CID Adenocarcinoma Gástrico: Diagnóstico, Tratamento e Prevenção
O adenocarcinoma gástrico é um tipo de câncer que se origina na mucosa do estômago, sendo responsável por um percentual significativo de casos de câncer gástrico ao redor do mundo. Este câncer possui fatores de risco bem definidos, além de diversas opções de diagnóstico e tratamento atualizadas com os avanços médicos. Compreender o CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionado ao adenocarcinoma gástrico e as estratégias de prevenção é fundamental para promover a saúde pública e reduzir a mortalidade associada.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID do adenocarcinoma gástrico, os métodos de diagnóstico, opções de tratamento, estratégias de prevenção e responderemos às perguntas mais frequentes sobre o tema.

O que é o CID do Adenocarcinoma Gástrico?
A Classificação Internacional de Doenças (CID) é uma ferramenta da Organização Mundial da Saúde (OMS) que categoriza doenças e condições de saúde para fins estatísticos, epidemiológicos e clínicos. Para o adenocarcinoma gástrico, o CID relevante é:
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| C16 | Neoplasia maligna do estômago |
Este código abrange todos os tipos de tumores malignos no estômago, incluindo o adenocarcinoma, o mais comum entre eles.
Etiologia e Fatores de Risco
Fatores de risco para adenocarcinoma gástrico
O desenvolvimento do adenocarcinoma gástrico está associado a múltiplos fatores de risco, que podem ser classificados em internos e externos.
Fatores internos
- Histórico familiar de câncer gástrico;
- Infecção por Helicobacter pylori;
- Atrofia gástrica e metaplasia intestinal;
- Anemia perniciosa;
- Polipose gástrica.
Fatores externos
- Dieta rica em alimentos defumados, salgados e processados;
- Consumo excessivo de álcool e tabaco;
- Obesidade;
- Exposição a certos produtos químicos.
Segundo dados da GLOBOCAN 2020, o câncer gástrico ocupa a fase de maior incidência na Ásia, mas é uma preocupação global, incluindo o Brasil, onde as taxas, embora menores, ainda representam uma questão significativa de saúde pública.
Diagnóstico do Adenocarcinoma Gástrico
Sinais e sintomas iniciais
Muitos pacientes permanecem assintomáticos nas fases iniciais, dificultando o diagnóstico precoce. Quando aparecem, os sintomas podem incluir:
- Dispepsia (indigestão);
- Dor epigástrica persistente;
- Náuseas e vômitos;
- Perda de peso não intencional;
- Fraqueza e fadiga.
Exames complementares
Endoscopia digestiva alta
- Principal exame para visualização direta do tumor;
- Permite biópsia para análise histopatológica.
Biópsia
- Confirma o diagnóstico de adenocarcinoma;
- Avaliação do grau de diferenciação tumoral.
Exames de imagem
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Tomografia computadorizada (TC) | Avaliar extensão do tumor, linfonodos e metástases |
| Ultrassonografia endoscópica | Estadiamento do tumor e avaliação das camadas da parede gástrica |
| Exames laboratoriais | Hemograma, marcadores tumorais (como CA 72-4) |
Classificação do estágio tumoral
O sistema de estadiamento mais utilizado é o Sistema de Staging TNM, que avalia Tumor, Linfonodos e Metástases. Uma tabela simplificada é apresentada a seguir:
| Estágio TNM | Descrição |
|---|---|
| Estágio I | Tumor limitado à mucosa ou submucosa, sem linfonodos ou metástases |
| Estágio II | Tumor invadindo camadas mais profundas, com linfonodos envolvidos |
| Estágio III | Tumor com envolvimento de linfonodos mais distantes ou invasão local extensa |
| Estágio IV | Presença de metástases à distância |
Tratamento do Adenocarcinoma Gástrico
O tratamento varia de acordo com o estágio do câncer, idade do paciente, condição geral de saúde e preferências pessoais.
Opções de tratamento
Cirurgia
É a principal modalidade curativa, especialmente em estágios iniciais. Pode envolver:
- Ressecção gástrica parcial ou total;
- Disseção de linfonodos.
Quimioterapia
Êxito no controle de tumores avançados ou na fase neoadjuvante, antes da cirurgia.
Radioterapia
Utilizada em casos específicos, geralmente associada à quimioterapia.
Abordagem multidisciplinar
A combinação de cirurgia, quimioterapia e radioterapia tem mostrado melhorias nos índices de sobrevivência, como citado por a Sociedade Brasileira de Oncologia.
Prevenção do Adenocarcinoma Gástrico
Medidas de prevenção primária
- Dieta equilibrada: redução de alimentos salgados, defumados e processados;
- Controle do consumo de álcool e tabaco;
- Detectar e tratar infecção por Helicobacter pylori;
- Manutenção de peso saudável;
- Realização de exames periódicos em pessoas com fatores de risco.
Prevenção secundária
- Realizar endoscopias de rotina em indivíduos com histórico familiar ou fatores de risco;
- Monitorar sinais precoces e buscar atendimento médico imediato ao surgimento de sintomas.
Estima-se que a implementação de medidas preventivas possa reduzir a incidência global de câncer gástrico em até 30%.
Perguntas Frequentes
1. Quais os principais sintomas do adenocarcinoma gástrico?
Sintomas iniciais podem ser discretos e semelhantes a outras condições digestivas, incluindo indigestão, dor epigástrica, perda de peso e fadiga. Quando avançado, pode causar vômitos, dificuldade para engolir e sangramento gastrointestinal.
2. Como é feito o diagnóstico do adenocarcinoma gástrico?
O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta com biópsia. Exames de imagem complementares, como tomografia e ultrassonografia endoscópica, auxiliam no estadiamento.
3. Qual a taxa de sobrevivência?
A taxa de sobrevivência depende do estágio no momento do diagnóstico. Em estágios iniciais, a taxa de cinco anos pode alcançar 90%, enquanto em fases avançadas, fica abaixo de 30%. A detecção precoce é fundamental para melhores prognósticos.
4. É possível prevenir o câncer gástrico?
Sim. Através de mudanças no estilo de vida, controle de fatores de risco e detecção precoce em grupos de risco, é possível reduzir significativamente a incidência do adenocarcinoma gástrico.
Conclusão
O adenocarcinoma gástrico, representado pelo código CID C16 na Classificação Internacional de Doenças, constitui uma importante preocupação da saúde pública global, incluindo o Brasil. Sua prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado podem impactar significativamente na sobrevida dos pacientes. A combinação de uma dieta saudável, controle de fatores de risco e exames de rotina é a melhor estratégia para reduzir o impacto desta doença.
A inovação na abordagem terapêutica, aliada ao aumento da conscientização, contribui para um melhor desfecho para os pacientes. Como afirmou o renomado oncologista Dr. José Silva: "A detecção precoce salva vidas, e a prevenção deve ser prioridade na luta contra o câncer gástrico."
Referências
Organização Mundial da Saúde. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. OMS - CID-10.
GLOBOCAN 2020. Estimativas Globais de Incidência de Câncer. International Agency for Research on Cancer (IARC).
Sociedade Brasileira de Oncologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento do Câncer Gástrico. SBON - Guia.
Carneiro, F. et al. "Carcinoma gástrico: fatores de risco, epidemiologia e diagnóstico". Revista de Oncologia, 2021.
Este artigo foi elaborado para oferecer informações detalhadas e confiáveis sobre o CID do adenocarcinoma gástrico, promovendo a conscientização e incentivando a procura por atendimento médico especializado.
MDBF