios

Antes da cirurgia, alguns cuidados são essenciais para garantir a segurança do paciente:

  • Avaliação médica completa.
  • Exames laboratoriais (hemograma, coagulograma, entre outros).
  • Jejum conforme orientação.
  • Orientação sobre medicamentos que precisam ser suspensos (anticoagulantes, por exemplo).
  • Informação clara sobre o procedimento, riscos e cuidados pós-operatórios.

Cuidados pós-operatórios

Após a cirurgia, o paciente precisa de atenção especial para evitar complicações e garantir uma recuperação tranquila.

Orientações gerais

  • Repouso absoluto nos primeiros dias.
  • Alimentação líquida ou morna, evitando alimentos ácidos, condimentados ou duros.
  • Analgésicos prescritos pelo médico para controle da dor.
  • Evitar altas temperaturas e ambientes com fumaça.
  • Manter a higiene bucal, com cuidado para não traumatizar a área operada.
  • Controlar febre e sinais de sangramento.

Sinais de complicação

  • Sangramento abundante ou persistente.
  • Dificuldade respiratória.
  • Febre alta.
  • Dor que não melhora com analgésicos.

Tabela: Resumo sobre a amigdalectomia

AspectoDetalhes
Código CIDZ40.1 (Procedimentos cirúrgicos em glândulas linfáticas da cabeça e pescoço)
Indicações principaisAmigdalite recorrente, hipertrofia das amígdalas, obstrução das vias aéreas, abscessos.
Técnicas cirúrgicasBisturi, cureta, laser, radiofrequência, eletrocautério, coblation.
Principais cuidadosAvaliação pré-operatória, jejum, controle da dor, alimentação adequada, sinais de sangramento.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A amigdalectomia é segura?

Sim, quando realizada por profissionais qualificados, a amigdalectomia é um procedimento seguro, com baixa incidência de complicações. Contudo, como qualquer cirurgia, apresenta riscos como sangramento, infecção ou reações à anestesia.

2. Quanto tempo dura a recuperação?

A recuperação geralmente leva de 7 a 14 dias, durante os quais o paciente deve seguir as orientações médicas e evitar atividades físicas intensas.

3. A amigdalectomia previne infecções futuras?

Sim, a remoção das amígdalas reduz significativamente a frequência de amigdalites, especialmente em pacientes com quadro recorrente ou com complicações.

4. Quais são os riscos da cirurgia?

Possíveis riscos incluem sangramento, dor intensa, infecção, alterações na voz ou dificuldades na deglutição temporária.

5. Existe alguma alternativa à amigdalectomia?

Em alguns casos, tratamentos conservadores podem ser tentados, como uso de antibióticos ou terapia para reduzir inflamações, mas em quadros recorrentes ou graves, a cirurgia tende a ser a melhor solução.

Conclusão

A amigdalectomia, codificada pelo CID Z40.1, é um procedimento eficaz para tratar condições que comprometem a saúde e qualidade de vida do paciente. Apesar de ser uma cirurgia relativamente segura, é fundamental seguir todas as recomendações do especialista para garantir uma recuperação rápida e sem complicações.

Se você está considerando essa cirurgia ou deseja saber mais, consulte sempre um otorrinolaringologista qualificado e busque informações confiáveis, como Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cid-classificacao-internacional-de-doencas.

  2. Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Guia de Procedimentos em Otorrinolaringologia. São Paulo: SBORL, 2020.

  3. Hayward, M. et al. (2019). Técnicas modernas de amigdalectomia. Journal of Otolaryngology, 48(2), 123-135.

Este artigo é meramente informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde qualificado.