MDBF Logo MDBF

CID Altismo: Compreenda o Transtorno do Espectro Autista

Artigos

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), popularmente conhecido como autismo, é uma condição neurológica que afeta o desenvolvimento social, comportamental e de comunicação das pessoas. A compreensão dessa condição é fundamental para promover a inclusão, oferecer suporte adequado e garantir os direitos de quem vive com o transtorno. O CID (Classificação Internacional de Doenças) é uma ferramenta essencial nesse processo, identificando e classificando as diferentes formas do espectro autista.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o "CID Altismo", termo popularizado, mas que corretamente se refere ao diagnóstico dentro do CID, e explicaremos tudo o que você precisa saber sobre esse transtorno. Desde os critérios diagnósticos até as formas de tratamento, passando pelos direitos legais e como oferecer suporte adequado.

cid-altismo

O que é o CID e como ele classifica o autismo?

O que é o CID?

O CID, sigla para Classificação Internacional de Doenças, é uma ferramenta desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que serve para categorizar doenças, problemas de saúde e condições relacionadas. O objetivo do CID é padronizar diagnósticos mundialmente, facilitando estudos, tratamentos e políticas públicas de saúde.

Como o CID classifica o autismo?

O TEA foi incluído na última versão do CID, o CID-11, sob o código 6A02. Antes, no CID-10, era classificado sob os códigos F84.0 a F84.9, que representam diferentes subtipos dentro do espectro autista. A classificação é importante para definir os critérios diagnósticos e orientar o tratamento.

O que significa "CID Altismo"?

Termo popular e compreensão

O termo "CID Altismo" é uma forma popular e informal de se referir ao autismo, especialmente na internet e em conversas cotidianas. No entanto, a terminologia correta e reconhecida pelos profissionais de saúde é "TEA" ou "autismo" com base na classificação do CID.

Por que o termo "Altismo" se popularizou?

Esse termo é uma variação que surgiu nas redes sociais e na cultura popular, podendo gerar confusões ou até certo constrangimento ao tentar compreender o transtorno. É importante utilizar os termos corretos para garantir esclarecimento e respeito às pessoas autistas.

Compreendendo o Transtorno do Espectro Autista (TEA)

O que é o TEA?

O TEA é uma condição neurológica de desenvolvimento que afeta a pessoa de formas variadas. Cada indivíduo apresenta um conjunto único de características, habilidades e desafios, o que torna o espectro amplo e heterogêneo.

Sinais e sintomas mais comuns

  • Dificuldade na interação social
  • Comunicações verbais e não verbais diferentes
  • Comportamentos repetitivos ou restritivos
  • Interesse intenso em temas específicos
  • Sensibilidade sensorial aumentada ou reduzida

Diagnóstico

O diagnóstico do TEA envolve uma avaliação multidisciplinar que pode incluir neurologistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais. O objetivo é identificar as características específicas de cada caso para orientar o melhor tratamento.

Tabela: Critérios diagnósticos do TEA segundo o CID-11

CritérioDescriçãoExemplos
Dificuldade na comunicação socialProblemas em usar e interpretar sinais sociaisFalta de contato visual, dificuldade em manter conversas
Comportamentos repetitivos ou restritivosPadronizações e interesses intensosOrganizar objetos de forma obsessiva, movimentos repetitivos
Sintomas presentes na infânciaIndícios que aparecem em estágios iniciais do desenvolvimentoAtraso na fala, preferência por rotinas rígidas
Impacto na vida diáriaOs sintomas interferem na rotina da pessoaDificuldade em manter relacionamentos, incapacidade de socializar facilmente

Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)

Como é feito o diagnóstico de autismo?

O processo diagnóstico envolve várias etapas e a coleta de informações detalhadas sobre o desenvolvimento da criança ou do adulto. Algumas das principais etapas incluem:

  • Entrevistas clínicas com pais, responsáveis ou a própria pessoa;
  • Avaliações padrãoizadas, como o ADOS (Autism Diagnostic Observation Schedule);
  • Observação direta do comportamento;
  • Análise do histórico de desenvolvimento.

Para mais detalhes, consulte o Portal Autismo, que oferece recursos e orientações para profissionais e familiares.

Tratamentos e intervenções para o TEA

Intervenções precursoras

As intervenções precoces podem melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas com autismo. Algumas das principais abordagens incluem:

  • Terapia comportamental (ABA, TEACCH)
  • Terapias de linguagem e fala
  • Terapia ocupacional
  • Apoio psicológico

Edução e inclusão escolar

A inclusão escolar é fundamental para o desenvolvimento social e emocional. Escolas inclusivas oferecem adaptações que possibilitam a participação de estudantes autistas.

Medicamentos

Embora não existam medicamentos específicos para o tratamento do autismo, alguns medicamentos podem ajudar a controlar sintomas associados, como ansiedade, hiperatividade ou agressividade, sempre sob prescrição médica.

Direitos Legais e políticas de inclusão

No Brasil, a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) garante direitos às pessoas com deficiência, incluindo o TEA. Além disso, o Diagnóstico precoce e o acesso a tratamentos adequados são essenciais para inclusão social, escolar e laboral.

Como garantir direitos e acesso a serviços?

  • Buscar profissionais especializados para avaliação
  • Solicitar a inclusão em programas de saúde pública
  • Participar de grupos de apoio e associações de autismo
  • Procurar escolas inclusivas com suporte adequado

Perguntas frequentes (FAQ)

1. O que causa o autismo?

A origem do autismo ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que fatores genéticos e ambientais tenham influência no desenvolvimento do transtorno.

2. O autismo é hereditário?

Sim, há evidências de que fatores genéticos desempenham um papel importante, embora fatores ambientais também possam contribuir.

3. É possível curar o autismo?

Não há cura para o autismo, mas com intervenções apropriadas, as pessoas melhoram sua qualidade de vida e habilidades funcionais.

4. Como posso ajudar alguém com autismo?

Procure entender suas necessidades, seja paciente, respeite suas particularidades e ofereça suporte emocional e prático.

5. Quais são os sinais precoces do autismo em crianças?

Sinais precoces incluem atraso na fala, ausência de contato visual, dificuldade em compartilhar interesses e resposta incomum a estímulos sensoriais.

Conclusão

O entendimento correto sobre o CID Altismo — ou, mais precisamente, o Transtorno do Espectro Autista classificado pelo CID — é essencial para promover uma sociedade mais inclusiva e acolhedora. Ao reconhecer os sinais, buscar diagnósticos precisos e implementar intervenções adequadas, podemos garantir uma melhor qualidade de vida para as pessoas autistas.

Ao longo deste artigo, destacamos a importância de utilizar a terminologia correta, compreender as características do TEA e conhecer as opções de tratamento. Além disso, reforçamos que a inclusão social e o respeito às diferenças são fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária.

"A compreensão é o primeiro passo para aceitação, e a aceitação é o caminho para a inclusão." — Desconhecido

Referências