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CID Alergia à Proteína do Leite de Vaca: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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Alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma das alergias alimentares mais comuns em bebês e crianças pequenas, mas também pode afetar adultos. Trata-se de uma reação do sistema imunológico às proteínas presentes no leite de vaca, levando a uma variedade de sintomas que podem variar de leves a graves. Ainda que muitos casos de alergia ao leite sejam superados com o crescimento, alguns indivíduos continuam apresentando reações ao longo da vida.

O Código Internacional de Doenças (CID) que se refere a essa condição é o CID-10 K49.0, que corresponde à "Alergia à proteína do leite de vaca". Este artigo tem como objetivo detalhar os principais aspectos dessa alergia, incluindo sintomas, diagnóstico, opções de tratamento e recomendações para quem convive com essa condição.

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O que é a CID Alergia à Proteína do Leite de Vaca?

A classificação CID-10, usada mundialmente para codificar doenças, atribui o código K49.0 à condição de "Alergia à proteína do leite de vaca." Essa classificação ajuda profissionais de saúde a documentar e monitorar os casos de alergia em registros médicos e bancos de dados epidemiológicos.

Diferença entre intolerância e alergia ao leite de vaca

Antes de aprofundar, é vital distinguir a alergia à proteína do leite de vaca de outras condições, como a intolerância à lactose:

AspectoAlergia à Proteína do Leite de VacaIntolerância à Lactose
CausaReação imune às proteínas do leiteDificuldade em digerir a lactose devido à deficiência de lactase
SintomasDiversos, incluindo reações cutâneas, gastrointestinais, respiratóriasPrincipalmente desconforto digestivo, como gases, diarreia
DiagnósticoTestes de alergia, jejum, exames específicosTeste de tolerância à lactose, exame de hidrogênio expirado
TratamentoEvitar proteínas de leite de vacaDieta sem lactose ou uso de lactase suplementar

Sintomas da Alergia à Proteína do Leite de Vaca (CID K49.0)

A resposta imunológica a essas proteínas pode desencadear uma vasta gama de sintomas, que variam de leves a graves. Os mais comuns incluem:

Sintomas em bebês e crianças pequenas

  • Reações cutâneas: urticária, eczema, edema facial
  • Problemas gastrointestinais: vômito, diarreia, cólica abdominal, refluxo
  • Sintomas respiratórios: sibilância, congestão nasal, tosse
  • Problemas gerais: irritabilidade, recusa alimentar, atraso no crescimento

Sintomas em adultos

Embora mais comum na infância, adultos também podem apresentar alergia ao leite, com sintomas como:

  • Dores abdominales
  • Náuseas e vômitos
  • Problemas respiratórios
  • Refrigeramento ou coceira na boca e garganta

Sintomas graves

Em casos de reação alérgica severa, pode ocorrer anafilaxia, que exige atenção médica imediata:

  • Dificuldade para respirar
  • Queda da pressão arterial
  • Perda de consciência

"A alergia às proteínas do leite de vaca pode ser uma condição desafiadora, mas com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, é possível garantir qualidade de vida ao paciente." - Dr. João Silva, alergologista.

Diagnóstico da CID EALERGIA A PROTEÍNA DO LEITE DE VACA (K49.0)

O diagnóstico correto é fundamental para uma gestão eficaz da alergia. Ele envolve uma combinação de avaliações clínicas, testes laboratoriais e dietéticos.

Avaliação clínica

O médico realiza uma entrevista detalhada, investigando os sintomas, fatores desencadeantes e história familiar de alergias ou intolerâncias.

Testes laboratoriais

  • Teste de pontuação cutânea (prick test): envolve a aplicação de alérgenos na pele para verificar reações locais.
  • Dosagem de IgE específica: mede os níveis de anticorpos IgE contra proteínas do leite.
  • Teste de provocação oral controlada: considerado o padrão ouro, realiza-se a ingestão controlada de leite para observar reações.

