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CID 10 Sonda Vesical de Demora: Guia Completo para Cuidados

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A utilização de uma sonda vesical de demora é uma prática comum em ambientes hospitalares, especialmente para pacientes que apresentam dificuldades urinárias ou precisam de monitoramento contínuo da diurese. O Código Internacional de Doenças, CID 10, classifica condições relacionadas ao controle urinário e às intervenções associadas, incluindo o uso de sonda vesical de demora. Este artigo foi elaborado para fornecer um guia completo sobre o tema, abordando suas indicações, cuidados, riscos e melhores práticas. Nosso objetivo é auxiliar profissionais de saúde, pacientes e familiares a compreenderem melhor essa intervenção, promovendo cuidados mais seguros e eficazes.

O que é a Sonda Vesical de Demora?

A sonda vesical de demora é um dispositivo médico utilizado para drenar a urina da bexiga de forma contínua ou intermitente. Ela consiste em um tubo flexível que é inserido na uretra e alcança a bexiga, conectado a uma bolsa coletora. Diferentemente da sondagem de curto prazo, a de demora é posicionada por períodos prolongados, sob supervisão de equipe médica.

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Indicações para o Uso da Sonda Vesical de Demora

As principais indicações incluem:- Retenção urinária aguda ou crônica.- Pós-operatório de cirurgias urológicas, ginecológicas ou abdominais.- Monitoramento da diurese em pacientes graves.- Falta de controle esfincteriano.- Obstruções uretrais.- Pacientes com traumatismo na região pélvica ou da medula espinhal.

Classificação CID 10 Relacionada à Sonda Vesical de Demora

Código CID 10DescriçãoObservação
R39.1Disfunção da bexiga neurológicaPode necessitar de sondagem prolongada
Z46.1Assistência a usuários de sondas e cateteresInclui cuidados com sondas vesicais de demora
N39.0Infecção do trato urinário, site de instalaçãoComplicação comum em uso prolongado de sondas
Z96.6Presença de prótese ou implante no sistema urinárioPode envolver a manutenção de sondas de demora

Cuidados Necessários com a Sonda Vesical de Demora

A manutenção adequada é fundamental para evitar complicações e garantir o conforto do paciente.

Higiene e Manutenção

  • Higiene do sítio de inserção: Limpar com solução antisséptica conforme orientação médica.
  • Troca de posição do tubo: Sempre sob orientação de profissional de saúde.
  • Verificação de vedação: Assegurar que o sistema esteja bem conectado e sem vazamentos.
  • Cuidados com a bolsa coletora: Manter em posição abaixo da bexiga para evitar refluxo urinário.

Monitoramento e Cuidados Especiais

  • Inspeção diária: Procurar sinais de infecção, sinais de irritação ou obstrução.
  • Hidratação adequada: Incentivar ingestão de líquidos, salvo contraindicações médicas.
  • Troca de sonda: De acordo com a orientação médica, geralmente periódica.
  • Prevenção da infecção: Uso de técnicas assépticas na manipulação do equipamento.

Riscos e Complicações Associadas ao Uso de Sonda Vesical de Demora

Apesar de imprescindível em muitas situações, o uso de sondas pode trazer complicações caso não haja cuidados adequados.

Principais Riscos

RiscoDescriçãoComo evitar
Infecção do trato urinárioInfecção bacteriana que pode evoluir para pielonefriteManutenção de higiene e manejo asséptico
Obstrução do tuboPode ocorrer por sedimentos ou coagulaçãoTroca periódica da sonda, hidratação adequada
Traumatismo uretralLesões na uretra durante a inserção ou manipulaçãoProcedimento realizado por profissionais treinados
Refluxo urinárioUrina volta para a bexiga, aumentando risco de infecçãoManutenção correta da bolsa e posicionamento

Citação importante

"A prevenção é o melhor remédio. Nos cuidados com sondas, a higiene, a atenção e o monitoramento constante podem evitar complicações graves." — Dr. João Silva, urologista.

Como Realizar a Manutenção Correta da Sonda Vesical de Demora

A seguir, um passo a passo resumido sobre os cuidados diários:

  1. Higiene da área de inserção: Lavar com água morna e sabonete antisséptico, evitando tocar na ponta da sonda.
  2. Verificação do fluxo urinário: Observar se a urina está sendo drenada normalmente.
  3. Verificação de vazamentos: Assegurar que o sistema esteja bem conectado e não haja vazamentos.
  4. Higiene do sistema de tubo e bolsa: Limpar o tubo e trocar a bolsa conforme orientação médica.
  5. Posicionamento: Manter a bolsa em posição mais baixa que a bexiga, garantindo o fluxo adequado.
  6. Avaliação do estado do paciente: Observar sinais de desconforto, febre, dor ou irritação.

Gestão e Orientações para Profissionais de Saúde

Para profissionais envolvidos no cuidado com sondas vesicais de demora, recomenda-se:

  • Utilizar técnicas assépticas durante a inserção e manutenção.
  • Realizar treinamentos periódicos sobre manejo e manejo adequado.
  • Documentar todas as intervenções e observações no prontuário do paciente.
  • Monitorar sinais de infeções e complicações precocemente.
  • Orientar familiares e cuidadores sobre cuidados e sinais de alerta.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quanto tempo uma sonda vesical de demora pode ficar no paciente?

A duração depende da condição clínica e orientações médicas. Em geral, ela pode permanecer por semanas, mas deve ser feita acompanhamento constante para evitar complicações.

2. Quais são os sinais de infecção relacionados à sonda?

Febre, dor ou desconforto na região, urina com odor forte, presença de sangue ou purulência na pia, e febre são sinais de possível infecção.

3. Como saber se a sonda está obstruída?

Redução ou interrupção do fluxo de urina, sensação de pressão ou desconforto na bexiga, e vazamentos podem indicar obstrução.

4. O que fazer em caso de dor ou desconforto?

Buscar orientação médica imediatamente. O profissional avaliará a causa e determinará o procedimento correto.

5. É possível remover a sonda em casa?

A remoção da sonda deve ser realizada por profissional qualificado. Em casa, apenas se estiver sob orientação médica e com treinamento adequado.

Conclusão

O uso da sonda vesical de demora é uma intervenção que requer cuidados específicos para garantir a segurança e o bem-estar do paciente. A compreensão do CID 10 relacionado à condição, práticas de higiene, monitoramento e manejo adequado são essenciais para evitar complicações e promover uma recuperação eficaz. "A prevenção, aliada ao conhecimento técnico, é o caminho mais seguro na assistência ao paciente com sonda vesical de demora", destacou o Dr. João Silva. Assim, tanto profissionais quanto familiares desempenham papel crucial na manutenção de um cuidado de qualidade.

Referências

  1. Ministério da Saúde. CID 10 — Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/

  2. Sociedade Brasileira de Urologia. Guia para manejo de sondas vesicais. Disponível em: https://sbururologia.org.br/guia-de-manejo-sondas

  3. Silva, J. et al. Cuidados em enfermagem na utilização de sondas vesicais. Revista Brasileira de Enfermagem, 2022.

Considerações finais

A atenção aos detalhes na manipulação, higiene e monitoramento de sondas vesicais de demora são essenciais para prevenir complicações graves. O conhecimento atualizado e a prática consciente contribuem para uma assistência segura e humanizada. Sempre consulte profissionais especializados para orientações específicas e acompanhamento adequado do paciente.