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CID Adenoma de Hipófise: Guia Completo Sobre o Tumor Pituitário

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O adenoma de hipófise, também conhecido como tumor pituitário, representa um crescimento não canceroso na glândula hipófise, localizada na base do cérebro. Apesar de benigno, esse tipo de tumor pode causar diversas alterações hormonais e sintomas neurológicos, afetando significativamente a qualidade de vida do paciente. Entender o CID adenoma de hipófise, suas causas, sintomas, tratamentos e detalhes relacionados é fundamental para o diagnóstico precoce e a gestão adequada da condição.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é o adenoma de hipófise, suas classificações, símbolos pelo CID (Código Internacional de Doenças), fatores de risco, diagnóstico, opções de tratamento e prognóstico, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

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O que é CID Adenoma de Hipófise?

O CID adenoma de hipófise refere-se ao código do Código Internacional de Doenças (CID-10) que identifica oficialmente essa condição na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS). O código mais comum para adenoma de hipófise é D35.2, que é utilizado para tumores benignos da hipófise.

Código CID para Adenoma de Hipófise

Código CIDDescriçãoClassificação
D35.2Adenoma de hipófiseTumor benigno da hipófise, glândula pituitária

Esses códigos auxiliam na padronização do diagnóstico, tratamento e estatísticas de saúde pública.

O que é um Adenoma de Hipófise?

Definição

O adenoma de hipófise é um tumor benigno (não canceroso) que se forma na glândula hipófise, responsável por produzir hormônios que regulam diversas funções do organismo, incluindo crescimento, metabolismo, reprodução e resposta ao estresse.

Epidemiologia

Estima-se que aproximadamente 10% a 20% de todos os tumores cerebrais encontrados em autópsias sejam adenomas de hipófise, sendo mais comuns em adultos jovens e de meia-idade. Mulheres têm maior incidência, especialmente devido ao risco de desenvolvimento de adenomas prolactinomas, que podem causar infertilidade e alterações menstruais.

Classificação dos Adenomas de Hipófise

Os adenomas podem ser classificados conforme o tipo de hormônio que produzem:

  • Prolactinomas: produz prolactina.
  • Adenomas secretoras de GH: produção excessiva de hormônio do crescimento, levando ao gigantismo ou acromegalia.
  • Adenomas secretoras de ACTH: causam a síndrome de Cushing.
  • Adenomas não funcionantes: não produzem hormônios ou produzem hormônios em quantidade insuficiente para causar sintomas hormonais.

Tabela de Classificação dos Adenomas de Hipófise

Tipo de AdenomaHormônio ProduzidoConsequências Comuns
ProlactinomaProlactinaDistúrbios menstruais, infertilidade, galactorreia
Adenoma de GHHormônio do crescimentoGigantismo em crianças, acromegalia em adultos
Adenoma de ACTHCorticotropinaSíndrome de Cushing, hipertensão
Adenoma não funcionalNenhum ou insuficienteSintomas neurológicos por compressão

Causas e Fatores de Risco

As causas exatas do adenoma de hipófise ainda não são completamente compreendidas. No entanto, alguns fatores podem estar associados ao seu desenvolvimento:

  • Genética: Algumas síndromes genéticas, como a síndrome de Multiple Endocrine Neoplasia (MEN), podem aumentar o risco.
  • Histórico familiar: Famílias com casos de tumores endócrinos podem apresentar maior predisposição.
  • Radiação craniana: Exposições a radiações podem estar relacionadas ao surgimento de tumores hipofisários.
  • Idade e sexo: Mulheres em idade reprodutiva são mais propensas a prolactinomas, enquanto outros tipos podem ocorrer em diferentes faixas etárias.

Sintomas do Adenoma de Hipófise

A apresentação clínica do adenoma de hipófise depende do seu tamanho, tipo de hormônio produzido e compressão de estruturas adjacentes.

Sintomas associados à produção hormonal excessiva

  • Prolactinoma: galactorreia, distúrbios menstruais, infertilidade.
  • Acromegalia: aumento das mãos, pés, mandíbula, pele grossa, dores articulares.
  • Síndrome de Cushing: fraqueza muscular, hipertensão, obesidade central, estrias.

Sintomas por compressão do tumor

  • Cefaleia persistente.
  • Problemas de visão, especialmente perda do campo visual periférico.
  • Dificuldade de concentração ou alterações cognitivas.
  • Náusea e vômito.

Diagnóstico do Adenoma de Hipófise

O diagnóstico envolve uma combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem.

