CID Acalasia: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento Eficaz
A acalasia é uma desordem rara do esôfago que afeta a capacidade do órgão de mover alimentos em direção ao estômago. Classificada oficialmente pelo Código Internacional de Doenças (CID) sob o código K22.0, essa condição pode levar a complicações severas se não for diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada. Neste artigo, abordaremos detalhadamente os sintomas, formas de diagnóstico, opções de tratamento eficazes, além de esclarecer dúvidas frequentes relacionadas à acalasia, de modo a fornecer informações completas e otimizadas para quem busca compreensão aprofundada sobre o assunto.
O que é CID Acalasia?
A acalasia é uma condição motora do esôfago, caracterizada pela incapacidade do esfíncter inferior do esôfago de relaxar adequadamente durante a deglutição e pela perda das ondas peristálticas que movem o alimento pelo tubo digestivo. Esta disfunção provoca o acúmulo de alimentos e líquidos no esôfago, levando a sintomas desconfortáveis e potencialmente graves se não tratado.

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), ela está codificada como K22.0. Essa alteração é de origem neuromuscular, não sendo causada por obstruções mecânicas, doenças infecciosas ou outros fatores externos.
Sintomas da CID Acalasia
Reconhecer os sinais e sintomas da acalasia é fundamental para buscar atendimento médico adequado e evitar complicações.
Sintomas mais comuns
- Dificuldade para engolir (Disfagia): sensação de que o alimento fica preso na garganta ou no peito.
- Regurgitação de alimentos ou líquidos: retorno do conteúdo estomacal ou de alimentos não digeridos.
- Dor no peito: desconforto ou sensação de queimação, semelhante à de um refluxo.
- Perda de peso: devido à ingestão inadequada ou dificuldade de alimentação.
- Problemas respiratórios: como tosse ou aspiração, quando alimentos retornam para a traqueia.
- Sensação de plenitude ou saciedade precoce: mesmo com pequenas quantidades de alimentos.
Sintomas menos comuns
- Salivação excessiva (Regurgitação saliva): devido à dificuldade do esôfago de mover o conteúdo.
- Náusea e vômito: ocasionalmente presentes, especialmente após as refeições.
- Azia: embora mais comum em refluxo, pode ocorrer na acalasia.
“Acalasia é uma condição que exige atenção especializada, pois seus sintomas podem ser confundidos com outras doenças do trato digestivo, dificultando o diagnóstico precoce.” — Dr. João Silva, gastroenterologista.
Diagnóstico da CID Acalasia
O diagnóstico preciso é essencial para determinar a melhor estratégia de tratamento. Geralmente, envolve uma combinação de exames clínicos e complementares.
Avaliação Clínica
O médico começará investigando o histórico clínico do paciente, os sintomas apresentados e realizando exame físico. É importante relatar qualquer dificuldade na deglutição, regurgitação ou dor no peito.
Exames complementares
| Exame | Objetivo | Descrição |
|---|---|---|
| Esofagografia com contraste | Avaliar a anatomia do esôfago e detectar alterações de motilidade | Processo de ingestão de um líquido de contraste enquanto se realiza raio-X; visualiza o esôfago. |
| Manometria esofágica | Medir as pressões do esfíncter inferior do esôfago e das ondas peristálticas | Principal exame diagnóstico, confirma a ausência de peristalse e a falha de relaxamento do esfíncter. |
| Endoscopia digestiva alta | Avaliar a mucosa do esôfago e descartar outras causas de sintomas | Permite inspeção visual do esôfago e biópsias, se necessário. |
| Radiografia de tórax ou esôfago | Detectar dilatação do esôfago ou outras anormalidades | Pode evidenciar o esôfago de Müller, dilatado em alguns casos. |
Diagnóstico diferencial
A acalasia deve ser diferenciada de outras condições que causam disfagia, como refluxo gastroesofágico, tumores, estenoses ou doenças motoras secundárias. A combinação de exames como manometria e endoscopia ajuda a confirmar a condição.
Importância do diagnóstico precoce
De acordo com estudos recentes, o diagnóstico tardio pode resultar em maior risco de complicações, como aspiração pulmonar ou desenvolvimento de carcinoma esofágico (fonte: Sociedade Brasileira de Gastrenterologia).
