CID Abscesso Hepático: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento Completo
O abscesso hepático, conhecido pelo código CID K75.0 na Classificação Internacional de Doenças, é uma condição grave que exige atenção médica rápida e eficaz. Caracterizado por uma acumulação de pus no fígado, esse abscesso pode representar um risco de vida se não tratado adequadamente. Apesar de sua gravidade, com diagnóstico precoce e intervenção adequada, as chances de recuperação aumentam consideravelmente.
Este artigo completo aborda o CID Abscesso Hepático, explicando seus sintomas, causas, diagnóstico, opções de tratamento e estratégias de prevenção. Além disso, responderemos perguntas frequentes, apresentados dados através de uma tabela detalhada e indicaremos recursos adicionais confiáveis para quem busca aprofundar seus conhecimentos.

O que é o Abscesso Hepático?
O abscesso hepático é uma coleção de pus que se forma no tecido do fígado devido a uma infecção. Ele pode ser causado por bactérias, parasitas ou fungos, embora as infecções bacterianas sejam as mais comuns. Essa condição pode ocorrer de forma espontânea ou secundária a outras doenças ou procedimentos médicos, como cirurgias ou trauma abdominal.
Causas do Abscesso Hepático
As principais causas do abscesso hepático incluem:
- Infecção bacteriana: bactérias como Entamoeba histolytica (parasita responsável pela amebíase), E. coli, Klebsiella ou Staphylococcus podem atingir o fígado.
- Disseminação de infecção: de doenças adjacentes, como colecistite, apendicite ou diverticulite.
- Trauma: acidentes que causam ferimentos no abdômen.
- Procedimentos invasivos: cirurgias, biópsias ou drenagens que possam introduzir microrganismos.
Para entender melhor a classificação do CID e sua relação com outros códigos médicos, acesse Tabela de CID relacionada a hepatologia.
Sintomas do Abscesso Hepático
Os sintomas variam dependendo do tamanho, localização e causa do abscesso, bem como do estado imunológico do paciente. Podem incluir:
- Dor no abdômen superior direito
- Febre persistente ou intermitente
- Mal-estar geral
- Perda de apetite
- Náuseas e vômitos
- Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos)
- Sensibilidade ao toque no fígado
- Fadiga e fraqueza
Quadro Sintomático em Detalhe
| Sintomas | Descrição | Frequência |
|---|---|---|
| Dor abdominal | Dor constante ou pontada na região superior direita do abdômen | Comum |
| Febre | Febre moderada a alta, com calafrios | Muito comum |
| Mal-estar generalizado | Sensação de cansaço e indisposição | Frequente |
| Icterícia | Coloração amarelada da pele e olhos | Pode ocorrer em casos avançados |
| Anorexia e perda de peso | Diminuição do apetite e perda de peso rápida | Variável |
Diagnóstico do Abscesso Hepático
O diagnóstico do CID K75.0 envolve uma combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem.
Avaliação Clínica
O médico realiza uma anamnese detalhada para identificar sintomas e possíveis fatores de risco. O exame físico pode revelar sensibilidade no quadrante superior direito do abdômen, febre e aumento do fígado (hepatomegalia).
Exames Laboratoriais
- Hemograma completo: aumento de leucócitos indicando infecção
- Testes de função hepática: alterações nos níveis de enzimas hepáticas
- Sorologias: para detectar parasitas ou vírus, quando indicado
- Hemoculturas: para identificar o microrganismo causador
Exames de Imagem
- Ultrassonografia abdominal: método de escolha para detectar e avaliar o abscesso
- Tomografia Computadorizada (TC): utilizada em casoscomplexos ou para determinar extensão e localização precisa
- Ressonância Magnética (RM): em casos específicos para melhor detalhamento
Importante: A confirmação do abscesso hepático é fundamental para determinar o melhor tratamento. Para mais informações, consulte Recomendações de Imagem na Hepatologia.
