CID 342: Diagnóstico, Sintomas e Tratamentos Atualizados
A classificação Internacional de Doenças (CID) é uma ferramenta fundamental para o diagnóstico, registro e análise de condições de saúde. Quando se trata do código CID 342, estamos lidando com uma condição neurológica que, embora seja considerada rara, requer atenção especializada e atualização constante em relação aos tratamentos e diagnósticos mais recentes. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre o CID 342, incluindo seus sintomas, métodos de diagnóstico, tratamentos disponíveis e informações atualizadas com base na literatura médica.
O que é o CID 342?
Definição e Classificação
O CID 342 refere-se à cefaleia em salvas, uma condição caracterizada por episódios intensos de dor de cabeça que ocorrem de forma periódica. Essas crises geralmente são agudas, extremamente dolorosas e possuem um padrão específico de apresentação.

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças, o código CID 342 é utilizado para identificar especificamente casos de cefaleia em salvas, uma condição que atinge aproximadamente 0,1% da população mundial, predominando em homens jovens.
Diagnóstico do CID 342
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico de CID 342 é clínico e baseado na história do paciente, além de exames que descartem outras causas de dor de cabeça. Os principais passos incluem:
- Anamnese detalhada
- Exame neurológico completo
- Exames de imagem, como ressonância magnética (RM) e tomografia computadorizada (TC), para excluir outras patologias
Critérios diagnósticos
Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, os critérios para diagnóstico de cefaleia em salvas incluem:
| Critério | Descrição |
|---|---|
| Episódios de dor de cabeça intensa | Episódios súbitos de dor unilateral, geralmente na região orbitária ou temporal, dores em fogo, intensas e uni ou bilateral. |
| Duração dos episódios | Entre 15 minutos e 3 horas, se não tratados. |
| Padrão periódico | Ataques ocorrem em períodos de várias semanas a meses, seguidos de períodos livres. |
| Frequência | De 1 a 8 ataques por dia durante o período de crise. |
| Resposta ao tratamento | Respostas rápidas a tratamentos específicos, como oxigênio ou triptanos. |
Sintomas do CID 342
Sintomas principais
Os sintomas característicos da cefaleia em salvas incluem:
- Dor intensa e unilateral: Geralmente na região orbitária ou temporal.
- Duração curta, mas aguda: Entre 15 minutos e 3 horas.
- Ataques recorrentes: Podem ocorrer várias vezes ao dia.
- Início súbito: A dor costuma atingir o pico rapidamente.
Sintomas associados
Além da dor, outros sintomas podem acompanhar os ataques, como:
- Lacrimejamento no olho afetado
- Congestão nasal ou rinorreia
- Sudorese facial
- Pallor ou rubor facial
- Agitação ou agitação motora
- Ptose ou miose no olho acometido
Tratamentos para CID 342
Tratamento da crise
Os tratamentos de emergência visam aliviar rapidamente a dor durante as crises. Os principais incluem:
- Oxigenoterapia: Inalação de oxigênio a 12-15 litros por minuto por 15 minutos.
- Triptanos: Como sumatriptano, adminstrado por via tópica ou injetável.
- Medicamentos de resgate: Analgésicos comuns geralmente não funcionam, por isso o foco é em tratamentos específicos.
Tratamento preventivo
Para reduzir a frequência e a intensidade das crises, utilizam-se medicamentos preventivos, como:
| Medicação | Objetivo | Observações |
|---|---|---|
| Verapamil | Controle da frequência das crises | Monitorar frequência cardíaca |
| Lithium | Casos mais resistentes | Avaliações periódicas |
| Corticoides | Uso em episódios agudos ou como terapia de curto prazo | Acompanhamento médico |
| Topiramato | Controle preventivo | Ajuste de dose conforme resposta |
Para explorar mais sobre esse tema, acesse a Revista Brasileira de Cefaleia.
Tratamentos Atualizados para CID 342
Nos últimos anos, estudos têm avaliado novas terapias e abordagens para o tratamento da cefaleia em salvas, incluindo:
- Neuroestimuladores: Implantes de dispositivos que modulam a atividade cerebral.
- Técnicas de neuromodulação não invasivas: Como a estimulação magnética transcraniana.
- Terapias complementares: Acupuntura e biofeedback, que têm mostrado resultados promissores em alguns pacientes.
Pesquisa e inovação
Segundo um estudo publicado na The Journal of Headache and Pain, a pesquisa clínica tem se focado na terapia com oxigênio hipertensivo e no uso de medicamentos inovadores, como a galcanezumabe, uma anticorpo monoclonal que promete reduzir a frequência dos ataques em casos difíceis de tratar.
Perguntas Frequentes
1. Qual a causa da CID 342?
A causa exata da cefaleia em salvas ainda não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva disfunções no hipotálamo, estruturas relacionadas ao sistema nervoso autonômico e alterações vasculares.
2. Como diferenciar CID 342 de outros tipos de dor de cabeça?
A cefaleia em salvas apresenta um padrão muito característico de ataques severos, duração breve, recorrência em períodos específicos e sintomas associados, que a diferenciam de enxaqueca, cefaleia tensionada ou outras dores de cabeça.
3. É possível prevenir a CID 342?
Sim. Uso de medicação preventiva durante o período de crises, mudanças no estilo de vida e evitar fatores desencadeantes contribuem para o controle da condição.
4. A CID 342 tem cura?
Até o momento, não há cura definitiva para a cefaleia em salvas. Entretanto, os tratamentos disponíveis e as novas terapias permitem um controle eficiente dos sintomas.
Conclusão
A CID 342, conhecida como cefaleia em salvas, é uma condição neurológica caracterizada por episódios dolorosos intensos e recorrentes. O diagnóstico precoce, baseado em critérios clínicos precisos e exames complementares, aliado a tratamentos efetivos — que evoluíram bastante nos últimos anos — possibilita uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes. A busca por terapias inovadoras e personalizadas permanece como foco da pesquisa médica, prometendo futuros avanços no manejo dessa condição.
Se você ou alguém próximo sofre com dores de cabeça frequentes, especialmente com sintomas intensos e episódicos, procure um neurologista para avaliação adequada. Conhecimento atualizado e tratamento correto fazem toda a diferença.
Referências
- Sociedade Brasileira de Cefaleia. Manual de Cefaleia. São Paulo: SBCCE, 2022.
- Headache Classification Committee of the International Headache Society. The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition (beta version). Cephalalgia. 2013;33(9):629-808.
- Reis, F. et al. "Atualizações em terapias para cefaleia em salvas." J Head Pain. 2021.
- Revista Brasileira de Cefaleia
- The Journal of Headache and Pain
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