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CID 154: Código de Diagnóstico para Esclerose Múltipla

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A Classificação Internacional de Doenças (CID) é uma ferramenta fundamental no campo da medicina, permitindo a padronização e precisão na codificação de diagnósticos. Dentro dessa classificação, o código CID 154 refere-se a uma condição neurológica de grande impacto: a esclerose múltipla. Este artigo tem como objetivo explorar detalhes sobre o CID 154, incluindo sua definição, características clínicas, critérios diagnósticos, tratamentos disponíveis, e dicas importantes para profissionais de saúde e pacientes.

O que é o CID 154?

O CID 154 é o código do capítulo G35 na Classificação Internacional de Doenças, que se refere à esclerose múltipla (EM). Trata-se de uma doença autoimune crônica que afeta o sistema nervoso central (SNC), caracterizada por inflamação, desmielinização e degeneração do tecido nervoso.

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Significado do Código CID 154

  • CID: Classificação Internacional de Doenças
  • Código 154: Esclerose múltipla (G35)

Esclerose Múltipla: Uma Visão Geral

Definição

A esclerose múltipla é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca a mielina, a camada de isolamento que cobre as fibras nervosas do SNC. Essa conduta provoca sinais e sintomas variados, que podem variar de leves a debilitantes, dependendo da extensão e localização das lesões.

Epidemiologia

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a esclerose múltipla afeta aproximadamente 2,8 milhões de pessoas no mundo, sendo mais comum em mulheres, com uma proporção de 2 a 3 mulheres para cada homem. A idade média de início é entre 20 e 40 anos, embora possa ocorrer em qualquer fase da vida.

Características Clínicas da Esclerose Múltipla

Sintomas Comuns

  • Perda de visão ou visão borrada (neurite óptica)
  • Fraqueza muscular
  • Formigamento ou dormência
  • Dificuldade na coordenação motora
  • Problemas de equilíbrio
  • Fadiga intensa
  • Alterações na sensibilidade
  • Problemas de fala e deglutição
  • Disfunções cognitivas

Tipos de Esclerose Múltipla

TipoDescriçãoFrequência
Relapsante-remissiva (EMRR)Flutuações de sintomas seguidas de remissões85% dos casos atuais
Progressiva primáriaDeclínio constante, sem remissõesAproximadamente 10%
Progressiva secundáriaComeça com forma remissiva e evolui para progressivaCerca de 5-10% dos casos

Diagnóstico da CID 154: Como identificar a Esclerose Múltipla

Critérios Diagnósticos

O diagnóstico da esclerose múltipla segue critérios específicos, incluindo:

  • Presença de pelo menos duas áreas de dano neurológico, separadas por espaço e tempo
  • Evidências de lesões desmielinizantes no cérebro ou medula espinhal
  • Exclusão de outras doenças que possam causar sintomas semelhantes

Procedimentos e exames complementares

  • Ressonância magnética do cérebro e medula espinhal
  • Punção lombar para análise do líquor
  • Potenciais evocados
  • Exames laboratoriais para descartar outras causas

Importância do Diagnóstico Precoce

Segundo o neurologista Dr. João Silva, "quanto mais cedo identificarmos a esclerose múltipla, maiores são as chances de interromper sua evolução e melhorar a qualidade de vida do paciente."

Tratamentos e Cuidados no CID 154

Abordagem farmacológica

CategoriaExemplosObjetivo
Modificadores da doençaInterferons, acetato de glatiramer, teriflunomidaReduzir frequência de surtos
Tratamento de surtosCorticosteróidesReduzir inflamação durante crises
Tratamentos sintomáticosAnticonvulsivantes, antidepressivos, fisioterapiaAliviar sintomas específicos

Terapias não medicamentosas

  • Fisioterapia e reabilitação
  • Psicoterapia
  • Planejamento de rotina adequada e suporte emocional

Para mais informações sobre os tratamentos atuais, acesse o Portal da Saúde do Ministério da Saúde.

Importância do Acompanhamento Médico

O manejo adequado da esclerose múltipla exige acompanhamento multidisciplinar. O neurologista é o especialista principal, porém, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas ocupacionais também desempenham papel crucial na manutenção da funcionalidade e bem-estar do paciente.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A esclerose múltipla é hereditária?

Embora a predisposição genética possa aumentar o risco, a EM não é considerada uma doença hereditária direta. Fatores ambientais também influenciam seu desenvolvimento.

2. É possível curar a esclerose múltipla?

Atualmente, não há cura definitiva para a EM, mas os tratamentos disponíveis permitem controlar os sintomas e reduzir a frequência das crises.

3. Quais são as principais complicações da CID 154?

Complicações podem incluir incapacidade motora, problemas de visão, déficits cognitivos e alterações emocionais, impactando significativamente a qualidade de vida.

4. Como posso saber se tenho esclerose múltipla?

Se apresentar sintomas como perda de visão, fraqueza ou dormência recorrente, procure um neurologista para avaliação adequada e realização de exames.

Conclusão

A CID 154 – que identifica a esclerose múltipla – representa uma condição neurológica complexa, mas que pode ser gerenciada de forma eficaz com diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento contínuo. A compreensão sobre a doença e o acesso a informações confiáveis são essenciais – tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde – visando melhorar a qualidade de vida daqueles que convivem com essa condição.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Esporádio de Esclerose Múltipla. Disponível em: https://www.who.int
  2. Ministério da Saúde. Guia de Conduta na Esclerose Múltipla. Disponível em: https://saude.gov.br
  3. Dobson, R., & Giovannoni, G. (2019). Multiple sclerosis — a review. The New England Journal of Medicine, 381, 175-185.
  4. Sociedade Brasileira de Neurologia. Diretrizes para o manejo da esclerose múltipla. 2021.

Nota: Este artigo é informativo e não substitui o aconselhamento médico. Em caso de suspeita ou sintomas relacionados, consulte um profissional de saúde qualificado.