Tratamento do CID Abscesso Hepático
O tratamento do abscesso hepático depende do tamanho, localização e causa, além do estado geral do paciente. As principais abordagens incluem:
Tratamento Clínico
- Uso de antibióticos de amplo espectro, inicialmente intravenosos, ajustados após o isolamento do microrganismo
- Analgésicos e antipiréticos para controle da dor e febre
- Nutrição adequada e repouso
Drenagem do Abscesso
Quando o abscesso é grande (geralmente maior que 3-5 centímetros), podem ser necessárias intervenções mais invasivas:
- Drenagem percutânea guiada por imagem: procedimento minimamente invasivo realizado sob orientação ultrassonográfica ou de tomografia
- Cirurgia: recomendada em casos complicados, como múltiplos abscessos, rupturas ou falha na drenagem percutânea
Tratamento de Causas Subjacentes
- Tratamento de infecções relacionadas
- Medidas de prevenção de novas infecções
- Cirurgias adicionais, se necessário, para tratar condições associadas
Tabela de Tratamento
| Tipo de Tratamento | Descrição | Indicação |
|---|---|---|
| Antibioticoterapia | Uso de antibióticos específicos após isolamento do microrganismo | Todos os casos, de preferência profilática |
| Drenagem percutânea | Inserção de um cateter guiada por imagem para evacuar o pus | Abscesso maior que 3 cm ou sintomático |
| Cirurgia | Ressecção ou drenagem cirúrgica quando necessário | Abscessos complicados ou refratários |
Prevenção
- Tratamento adequado de infecções abdominais
- Cuidados durante procedimentos invasivos
- Educação sobre higiene e saneamento
- Controle de doenças transmissíveis, como amebíase
Para mais detalhes sobre procedimentos de drenagem, acesse Guia de Drenagem de Abscessos.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Como o abscesso hepático é transmitido?
A transmissão ocorre principalmente por meio de vias fecal-oral, como na infecção por Entamoeba histolytica, ou por disseminação de infecções locais. Traumas ou procedimentos invasivos também podem introduzir microrganismos.
2. Qual é o tempo de recuperação?
O tempo varia de acordo com a gravidade e resposta ao tratamento. Geralmente, a resolução completa pode ocorrer em semanas a meses, após controle da infecção e drenagem adequada.
3. Existe risco de reincidência?
Sim, se as causas subjacentes não forem tratadas ou se o paciente não seguir as recomendações médicas. A higienização adequada e o tratamento das infecções previnem recorrências.
4. É possível prevenir o CID abscesso hepático?
Sim, por meio de boas práticas de higiene, saneamento, controle de doenças infecciosas e acompanhamento médico adequado em casos de infecções abdominais ou procedimentos invasivos.
Conclusão
O abscesso hepático (CID K75.0) é uma condição potencialmente fatal, mas completamente tratável quando diagnosticada precocemente. A combinação de avaliação clínica, exames de imagem e laboratoriais permite um diagnóstico preciso, fundamental para conduzir o tratamento adequado, que pode envolver antibióticos, drenagem e intervenção cirúrgica.
A prevenção passa por medidas de higiene, controle de infecções e atenção às doenças que possam levar ao abscesso hepático. Como reforça o hepatologista Dr. Silva nos seus estudos, "a chave para o sucesso no tratamento do abscesso hepático é a detecção precoce e a abordagem multidisciplinar."
Se você suspeita de sintomas relacionados ou quer saber mais, consulte um profissional de saúde para avaliação personalizada.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID). 2023. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
- Sociedade Brasileira de Hepatologia. Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento do Abscesso Hepático. 2021.
- Silva, J. R. et al. "Abscesso Hepático: Tratamento e Prognóstico". Revista Brasileira de Hepatologia. Vol. 15, N. 3, 2022.
- Ministério da Saúde. Manual de Referência em Infectologia. Brasília, 2020.
Nota: Ética e precisão na atenção à saúde são essenciais. Consulte sempre um profissional qualificado para diagnóstico e tratamento.
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