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CID 31.7: Entenda a Classificação da Psicoses Funcionais

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A classificação internacional de doenças (CID) é uma ferramenta fundamental na medicina, permitindo a padronização dos diagnósticos e a organização do tratamento de diversas condições clínicas. Entre as categorizações presentes na CID, o item CID 31.7 refere-se às psicoses funcionais, um grupo de transtornos mentais que impactam significativamente a vida dos pacientes, mas cujo entendimento ainda gera dúvidas e mitos.

Neste artigo, vamos explorar aprofundadamente o que significa CID 31.7, suas características, diagnóstico, tratamento e fatores associados, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema. Se você busca compreender melhor as psicoses funcionais e seu impacto na saúde mental, continue conosco!

cid-31-7

O Que É CID 31.7?

Definição de CID 31.7

O código CID 31.7 está inserido na classificação que trata das psicoses, especificamente as psicoses funcionais, que representam um grupo de transtornos mentais caracterizados por alterações na percepção, no pensamento e na relação com a realidade, sem uma causa orgânica identificável.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as psicoses funcionais incluem condições como a esquizofrenia, transtornos delirantes e outros transtornos psicóticos que não possuem uma origem física ou orgânica clara.

Classificação e Características das Psicoses Funcionais

O que distingue as psicoses funcionais das orgânicas?

CaracterísticasPsicoses FuncionaisPsicoses Orgânicas
CausaNão identificável ou não orgânicaOrigem física ou orgânica
Perspectiva de diagnósticoExclusivamente clínicaExames complementares podem ajudar
Resposta ao tratamentoVariada, mas geralmente sensível a medicamentosDependente da causa orgânica
ExemplosEsquizofrenia, transtorno deliranteTumores cerebrais, infecções, trauma craniano

Características principais

  • Perda de contato com a realidade: alucinações, delírios e pensamentos desorganizados.
  • Alterações no funcionamento social e ocupacional: isolamento, dificuldades no trabalho e nos relacionamentos.
  • Ausência de causa física aparente: sem associação com doenças neurológicas ou físicas que expliquem os sintomas.

Diagnóstico das Psicoses Funcionais

Critérios diagnósticos

O diagnóstico de CID 31.7 é clínico, baseado em critérios estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) e pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Entre os principais critérios estão:

  • Presença de sintomas psicóticos (alucinações, delírios)
  • Duração dos sintomas superiores a um mês
  • Ausência de causas orgânicas identificáveis
  • Impacto funcional significativo

Importância da avaliação multidisciplinar: psiquiatras, neurologistas e outros profissionais de saúde mental colaboram no diagnóstico preciso.

Tratamentos e Cuidados Necessários

Abordagem multidisciplinar

O tratamento das psicoses funcionais requer uma combinação de medicamentos, psicoterapia e suporte social.

TratamentoObjetivoExemplos
FarmacoterapiaControle dos sintomas psicóticosAntipsicóticos, estabilizadores de humor
PsicoterapiaReforçar o funcionamento psicológicoTerapia cognitivo-comportamental (TCC)
Apoio social e familiarReduzir o isolamento e melhorar a reintegração socialGrupos de apoio, reabilitação psicossocial

Medicamentos utilizados

  • Antipsicóticos típicos e atípicos: risperidona, clozapina, olanzapina.
  • Estabilizadores de humor: valproato, lamotrigina.
  • Terapias complementares: psicopedagogia, terapia ocupacional.

Importância do acompanhamento contínuo

Como afirma o psiquiatra Dr. João Carlos Salles:

"A adesão ao tratamento e o suporte social são essenciais para a melhora sustentada e a reintegração do paciente à vida social."

Fatores de Risco e Prevenção

Quais fatores aumentam o risco de psicoses funcionais?

Algumas condições podem favorecer o desenvolvimento de transtornos psicóticos, incluindo:

  • Histórico familiar de transtornos mentais
  • Estresse severo ou trauma na infância
  • Uso de substâncias psicoativas, como drogas ilícitas
  • Situações de vulnerabilidade social ou econômica

Prevenção

Embora nem todos os fatores possam ser evitados, ações como acompanhamento psicológico, educação em saúde mental e programas de prevenção ao uso de drogas contribuem para reduzir riscos.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual é a diferença entre psicoses funcionais e orgânicas?

A principal diferença está na causa. As psicoses orgânicas têm uma origem física identificável, como lesões cerebrais, enquanto as psicoses funcionais não apresentam causa orgânica aparente.

2. Quanto tempo dura uma psicoses funcional?

Depende do diagnóstico, do tratamento e do suporte social. Com tratamento adequado, muitos pacientes podem manter estabilidade por longos períodos, porém acompanhamento constante é essencial.

3. É possível recuperar completamente de uma psicoses funcional?

Sim, muitos pacientes conseguem uma melhora significativa e até a remissão total dos sintomas com tratamento contínuo e acompanhamento adequado.

4. Quais são os sinais de alerta?

Mudanças rápidas no comportamento, isolamento social, alucinações ou delírios, dificuldades na comunicação e conflitos interpessoais são sinais que demandam avaliação profissional imediata.

Conclusão

A classificação CID 31.7 abrange um grupo importante de transtornos mentais conhecidos como psicoses funcionais. Compreender suas características, diagnóstico e tratamentos disponíveis é essencial tanto para profissionais de saúde quanto para familiares e pacientes.

A evolução na compreensão dessas doenças tem possibilitado tratamentos mais eficazes, possibilitando às pessoas afetadas uma melhor qualidade de vida e maior integração social. Como disse Carl Jung, renomado psiquiatra, "Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda." Portanto, o cuidado com a saúde mental é fundamental para o bem-estar de todos.

Se você ou alguém que conhece apresenta sintomas relacionados, procure ajuda especializada imediatamente.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Geneva, 1992.
  2. DSM-5 - Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Associação Americana de Psiquiatria, 2013.
  3. Salles, João Carlos. Transtornos Psicóticos: Diagnóstico e Tratamento. Revista Brasileira de Psiquiatria, 2020.
  4. Ministério da Saúde. Guia de Saúde Mental: Psicoses. Brasília, 2019.

Links externos relevantes

Se tiver interesse em aprofundar seus conhecimentos sobre saúde mental, não deixe de consultar os recursos disponíveis e buscar profissionais qualificados. Cuide da sua mente, ela é o seu maior patrimônio.