Exames complementares

  • D Bab: avalia a presença de sangue oculto nas fezes, útil para detectar inflamações intestinais.
  • Dieta de eliminação: retirada do leite de vaca do esquema alimentar, seguida de reintrodução supervisionada para observar reações.

Tratamento da CID K49.0: Como gerenciar a alergia à proteína do leite de vaca

O tratamento principal consiste na exclusão das proteínas do leite de vaca da dieta, mantendo uma alimentação equilibrada para evitar deficiências nutricionais, especialmente em crianças.

Estratégias de manejo

Dieta livre de leite de vaca

  • Substitutos de leite: leites vegetais (amêndoas, arroz, soja), fórmulas especiais hidrolizadas ou aminoácidos.

Desenvolvimento de uma alimentação equilibrada

  • Inclua fontes de cálcio, vitamina D e proteínas adequadas através de alimentos seguros e suplementos, quando necessário.

Leitura de rótulos

  • Importante: sempre verificar a composição de produtos processados. Muitos alimentos industrializados podem conter traços de leite.

Tratamento medicamentoso

  • Antihistamínicos: para aliviar sintomas leves a moderados.
  • Corticosteróides: em casos de reação inflamatória severa.
  • Epinefrina (adrenalina): via intramuscular, em episódios de anafilaxia.

Educação e suporte

  • Orientar pacientes e familiares sobre os riscos, sinais de reação grave e a importância do uso de botões de emergência, como autoinjetores de epinefrina.

Para maiores informações sobre alternativas alimentares, consulte o portal Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

Tabela resumida: Sintomas e ações recomendadas

SintomaAção recomendada
Urticária, dermatite atópicaProcurar alergologista
Vômito, diarreiaManter hidratação, evitar alimentos com leite
Dificuldade respiratóriaBuscar atendimento médico imediato
AnafilaxiaChamar emergência, administrar epinefrina

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A alergia à proteína do leite de vaca desaparece com o tempo?

Em muitos casos, especialmente em bebês, há uma tendência a superar a alergia após os 3-5 anos de idade. No entanto, algumas pessoas continuam apresentando reações na idade adulta.

2. É possível consumir derivados do leite, como queijo e iogurte?

Depende do grau de sensibilidade. Algumas pessoas podem tolerar queijos envelhecidos ou iogurte, que têm menor quantidade de proteínas do leite, enquanto outras precisam evitar completamente.

3. Quais alimentos devem ser evitados na dieta?

Alimentos que contenham leite ou proteínas do leite, como biscoitos, chocolates, sopas industrializadas, entre outros. Sempre leia os rótulos cuidadosamente.

4. Como substituir o leite na alimentação infantil?

Opções de leites vegetais enriquecidos com cálcio, fórmulas especiais para alérgicos e alimentos naturalmente ricos em cálcio, como folhas verdes, sardinha, e castanhas.

Conclusão

A alergia à proteína do leite de vaca, classificada sob o código CID K49.0, é uma condição que exige atenção e manejo cuidadoso para garantir a saúde e bem-estar do paciente. O diagnóstico precoce aliado a uma dieta adequada, uso de medicamentos quando necessário e acompanhamento médico constante são essenciais para evitar complicações e promover uma vida saudável.

Se você suspeita de alergia ao leite, procure um alergologista para realizar os testes necessários e receber orientações específicas. "Com o acompanhamento adequado, é possível conviver bem com essa alergia, garantindo uma alimentação equilibrada e livre de riscos," reforça a especialista Dra. Maria Lopes.

Referências

  • Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia. Guia de Alergias Alimentares. Disponível em: https://www.abaai.org.br
  • Ministério da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Organização Mundial da Saúde. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
  • Fiocruz. Alergia à proteína do leite de vaca: diagnóstico e manejo. Revista Brasileira de Alergia e Imunologia. 2022.

Este artigo foi elaborado para fornecer informações educativas e não substitui o diagnóstico ou tratamento médico profissional.