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CID 48.0: Entenda a Classificação Diagnóstica Com Detalhes

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A Classificação Internacional de Doenças (CID) é um sistema padronizado utilizado mundialmente para classificar doenças e condições de saúde. Essa classificação facilita o monitoramento, o diagnóstico, o tratamento e a pesquisa médica. Dentre os diversos códigos existentes, o CID 48.0 é um que merece atenção especial por sua relevância na área da saúde auditiva e diagnóstico técnico. Neste artigo, exploraremos tudo o que você precisa saber sobre o CID 48.0, desde sua definição até suas implicações clínicas e estatísticas. Se você busca compreender melhor esse código, continue a leitura.

O que é o CID 48.0?

Definição do código CID 48.0

O código CID 48.0 refere-se especificamente a uma condição relacionada aos problemas de audição, mais precisamente, "Perda auditiva neurossensorial bilateral". Essa condição está inserida na classificação de perdas auditivas dentro do capítulo referente a "Doenças do ouvido e do processo mastoide" (Capítulo VIII - H90-H95).

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Significado de perda auditiva neurossensorial bilateral

A perda auditiva neurossensorial bilateral é caracterizada pela diminuição da capacidade auditiva devido a danos nas células ciliadas da cóclea ou ao nervo auditivo. A bilateralidade indica que afeta ambos os ouvidos, o que pode prejudicar significativamente a comunicação do indivíduo afetado.

Importância Clínica do CID 48.0

Diagnóstico e tratamento

A classificação CID 48.0 é fundamental para profissionais de saúde para uma correta identificação, documentação e tratamento da perda auditiva neurossensorial bilateral. Geralmente, esse diagnóstico envolve exames audiológicos detalhados, como audiometria tonal, speech audiometry e testes de emissão otoacústica.

Implicações para pacientes

Para os pacientes, o reconhecimento adequado dessa condição é essencial para garantir intervenções precoces, como o uso de aparelhos auditivos ou implantes cocleares, além de terapia fonoaudiológica. A classificação correta também é imprescindível para acesso a benefícios sociais e programas de reabilitação auditiva.

Epidemiologia do CID 48.0

Segundo dados do IBGE, aproximadamente 6% da população brasileira apresenta algum grau de perda auditiva, sendo que uma parcela significativa apresenta a forma neurossensorial bilateral. Destaca-se que fatores genéticos, exposição a ruídos intensos e doenças infecciosas, como a meningite, podem contribuir para a ocorrência dessa condição.

Tabela de Classificação e Códigos Relacionados

Código CIDDescriçãoTipo de perda
H90.0Perda auditiva neurossensorial bilateralNeurossensorial bilateral
H90.1Perda auditiva neurossensorial unilateralNeurossensorial unilateral
H91.0Perda auditiva condutiva bilateralCondutiva bilateral
H91.1Perda auditiva condutiva unilateralCondutiva unilateral

Fonte: Classificação da CID-10 (OMS, 2023)

Causas da Perda Auditiva Neurossensorial Bilateral

Fatores genéticos

Vários casos têm origem em fatores hereditários, como síndromes genéticas que afetam a audição, por exemplo, a síndrome de Usher ou a síndrome de Waardenburg.

Exposição a ruídos

O contato frequente ou prolongado com ruídos intensos, como música alta, worked nos canteiros de obras ou indústrias, pode danificar as células ciliadas da cóclea de forma irreversível.

Doenças infecciosas e exposições tóxicas

Infecções como a meningite, sarampo ou rubéola, além de exposições a medicamentos ototóxicos, também são causas comuns dessa perda auditiva.

Envelhecimento

O processo de envelhecimento natural pode levar à presbiacusia, que muitas vezes apresenta padrão neurossensorial bilateral.

Diagnóstico do CID 48.0

Exames clínicos

O diagnóstico de perda auditiva neurossensorial bilateral inclui uma avaliação clínica detalhada, história médica, exame otorrinolaringológico e testes audiológicos específicos.

Exames complementares

  • Audiometria tonal e speech audiometry
  • Emissões otoacústicas
  • Potenciais evocados auditivos do tronco encefálico (PEATE)

Importância do diagnóstico precoce

Diagnosticar essa condição a tempo pode prevenir o agravamento da perda auditiva e melhorar a qualidade de vida do paciente através de intervenções adequadas e precoce.

Tratamentos e Reabilitação

Uso de aparelhos auditivos

Os aparelhos auditivos são a primeira linha de tratamento para perdas auditivas neurossensoriais leves a moderadas.

Implantes cocleares

Em casos mais severos, os implantes cocleares oferecem uma solução eficaz para possibilitar a percepção de sons.

Terapia fonoaudiológica

Complementar ao uso de dispositivos, a terapia fonoaudiológica ajuda na comunicação e na adaptação social do paciente.

Cuidados adicionais

Prevenção de novas perdas, uso de proteção auditiva e acompanhamento periódico são essenciais para a reabilitação.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. O CID 48.0 é uma condição reversível?

Não, a perda auditiva neurossensorial, especialmente na forma bilateral, geralmente é irreversível. Entretanto, tratamentos como aparelhos auditivos e implantes podem melhorar significativamente a qualidade de vida.

2. Como saber se tenho perda auditiva neurossensorial bilateral?

Se você perceber dificuldades na compreensão de fala, zumbido constante ou diminuição da audição em ambos os ouvidos, procure um otorrinolaringologista para avaliação audiológica detalhada.

3. Quais são os fatores de risco para CID 48.0?

Fatores como exposição a ruídos altos, envelhecimento, doenças infecciosas e fatores genéticos são os principais riscos.

4. É possível prevenir essa condição?

Sim, evitar exposição prolongada a ruídos altos, usar protetores de ouvido em ambientes ruidosos e manter o tratamento de doenças infecciosas podem reduzir o risco.

Conclusão

O CID 48.0, que corresponde à "Perda auditiva neurossensorial bilateral", é uma condição que impacta significativamente a comunicação, autonomia e qualidade de vida dos pacientes. Com o avanço da tecnologia e uma avaliação precisa, é possível oferecer uma reabilitação eficiente e melhorar o bem-estar de quem sofre com esse problema. A conscientização sobre suas causas, diagnóstico precoce e tratamento adequado são essenciais para minimizar seus efeitos.

Se você deseja aprofundar seus conhecimentos ou buscar suporte especializado, consulte profissionais de saúde auditiva ou visite plataformas como Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (SBORL) e Associação Brasileira de Audiologia (ABRA).

Referências

  • Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
  • IBGE. Dados sobre deficiência auditiva. Disponível em: https://www.ibge.gov.br
  • Silva, M. et al. Perda auditiva neurossensorial: causas e tratamentos. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, 2021.
  • Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Perda Auditiva. Brasília, 2020.

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