CID Abscesso Axilar: Sintomas, Tratamentos e Cuidados
O abscesso axilar é uma condição que provoca a formação de uma acumulação de pus na região das axilas, muitas vezes acompanhada de dor, inchaço e desconforto. Essa condição pode estar relacionada a diversas causas, incluindo infecção bacteriana, má higiene, entre outros fatores. Entender o CID (Código Internacional de Doenças) referente ao abscesso axilar, bem como seus sintomas, tratamentos e medidas de cuidado, é fundamental para a prevenção e o manejo eficaz.
Este artigo apresenta um panorama completo sobre o CID relacionado ao abscesso axilar, abordando tópicos essenciais para pacientes, profissionais de saúde e interessados no tema. Vamos explorar as causas, sintomas, tratamentos e cuidados, além de esclarecer dúvidas frequentes.

O que é CID e sua relação com o abscesso axilar?
O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para codificação de doenças, sintomas e causas relacionadas à saúde. No caso do abscesso axilar, o código mais comum é o CID-10:
| Código CID-10 | Descrição |
|---|---|
| L02 | Abscesso cutâneo e celulite infecciosa da pele e do tecido subcutâneo |
O CID L02.0 refere-se especificamente ao abscesso do tecido subcutâneo. No contexto axilar, o abscesso pode ajustar-se a esses códigos, dependendo da gravidade e da localização exata da infecção.
Sintomas do abscesso axilar
H2: Sintomas Comuns
- Dor intensa na região axilar
- Inchaço visível ou palpável
- Vermelhidão na pele
- Sensação de calor na área afetada
- Presença de nódulo duro e doloroso
- Febre e mal-estar (em casos mais avançados)
H3: Sintomas em casos mais graves
Em casos mais severos, o abscesso pode evoluir para complicações como linfonfadenite, formação de fístulas ou disseminação da infecção.
Causas do abscesso axilar
H2: Principais fatores causadores
- Infecção bacteriana, geralmente por Staphylococcus aureus ou Streptococcus spp.
- Má higiene pessoal
- Sudorese excessiva
- Obstrução dos folículos pilosos
- Feridas ou cortes na região axilar
- Uso de roupas apertadas ou pouco ventiladas
- Condições médicas específicas, como diabetes
H2: Fatores de risco
| Fatores de risco | Descrição |
|---|---|
| Diabetes mellitus | Aumenta a vulnerabilidade às infecções |
| Imunossupressão | Como em pacientes HIV positivos ou sob medicação imunossupressora |
| Má higiene | Facilita o crescimento de bactérias na pele |
| Obesidade | Pode aumentar a sudorese e irritações na pele |
Diagnóstico do abscesso axilar
H2: Exames clínicos
O diagnóstico inicial se dá por exame físico, onde o médico avalia sinais de inflamação, presença de nódulos dolorosos e alterações na pele.
H2: Exames complementares
- Ultrassonografia: Ajuda a determinar o tamanho do abscesso e se há expansão para tecidos profundos
- Cultura de pus: Para identificar o agente causador
- Hemograma completo: Para verificar sinais de infecção sistêmica
H2: Quando buscar auxílio médico
Caso apresente sinais de infecção, dor intensa, febre ou aumento rápido na região, procure atendimento médico imediatamente. A automedicação e o atraso no tratamento podem agravar a condição.
Tratamentos para o abscesso axilar
H2: Tratamento clínico
Na maioria dos casos, o tratamento envolve:
- Drenagem do abscesso: Procedimento feito por profissional de saúde para eliminar o pus acumulado
- Uso de antibióticos: Para combater a infecção, especialmente se houver sinais sistêmicos
H2: Cuidados adicionais
- Manter a região limpa e seca
- Evitar roupas apertadas
- Utilizar compressas mornas para aliviar a dor
- Descansar e manter uma alimentação equilibrada
H2: Quando a cirurgia é necessária
Em abscessos grandes ou que não respondem ao tratamento clínico, pode ser necessária cirurgia de drenagem mais profunda ou até retirada do tecido afetado.
H2: Tratamentos alternativos e naturais
Embora não substituam o tratamento médico, algumas medidas podem ajudar na recuperação, como:
- Higiene adequada
- Aplicação de compressas mornas
- Uso de pomadas tópicas recomendadas pelo médico
Para detalhes adicionais sobre tratamentos, acesse o artigo Tratamento de Abscesso Cutâneo.
Cuidados para prevenir o abscesso axilar
H2: Medidas preventivas
- Manter higiene pessoal adequada
- Usar roupas de algodão, que permitam a circulação do ar
- Evitar o uso de lâminas de barbear ou lâminas de depilação na área
- Tratar cortes ou feridas imediatamente
- Controlar condições médicas pessoais, como diabetes
- Evitar o excesso de suor na região axilar
H2: Hábitos de higiene recomendados
- Lavar as axilas diariamente com sabonete neutro
- Secar bem a região após o banho
- Utilizar desodorantes que não irritem a pele
- Shaving com lâminas limpas e desinfetadas ou optar por métodos de depilação menos agressivos
Perguntas frequentes (FAQs)
1. Qual o CID mais comum para abscesso axilar?
O CID-10 mais utilizado referente ao abscesso que pode ocorrer na axila é L02.0, que diz respeito ao abscesso cutâneo e celulite infecciosa da pele e do tecido subcutâneo.
2. O abscesso axilar pode desaparecer sozinho?
Em alguns casos leves, o abscesso pode drenar espontaneamente, mas é altamente recomendado procurar um profissional de saúde para avaliação e tratamento adequado, evitando complicações.
3. Como prevenir o abscesso na axila?
Manter uma boa higiene, evitar roupas apertadas, tratar feridas rapidamente e controlar condições de saúde são medidas essenciais para evitar o desenvolvimento de abscessos.
4. Quais são as complicações possíveis?
Se não tratado adequadamente, o abscesso pode evoluir para celulite, linfadenite, formação de fístulas ou disseminação da infecção para outros órgãos.
5. Quando procurar um médico?
Procure atendimento imediato se houver febre, dor intensa, inchaço progressivo ou sinais de infecção sistêmica.
Conclusão
O abscesso axilar, associado ao código CID L02.0, é uma condição que pode causar desconforto significativo e potencialmente evoluir para complicações sérias se não tratado corretamente. A identificação precoce dos sintomas, o diagnóstico adequado e o tratamento tempestivo são essenciais para uma recuperação eficaz e segura.
Manter uma rotina de higiene, evitar fatores de risco e procurar assistência médica ao menor sinal de infecção são medidas fundamentais para prevenir esse quadro. Segundo a Organização Mundial da Saúde, "a prevenção e o manejo adequado das infecções de pele contribuem para uma melhor qualidade de vida e saúde pública".
Se você suspeita ou apresenta sintomas de abscesso axilar, não hesite em buscar orientação médica especializada. Para mais informações, consulte fontes confiáveis como Ministério da Saúde ou Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
- Tua Saúde. Abscesso cutâneo. Disponível em: https://www.tuasaude.com/abscesso/
- Ministério da Saúde. Manual de Diagnóstico e Tratamento de Infecções de Pele. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
- Sociedade Brasileira de Infectologia. Gestão de Infecções de Pele. Revista Brasileira de Infectologia, 2021.
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