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CID Adenoma Hipofisário: Guia Completo para Entender a Doença

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O adenoma hipofisário é uma tumor benigno que se desenvolve na glândula pituitária, localizada na região central do cérebro. Apesar de seu caráter benigno, essa condição pode impactar significativamente a saúde do paciente devido à produção excessiva ou insuficiente de hormônios. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), os tumores da hipófise representam uma parcela relevante dos tumores cerebrais, e o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso no tratamento.

Este artigo tem como objetivo fornecer um guia completo sobre o CID (Código Internacional de Doenças) referindo-se ao adenoma hipofisário, abordando aspectos como sintomas, diagnósticos, tratamentos e dicas importantes para quem busca entender essa condição.

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O que é CID e como ele se relaciona ao adenoma hipofisário?

O CID (Código Internacional de Doenças) é uma padronização mundial para classificar e codificar doenças e outros problemas de saúde. Para o adenoma hipofisário, o código geralmente utilizado é o D35.2, que corresponde a tumores benignos da hipófise.

Importância do CID para o diagnóstico e tratamento

O uso do CID facilita a padronização da classificação, permite uma melhor comunicação entre profissionais de saúde e contribui para a análise epidemiológica da doença. Além disso, o código é fundamental para registros hospitalares, tratamentos, seguros de saúde e pesquisas médicas.

O que é o adenoma hipofisário?

Definição

O adenoma hipofisário é um tumor que se origina na glândula pituitária, que é responsável por produzir e regular diversos hormônios essenciais ao funcionamento do organismo. Estes tumores são geralmente benignos, ou seja, não se espalham para outras partes do corpo, mas podem causar impactos severos devido à manipulação da produção hormonal.

Tipos de adenoma hipofisário

Eles podem ser classificados de acordo com o hormônio que produzem ou com seu tamanho:

Tipo de AdenomaCaracterísticas
Adenoma produtor de prolactina (Prolactinoma)Produz excesso de prolactina, causando infertilidade, galactorreia e disfunções menstruais.
Adenoma secretor de GH (Gigantismo ou acromegalia)Produz excesso de hormônio do crescimento, levando a crescimento excessivo de tecidos.
Adenoma secretor de ACTH (Doença de Cushing)Produz excesso de ACTH, levando ao Síndrome de Cushing.
Adenomas não secretora (não produzem hormônios)Podem causar sintomas por compressão, como alterações visuais.

Sintomas comuns

Os sintomas variam dependendo se o adenoma é funcionante (produz hormônios em excesso) ou não funcional (apenas causa compressão).

  • Sintomas relacionados à produção hormonal excessiva:
  • Dores de cabeça persistentes
  • Alterações visuais
  • Alterações hormonais diversas, como irregularidade menstrual, infertilidade, aumento de massa muscular, entre outros
  • Sintomas por compressão:
  • Diminuição da visão ou visão embaçada
  • Deformidades faciais (no caso de tumores grandes)
  • Cefaleia constante

Como é feito o diagnóstico do adenoma hipofisário?

Exames utilizados

Para diagnosticar um adenoma hipofisário, os médicos utilizam:

  • Exame de sangue e urina: Para avaliar os níveis hormonais
  • Imagem por ressonância magnética (RM): Principal exame para identificar a presença, tamanho e localização do tumor
  • Tomografia computadorizada (TC): Pode ser complementar, especialmente se a RM não estiver disponível
  • Testes de estímulo ou supressão hormonal: Para determinar a funcionalidade do tumores

Se desejar saber mais sobre exames de imagem, visite Hospital Albert Einstein - Ressonância Magnética

Diagnóstico diferencial

É importante distinguir adenomas de outras lesões ou tumores cerebrais, como carcinomas ou metastases, além de avaliar se há produção ativada de hormônios por outros fatores.

Tratamentos disponíveis para o CID Adenoma Hipofisário

O tratamento dependerá do tamanho, do tipo de adenoma, dos sintomas apresentados e da produção hormonal. As principais opções incluem:

1. Medicação

Muitos adenomas secretores respondem bem a medicamentos.

  • Para prolactinomas: bromocriptina ou cabergolina
  • Para acromegalia: octreotide, lanreotida ou pegvisomanto
  • Para Cushing: ketoconazol ou metyrapona

2. Cirurgia

A cirurgia transesfenoidal é o procedimento mais comum e eficiente para remover tumores. Essa abordagem é minimamente invasiva e tem alta taxa de sucesso.

3. Radioterapia

Indicada em casos onde a cirurgia e medicamentos não foram suficientes. Pode controlar ou reduzir o tamanho do tumor, mas leva mais tempo para fazer efeito.

Tabela de opções de tratamento

TratamentoIndicaçãoVantagensDesvantagens
MedicaçãoAdenomas funcionantes, pequenos ou em fase inicialMenos invasivo, controlávelEfeito colateral, necessidade de uso contínuo
CirurgiaTumores maiores, sintomas por compressão ou não responde à medicaçãoEficaz para remover tumorRisco de complicações cirúrgicas
RadioterapiaTumores que não respondem aos outros tratamentosPode controlar crescimentoMais lenta, efeitos secundários a longo prazo

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quais são as causas do adenoma hipofisário?

A causa exata ainda não é totalmente compreendida, mas fatores genéticos e alterações celulares podem contribuir para seu desenvolvimento. Em alguns casos, há associação com síndromes genéticas como a síndrome de Multiple Endocrine Neoplasia.

2. O adenoma hipofisário é cancerígeno?

Não. Os adenomas hipofisários são tumores benignos e, na maioria das vezes, não se transformam em câncer.

3. Como saber se tenho um adenoma hipofisário?

Sintomas como dores de cabeça persistentes, alterações visuais, irregularidades hormonais ou fatores de risco podem indicar a necessidade de investigação por um endocrinologista ou neurocirurgião.

4. Há cura para o adenoma hipofisário?

Sim, muitas vezes é possível controlar ou remover completamente o tumor por meio de medicação, cirurgia ou radioterapia. O acompanhamento médico regular é essencial para garantir a saúde do paciente.

Conclusão

O CID adenoma hipofisário, classificado principalmente pelo código D35.2, refere-se a tumores benignos na glândula pituitária que podem afetar o equilíbrio hormonal do organismo, levando a uma variedade de sintomas e complicações. O diagnóstico precoce, aliando exames de imagem e laboratoriais, aliado às opções de tratamento disponíveis, como medicação, cirurgia e radioterapia, permite excelentes prognósticos e melhora na qualidade de vida dos pacientes.

Se você apresenta sintomas relacionados ou suspeita de um adenoma hipofisário, procure um profissional especializado. O acompanhamento médico é fundamental para um tratamento adequado e eficaz.

Referências

  1. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Tumores da hipófise. Disponível em: https://www.inca.gov.br/
  2. Hospital Albert Einstein. Ressonância Magnética. Disponível em: https://www.einstein.br/
  3. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Diretrizes para o manejo de tumores hipofisários. 2021.

“A medicina moderna possibilita o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz de adenomas hipofisários, promovendo vidas mais saudáveis e equilibradas.” — Dr. João Silva, endocrinologista.