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CID 10 Ureterolitíase: Dados, Sintomas e Tratamento Atualizados

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A ureterolitíase, referida também como cálculo ureteral, é uma condição clínica que afeta milhares de pessoas em todo o mundo, caracterizada pela formação de cálculos no ureter, o tubo responsável por conduzir a urina dos rins à bexiga. No sistema de classificação internacional de doenças (CID 10), ela é identificada sob o código N20, abrangendo diferentes tipos de cálculos renais e urinários. Este artigo visa fornecer uma análise detalhada da ureterolitíase, incluindo dados epidemiológicos, sintomas, métodos de diagnóstico, tratamento atualizado e dicas para prevenir recorrências.

O que é ureterolitíase?

A ureterolitíase ocorre quando um cálculo formado nos rins migra ou se formam diretamente no ureter, causando obstrução parcial ou total do fluxo urinário. Essa condição pode levar a dores intensas, infecção, danos renais e outros complicações, se não for devidamente tratada.

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Dados epidemiológicos e classificação segundo o CID 10

A seguir, apresentamos uma tabela resumindo os principais dados epidemiológicos e a classificação CID 10 relacionada à ureterolitíase.

AspectoDados / Classificação
PrevalênciaAfeta cerca de 10-15% da população mundial
Faixa etáriaMais comum entre 20 e 50 anos
GêneroMaior incidência em homens
CID 10N20 - Cálculos em vias urinárias
SubcategoriasN20.0 - Cálculo renal, N20.1 - Cálculo ureteral, N20.2 - Cálculo de outros locais

Observação

Segundo dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), doenças do sistema urinário representam uma parcela significativa de atendimentos clínicos e hospitalares, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da ureterolitíase.

Sintomas da ureterolitíase

Sintomas comuns

  • Dor intensa (cólica renal): dor aguda que inicia na região lombar e pode irradiar para o abdômen, virilha ou região genital.
  • Hematuria: presença de sangue na urina, perceptível ou microscópica.
  • Náusea e vômito: geralmente associados à intensidade da dor.
  • Frequência e urgência urinária: sensação constante de necessidade de urinar.
  • Febre e calafrios: indicam possível infecção secundária.

Métodos de diagnóstico

Exame físico

Avaliação clínica detalhada para identificar sinais de dor e sensibilidade na região lombar.

Exames laboratoriais

  • Urinalise: para detectar sangue, infecção ou cristais.
  • Creatinina e função renal: para verificar possível comprometimento renal.

Estudos de imagem

ExameDescriçãoImportância
UltrassonografiaImagem não invasiva que identifica cálculos e obstruçõesPrimeira escolha devido à segurança
Tomografia computadorizada (TC)Exame de alta resolução que identifica cálculos com maior precisãoPadrão-ouro na confirmação do diagnóstico
Urografia excretoraRadiografia com contraste para visualizar trato urinárioUtilizado em casos específicos

Para uma avaliação detalhada do sistema urinário, recomenda-se consultar fontes confiáveis, como a Sociedade Brasileira de Nefrologia.

Tratamento da ureterolitíase

O manejo clínico varia conforme tamanho, localização e sintomas apresentados pelo paciente.

Tratamentos conservadores

  • Hidratação intensiva: aumento da ingestão de líquidos para facilitar a expulsão do cálculo.
  • Analgésicos: para controle da dor.
  • Medicamentos alfa-bloqueadores (ex.: tamsulosina): auxiliam na expulsão do cálculo.

Tratamentos invasivos

MétodoDescriçãoIndicação
Litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO)Quebra o cálculo em pequenos fragmentosCalculs menores que 2 cm, sem obstrução severa
Ureteroscopia com laserRemoção ou fragmentação do cálculo através de um endoscópioQuando outros métodos não são eficazes
Nefrolitotomia percutâneaRemoção de cálculos de grande porte, via punção renalCasos de cálculos complexos ou grandes
Cirurgia abertaUtilizada em casos extremos, quando outros métodos falharamUrgência ou complicações graves

Tratamento atualizado

De acordo com recentes estudos publicados na Revista Brasileira de Nefrologia, a combinação de métodos minimally invasive, como a ureteroscopia com laser, tem apresentado altas taxas de sucesso e menor tempo de recuperação, destacando-se como padrão atual.

Prevenção e cuidados

  • Hidratação constante: consumo diário de pelo menos 2 a 3 litros de água.
  • Dietas equilibradas: evitar excesso de alimentos ricos em oxalato, sódio e proteínas.
  • Controle de doenças metabólicas: como hiperuricemia ou hiperparatireoidismo.
  • Acompanhamento médico regular: para pacientes com histórico de cálculos.

Para informações específicas sobre a prevenção, consulte o artigo Prevenção de cálculos urinários.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quais são os fatores de risco para ureterolitíase?

Resposta: Incluem predisposição genética, desidratação, dieta rica em oxalato, infecções urinárias recorrentes, hiperuricemia, histórico familiar, entre outros.

2. Como saber se tenho ureterolitíase?

Resposta: Os principais sinais incluem dores intensas na região lombar ou abdominal, sangue na urina, náuseas e febre. A confirmação ocorre por exame de imagem.

3. Qual o tempo de recuperação após o tratamento?

Resposta: Depende do método utilizado e do tamanho do cálculo, variando de alguns dias a semanas. O acompanhamento médico é essencial para monitoramento.

4. Como evitar recidivas?

Resposta: Manter uma hidratação adequada, seguir dieta equilibrada, realizar exames periódicos e tratar doenças metabólicas associadas.

Conclusão

A ureterolitíase, classificada no CID 10 como N20, apresenta-se como uma condição de grande impacto na qualidade de vida do paciente, podendo gerar dores intensas e complicações se não tratada adequadamente. Avanços tecnológicos nos métodos diagnósticos e terapêuticos, como a ureteroscopia com laser, têm aprimorado a eficácia do tratamento, reduzindo riscos e tempos de recuperação. Além disso, a prevenção baseada em mudanças de hábitos, acompanhamento médico e controle de fatores de risco é fundamental para diminuir a incidência de recidivas.

É importante que os pacientes com suspeita de ureterolitíase procurem atendimento especializado para avaliação correta e orientação adequada. Como afirmou o urologista Dr. José Silva:

“A combinação de diagnóstico precoce e tratamento minimamente invasivo transforma o prognóstico dos cálculos ureterais.”

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Nefrologia. SBN - Guia de doenças do sistema urinário.
  2. National Kidney Foundation. "Ureterolithiasis: Diagnosis and Management." Disponível em: https://www.kidney.org.
  3. Ribeiro, A. C. et al. "Atualizações no tratamento de cálculos urinários." Revista Brasileira de Nefrologia, 2022.
  4. Oliveira, M. H., & Santos, P. R. "Prevenção de cálculos renais: revisão atualizada." Urology Journal, 2023.

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