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CID Amenorreia: Causas, Diagnóstico e Tratamento Eficaz

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A amenorreia é uma condição que afeta muitas mulheres em diferentes fases da vida, caracterizada pela ausência de menstruação por um período prolongado. Quando essa condição é registrada no CID (Código Internacional de Doenças), ela passa a ser reconhecida oficialmente na classificação médica, facilitando o diagnóstico e o tratamento. Neste artigo, abordaremos de forma completa o que é a CID amenorreia, suas causas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento eficazes e dicas para entender melhor essa condição que pode impactar a saúde reprodutiva feminina.

O que é CID Amenorreia?

A CID (Código Internacional de Doenças), atualmente na sua 10ª edição (CID-10), classifica a amenorreia sob o código N91. Essa classificação é importante para registros médicos, pesquisas e para o planejamento das estratégias de tratamento.

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Definição de Amenorreia

A amenorreia é a ausência de menstruação por pelo menos três meses consecutivos em mulheres que anteriormente menstruavam normalmente ou por um período de seis meses em mulheres que tiveram menopausa recente. Ela pode ser classificada em:

  • Amenorreia primária: quando a menina não inicia a menstruação até os 15 anos de idade.
  • Amenorreia secundária: quando uma mulher que menstruava normalmente deixa de apresentar a menstruação por um período de três meses ou mais.

Causas da CID Amenorreia

A amenorreia pode ter diversas causas, desde questões fisiológicas até patologias mais complexas. A seguir, detalhamos as principais categorias de causas.

Causas fisiológicas e normais

  • Gravidez: a causa mais comum de amenorreia secundária.
  • Amamentação: durante o período de aleitamento, a menstruação pode parar devido à ação da prolactina.
  • Menopausa: encerramento natural da vida reprodutiva.

Causas hormonais e ginecológicas

  • Síndrome dos ovários policísticos (SOP): distúrbio hormonal que frequentemente causa irregularidade menstrual ou ausência de menstruação.
  • Distúrbios da hipófise: como tumores hipófise ou hipófise hiperprolactinemia.
  • Distúrbios da tireoide: hipertireoidismo ou hipotireoidismo.
  • Anormalidades congênitas: como síndrome de Turner.

Causas estruturas ou patológicas

  • Abstinência de exercício físico excessivo: comum em atletas.
  • Desnutrição ou anorexia nervosa.
  • Distúrbios anatômicos: obstruções ou malformações uterinas e ovarianas.

Causas relacionadas ao uso de medicamentos ou fatores externos

  • Uso de anticoncepcionais hormonais: que podem suprimir a menstruação.
  • Terapias de radiação ou quimioterapia.
  • Estresse emocional intenso.

Diagnóstico da CID Amenorreia

O diagnóstico de amenorreia envolve uma avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais e, se necessário, exames de imagem.

Anamnese e exame físico

  • Histórico menstrual.
  • Início da menarca.
  • História familiar de distúrbios hormonais.
  • Uso de medicamentos.
  • Hábitos de vida e fatores de risco.

Exames laboratoriais

ExameObjetivo
Hormônios séricosNíveis de FSH, LH, estradiol, prolactina, TSH e T4 livre.
Hemograma e testes de função hepáticaAvaliar estado geral de saúde.
Teste de gravidezDescarte de gestação.
Ultrassonografia pélvicaAvaliar condições uterinas e ovarianas.

Diagnóstico por imagem

  • Ultrassonografia transvaginal: para detectar anomalias anatômicas.
  • Ressonância magnética do hipotálamo e hipófise, se necessário.

Importância do acompanhamento médico

Segundo o ginecologista Dr. João Pereira: "Um diagnóstico preciso é fundamental para determinar a causa e orientar o tratamento mais adequado, promovendo a saúde integral da mulher."

Tratamento da CID Amenorreia

O tratamento varia de acordo com a causa identificada. A seguir, apresentamos as abordagens mais comuns.

Tratamentos hormonais

  • Terapia de reposição hormonal: administrada em casos de deficiência hormonal.
  • Medicamentos para tratar distúrbios específicos, como prolactina elevada ou disfunções tiroideanas.

Mudanças no estilo de vida

  • Alimentação equilibrada.
  • Controle do estresse.
  • Ajuste na prática de exercícios físicos.

Tratamentos cirúrgicos

  • Indicado em casos de malformações ou tumores que necessitam de intervenção cirúrgica.

Opcões de tratamentos específicos

CondiçãoTratamento recomendado
Síndrome dos ovários policísticosUso de anticoncepcionais orais, mudanças no estilo de vida e medicamentos reguladores hormonais.
ProlactinomaMedicação com bromocriptina ou cabergolina.
Distúrbios anatômicosCirurgia corretiva, se necessário.

Importância do acompanhamento ginecológico

Consultas regulares garantem o monitoramento da evolução do tratamento e ajustes necessários.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A amenorreia pode afetar minha fertilidade?

Sim, dependendo da causa, a amenorreia pode comprometer a fertilidade. No entanto, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, muitas mulheres recuperam a chance de engravidar.

2. É possível prevenir a CID amenorreia?

Algumas causas, como distúrbios hormonais ou físicos, podem ser prevenidas por acompanhamento médico regular, alimentação saudável e evitar abusos de exercícios físicos.

3. Quando devo procurar um médico?

Se a menstruação cessar por três meses consecutivos ou mais, ou se houver sintomas associados como dor, secreções anormais ou alterações hormonais, é importante consultar um ginecologista.

Conclusão

A CID amenorreia é uma condição multifatorial que exige atenção especializada para identificação da causa e definição do tratamento mais adequado. Conhecer os fatores de risco, sinais de alerta e a importância de um acompanhamento médico regular são essenciais para preservar a saúde feminina e garantir uma vida plena e saudável. Caso você esteja enfrentando essa condição, procure um profissional qualificado para orientação e cuidado.

Referências

  1. Ministério da Saúde. CID-10 - Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
  2. World Health Organization. Amenorrhea. Disponível em: https://www.who.int/

Nota: As informações aqui apresentadas têm caráter educativo e não substituem consulta médica especializada.