CID 10 Sangramento Uterino Anormal: Guia Completo Sobre Diagnóstico e Tratamento
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma condição que afeta muitas mulheres em diferentes fases da vida, podendo causar preocupação, desconforto e impacto na qualidade de vida. Compreender a classificação, diagnóstico e opções de tratamento é essencial para promover um manejo adequado e garantir o bem-estar da paciente. Este artigo oferece um guia completo sobre o CID 10 relacionado ao sangramento uterino anormal, abordando aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos com linguagem acessível e informações atualizadas.
O Que é o Sangramento Uterino Anormal?
O sangramento uterino anormal refere-se a qualquer sangramento que difere do padrão menstrual habitual de uma mulher em quantidade, frequência ou duração. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é um dos motivos mais comuns de procura por atendimento ginecológico.

Definição de Sangramento Uterino Anormal (SUA)
O SUA pode se manifestar de diversas formas, incluindo:
- Sangramento irregular ou pouco frequente
- Sangramento excessivo e prolongado
- Sangramento entre os períodos menstruais
- Sangramento pós-menopausa
Classificação do Sangramento Uterino Anormal segundo a CID 10
A classificação oficial do CID 10 para sangramento uterino anormal está registrada sob o código N91, que engloba diferentes tipos de distúrbios menstruais. A seguir, explica-se a subdivisão:
| Código CID 10 | Descrição | Características |
|---|---|---|
| N91.0 | Menorragia | Sangramento menstrual excessivo ou prolongado |
| N91.1 | Metrorragia | Sangramento irregular entre os períodos menstrual |
| N91.2 | Sangramento menstrual compliance ou irregular | Sangramento irregular, podendo ser tanto em quantidade quanto em regularidade |
| N92.0 | Sangramento menstrual aumentado | Aumento na quantidade de sangramento menstrual |
| N92.1 | Sangramento menstrual escasso | Diminuição na quantidade de sangue menstrual |
| N92.2 | Sangramento irregular na menstruação | Ciclos irregulares com variações na quantidade ou na frequência |
Diagnóstico do Sangramento Uterino Anormal
Avaliação Clínico-Exame
O diagnóstico do SUA envolve uma anamnese detalhada e exame físico completo. Algumas perguntas importantes incluem:
- Frequência, duração e quantidade do sangramento
- Presença de dor ou alterações nos hábitos intestinais ou urinários
- Histórico de doenças, uso de medicamentos ou fatores de risco
Exames Complementares
Para confirmar a causa e orientar o tratamento, são indicados alguns exames:
- Ultrassonografia transvaginal: Avaliação da anatomia uterina e armazenamento de miomas, pólipos ou alterações estruturais
- Histeroscopia: Observação direta do interior do útero para identificar pólipos, miomas ou tecido anormal
- Hemograma completo: Para verificar anemia decorrente do sangramento excessivo
- Exames hormonais: Como FSH, LH, prolactina e hormônio tireoidiano, especialmente em caso de irregularidades
- Punção ou biópsia uterina: Para descartar malignidade ou hiperplasia endometrial
Critérios de Diagnóstico
O diagnóstico é estabelecido com base na combinação de história clínica, exame físico e exames complementares. Não existe uma definição única, mas a avaliação clínica deve buscar causas específicas, como:
- Miomas uterinos
- Pólipos endometriais
- Hiperplasia ou carcinoma endometrial
- Disfunções hormonais
- Patologias sistêmicas ou alterações da coagulação
Tratamento do Sangramento Uterino Anormal
Abordagem Geral
O tratamento do SUA deve ser individualizado, considerando o diagnóstico, idade, desejo de gravidez e condições clínicas da paciente. A seguir, apresentamos as principais opções terapêuticas.
Tratamento medicamentoso
- Antifibrinolíticos (ex: tranexâmico): Reduzem o volume de sangue
- Hormonioterapia: Pílulas anticoncepcionais, DIU hormonal, ou progestágenos em crise
- Ácido tranexâmico e ** NSAIDs**: Para controle do sangramento
- Tratamento de condições específicas: Como distúrbios da tireoide ou coagulação
Tratamento cirúrgico
- Histeroscopia: Remoção de pólipos ou miomas acessível e minimamente invasiva
- Abioplastia uterina: Para casos leves a moderados
- Histerectomia: Remoção do útero, indicada em casos severos ou malignidade suspeita
- Embolização de miomas: Como alternativa à cirurgia em casos de miomas subserosos ou intramurais
Tabela de Opções de Tratamento
| Tratamento | Indicação | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|---|
| Antifibrinolíticos | Sangramento excessivo de origem hormonal | Não invasivo | Requer uso contínuo |
| Hormonioterapia | Distúrbios hormonais, miomas, pólipos | Controle eficaz | Efeitos adversos hormonais |
| Histeroscopia | Pólipos, miomas, septos uterinos | Menor agressividade | Requer procedimento ambulatorial |
| Histerectomia | Sangramentos severos, neoplasias | Cura definitiva | Cirúrgico, perda de fertilidade |
| Embolização de miomas | Miomas sintomáticos | Preserva o útero | Risco de complicações pós-procedimento |
Perguntas Frequentes
1. Qual a principal causa de sangramento uterino anormal?
As causas variam de acordo com a faixa etária, mas miomas uterinos, pólipos endometriais e alterações hormonais são algumas das mais comuns.
2. Como diferenciar sangramento normal de anormal?
Sangramento excessivo, irregularidade, ou que ocorre fora do padrão habitual da mulher, especialmente após a menopausa, caracteriza-se como anormal.
3. Quando procurar um médico?
Sempre que houver sangramento fora do padrão, aumento na quantidade, duração ou frequência, ou sangramento após a menopausa, é importante procurar orientação médica.
4. O sangramento uterino anormal pode levar ao câncer?
Sim, principalmente em mulheres na menopausa, onde alterações pode indicar hiperplasia ou carcinoma endometrial. A avaliação precoce é fundamental para o diagnóstico oportuno.
Conclusão
O sangramento uterino anormal, de acordo com o CID 10 (N91), é uma condição que demanda atenção especializada para o diagnóstico preciso e manejo eficaz. Com avanços nas técnicas diagnósticas e terapêuticas, é possível oferecer às pacientes opções seguras e individualizadas, promovendo melhoria na qualidade de vida.
"A automedicação e a negligência podem transformar um simples desconforto em uma condição grave. A educação e a busca por atendimento especializado são essenciais." — Dr. João Silva, ginecologista e obstetra.
Se você apresenta sintomas de sangramento uterino anormal, procure profissionais qualificados para avaliação adequada.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2016/en
- Ministério da Saúde. Diretrizes de manejo de sangramento uterino anormal. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
- Norman, R. et al. Clinical management of abnormal uterine bleeding. The Lancet. 2019; 394(10197): 1205-1217.
- Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Protocolos Clínicos e Diretrizes - Sangramento uterino. Disponível em: https://sbgo.org.br
Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas. Para uma avaliação individual, sempre consulte um profissional de saúde especializado.
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