Exames laboratoriais

  • Dosagem hormonal: para verificar níveis de prolactina, GH, ACTH, cortisol, respectivamente, dependendo do caso.
  • Teste de supressão e estímulo: avalia a secreção hormonal.
  • TSH e T4: para descartar outros distúrbios da tireoide que possam mimetizar sintomas.

Exames de imagiologia

  • Ressonância Magnética (RM): exame padrão ouro para visualizar o tumor e sua extensão.
  • Tomografia computadorizada (TC): recurso complementar, especialmente em pacientes com contraindicações para RM.

Tabela de Diagnóstico

ExameObjetivoDetalhes
Exames hormonaisDetectar produção hormonal anormalProlactina, GH, ACTH, cortisol, TSH, T4
RM do cérebroVisualizar tamanho, localização e invasão tumorMelhor resolução para margens e invasões
Avaliação oftalmológicaDetectar alterações no campo visualTeste perimétrico

Tratamento do Adenoma de Hipófise

A abordagem terapêutica depende do tipo, tamanho e impacto clínico do tumor.

Opções de tratamento

1. Medicação

  • Dopaminérgicos: bromocriptina e cabergolina para prolactinomas.
  • Agentes anti-hormonais: usados em casos específicos de tumor secretor de GH ou ACTH.

2. Cirurgia

  • Ressecção transesfenoidal: procedimento minimamente invasivo, realizado por via nasal, indicado quando a medicação não é eficaz ou há compressão nervosa.

3. Radioterapia

  • Utilizada em casos refratários ao tratamento medicamentoso e cirúrgico, com controle do crescimento tumoral a longo prazo.

Tabela de Tratamentos

OpçãoIndicaçãoVantagensDesvantagens
MedicaçãoTumores pequenos ou hormonaisNão invasiva, controle hormonal eficazEfeitos colaterais, necessidade contínua
CirurgiaTumores grandes, compressão neuralRápida redução do tumorRiscos cirúrgicos, recidiva possível
RadioterapiaTumores refratários ou não operáveisControle a longo prazoEfeitos colaterais, demora para efeito

Considerações adicionais

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a cirurgia transesfenoidal é altamente eficaz para a remoção de adenomas de hipófise, com taxas de sucesso que variam entre 80% e 90% dependendo do tamanho do tumor e da experiência do cirurgião. Saiba mais sobre o tratamento cirúrgico na Endocrine Society.

Prognóstico e Acompanhamento

O prognóstico do adenoma de hipófise é geralmente favorável quando diagnosticado precocemente e tratado adequadamente. A maioria dos pacientes apresenta controle dos sintomas e da produção hormonal após o tratamento. No entanto, recidivas podem ocorrer, exigindo acompanhamento contínuo.

Acompanhamento

  • Monitoramento hormonal periódico.
  • Exames de imagem a cada 6 a 12 meses.
  • Avaliação de sintomas e efeitos colaterais do tratamento.

Perguntas Frequentes

1. Adenoma de hipófise é câncer?

Não, adenomas de hipófise são tumores benignos e geralmente têm bom prognóstico, embora possam causar complicações pela compressão ou excesso de hormônios.

2. Como saber se tenho adenoma de hipófise?

Se apresentar sintomas relacionados ao excesso hormonal ou dificuldades visuais, consulte um endocrinologista ou neurologista para avaliação. Exames laboratoriais e de imagem ajudarão no diagnóstico.

3. O tratamento pode reverter os sintomas?

Em muitos casos, sim. O tratamento adequado geralmente melhora os sintomas ou os elimina, especialmente quando iniciado precocemente.

4. Quais são os riscos do tratamento cirúrgico?

Riscos incluem infecção, perda de visão, hipófise insuficiente e outros efeitos colaterais relacionados ao procedimento. A equipe especializada minimiza os riscos.

Conclusão

O adenoma de hipófise, ou tumor pituitário, é uma condição que, apesar de benigno, exige atenção médica especializada devido aos seus efeitos hormonais e possíveis complicações neurológicas. Com diagnósticos precoces e tratamentos avançados, a maioria dos pacientes consegue controlar a doença, melhorando sua qualidade de vida.

É importante ficar atento aos sintomas e realizar acompanhamento regular. Cada caso deve ser avaliado individualmente para determinar a melhor estratégia de tratamento.

Referências

  • Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Hipófise: tumores e distúrbios hormonais. Disponível em: https://www.endocrino.org.br
  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://icd.who.int
  • Melmed, S., et al. Williams Textbook of Endocrinology, 14th Edition. Elsevier, 2020.

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Este artigo é um guia informativo e não substitui uma avaliação médica profissional.