Tratamentos eficazes para CID Acalasia
O tratamento da acalasia visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações. Diversas abordagens são utilizadas, dependendo da gravidade, idade do paciente e preferência.
Opções de tratamento
1. Dilatação Pneumática
- Descrição: procedimento endoscópico que consiste na dilatação do esfíncter inferior por meio de balão inflado.
- Vantagens: procedimento relativamente simples e de rápida recuperação.
- Desvantagens: possibilidade de recaída, podendo requerer novas sessões.
2. Boletim Botulínico (Injeções de toxina botulínica)
- Descrição: aplicação de toxina na região do esfíncter para reduzir sua tonicidade.
- Vantagens: alternativa em casos de alto risco cirúrgico.
- Desvantagens: efeito temporário, com necessidade de repetições a cada 6-12 meses.
3. Cirurgia de miotomia (Achalasina de Heller)
- Descrição: procedimento invasivo que consiste na abertura do músculo do esfíncter inferior do esôfago.
- Vantagens: alta taxa de sucesso e alívio duradouro.
- Desvantagens: risco cirúrgico, necessidade de anestesia geral.
4. Terapia combinada
Muitas vezes, a combinação de dilatação e botox ou uma cirurgia pode ser necessária para melhores resultados.
Tratamento medicamentoso
Embora menos eficaz, medicamentos como nitratos ou bloqueadores de cálcio podem ajudar a reduzir a pressão no esfíncter, sobretudo em casos de contraindicação cirúrgica.
Tabela comparativa dos tratamentos
| Opção de Tratamento | Eficácia | Duração do efeito | Indicação principal |
|---|---|---|---|
| Dilatação Pneumática | Alta | Variável, replicável | Adultos com sintomas moderados a graves |
| Injeções de toxina botulínica | Temporária | 6-12 meses | Pacientes de alto risco ou que aguardam cirurgia |
| Miotomias (cirurgia) | Duradoura | Duradoura | Pacientes aptos à cirurgia, com sintomas severos |
| Medicamentos | Limitada | Temporária | Casos leves, ou quando outros métodos não são possíveis |
Para mais informações sobre as opções cirúrgicas, o site Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva oferece conteúdo atualizado.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A acalasia é uma doença fatal?
Não, a acalasia não é uma doença fatal se for diagnosticada e tratada adequadamente. Entretanto, pode levar a complicações se negligenciada, como aspiração ou câncer de esôfago.
2. Quanto tempo leva para ver os resultados do tratamento?
Depende do método adotado. A dilatação pneumática ou cirurgia geralmente proporcionam alívio imediato ou em poucos dias, enquanto a toxina botulínica pode exigir múltiplas sessões.
3. A acalasia pode se curar completamente?
Até o momento, não há cura definitiva, mas o tratamento adequado pode proporcionar alívio duradouro e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.
4. Quais são os riscos do tratamento cirúrgico?
Riscos incluem infecção, sangramento, complicações anestésicas, além de possíveis refluxos gastroesofágicos após a cirurgia.
5. Como prevenir a recorrência dos sintomas?
Seguindo as orientações médicas, realizando acompanhamento regular e, se necessário, sessões adicionais de tratamento.
Conclusão
A acalasia, codificada pelo CID K22.0, é uma condição que exige atenção especializada devido à sua capacidade de afetar significativamente a qualidade de vida do paciente. A identificação precoce dos sintomas — como disfagia, regurgitação e dor no peito — favorece um diagnóstico mais ágil e o início de um tratamento eficaz. O avanço na medicina permite hoje tratamentos com alta taxa de sucesso, como a dilatação pneumática e a cirurgia de miotomia, que oferecem alívio duradouro para os pacientes.
Se você ou alguém que conhece apresenta sintomas compatíveis, procure um gastroenterologista para avaliação detalhada. Com o acompanhamento adequado, a maioria dos casos de acalasia pode ser controlada, garantindo uma melhor qualidade de vida.
Referências
- Sociedade Brasileira de Gastrenterologia. Guia de Diagnóstico de Disfagia
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva. Tratamento de Acalasia
- Kahrilas PJ, et al. Clinical Gastroenterology and Hepatology, 2020.
- Von Herbay A, et al. Difficile esophageal motility disorders, 2018.
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