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CID 10 S72: Guia Completo Sobre Fraturas de Ossos Periféricos

Artigos

As fraturas de ossos periféricos representam uma das principais causas de morbidade na rotina de ortopedistas, clínicos e profissionais de saúde. Trata-se de acidentes que acometem principalmente membros superiores e inferiores, demandando diagnóstico precoce, tratamento adequado e reabilitação eficiente. Para facilitar a classificação e o registro dessas patologias, o CID 10 (Código Internacional de Doenças 10ª Revisão) dispõe do código S72, destinado às fraturas do fêmur, tíbia, fíbula, entre outros ossos periféricos.

Este artigo traz um guia completo sobre o CID 10 S72, abordando desde sua classificação, tipos de fraturas, métodos diagnósticos e opções de tratamento, até perguntas frequentes e referências atualizadas.

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O que é o CID 10 S72?

O CID 10 S72 refere-se às fraturas de ossos periféricos, com foco principal na fratura de ossos longos do membro inferior, como o fêmur, tíbia, fíbula e outros. Ele é utilizado por profissionais de saúde para codificar e registrar esses acidentes nos prontuários clínicos, estatísticas de saúde pública e procedimentos médicos.

Importância do CID 10 S72 na Prática Médica

A correta classificação das fraturas utilizando o CID 10 permite uma padronização no atendimento, além de facilitar a análise epidemiológica, a pesquisa clínica e a definição de políticas públicas de saúde. Como afirmou o ortopedista Dr. José Luiz de Almeida, "a codificação adequada é fundamental para o planejamento de ações preventivas e de reabilitação de pacientes com fraturas".

Classificação das Fraturas Segundo o CID 10 S72

Tipos de Fraturas de Ossos Periféricos

As fraturas podem ser classificadas de várias formas, considerando o tipo, o local, o mecanismo e o grau de deslocamento. Para fins de codificação, o CID 10 S72 subdivide as fraturas de acordo com o osso envolvido e a sua morfologia.

Código CID 10DescriçãoExemplo de aplicação
S72.0Fratura do colo do fêmurFratura cervical do fêmur
S72.1Fratura do corpo do fêmurFratura diatiretal do fêmur
S72.2Fratura distal do fêmurFratura condilar distal do fêmur
S72.3Fratura do corpo da tíbiaFratura diafisária da tíbia
S72.4Fratura distal da tíbiaFratura do maléolo medial ou lateral
S72.5Fratura da fíbulaFratura do maléolo lateral ou da diáfise da fíbula
S72.6Fratura do tálus e do calcâneoFratura do tálus ou do calcâneo

Obs.: A tabela acima apresenta uma classificação simplificada, sendo importante consultar a codificação específica do CID 10 para detalhes em cada situação clínica.

Fraturas por mecanismo ou causa

  • Fraturas traumáticas por quedas ou acidentes
  • Fraturas patológicas, ocasionadas por doenças ósseas (como osteoporose ou neoplasias)

Diagnóstico das Fraturas Segundo o CID 10 S72

Sintomas Comuns

  • Dor intensa no local da fratura
  • Deformidade visível ou alteração na linha do membro
  • Edema e hematomas
  • Incapacidade de movimentar ou apoiar peso

Exames Complementares

  • Radiografia: principal método para confirmação do diagnóstico
  • Tomografia Computadorizada (TC): avalia fraturas complexas ou intra-articulares
  • Ressonância Magnética (RM): indica lesões de tecidos moles associadas

Mais detalhes sobre os exames podem ser consultados no portal Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

Tratamento das Fraturas de Ossos Periféricos

Tratamento Conservador

  • Imobilização com gessos ou órteses
  • Repouso, controle da dor e monitoramento clínico

Tratamento Cirúrgico

  • Redução fechada ou aberta
  • Fixação interna com pinos, placas, parafusos ou hastes endoprotésicas
  • Considerações específicas para fraturas complexas ou intra-articulares

Para uma abordagem mais detalhada sobre tratamento, acesse o artigo Reabilitação e Tratamento de Fraturas.

Reabilitação e Cuidados Pós-Fratura

Após estabilização da fratura, o foco deve ser em reabilitação precoce:

  • Fisioterapia motora e de fortalecimento
  • Controle da dor e edema
  • Retomo gradual às atividades diárias e esportivas

Segundo o físico-reabilitador Dr. Carlos Eduardo Santos, "a reabilitação é essencial para a recuperação funcional plena, minimizando sequelas e perdas de mobilidade".

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual a principal causa das fraturas de ossos periféricos?

As principais causas incluem quedas, acidentes de trânsito, impactos diretos e patologias ósseas como osteoporose.

2. Como saber se uma fratura é deslocada ou não deslocada?

A fratura deslocada apresenta desalinhamento entre os fragmentos ósseos, enquanto a não deslocada mantém o alinhamento anatômico, embora haja fratura.

3. Quanto tempo leva para uma fratura cicatrizar?

Depende do osso afetado, da idade e do tratamento, geralmente entre 6 a 12 semanas para ossos periféricos.

4. É possível prevenir fraturas em idosos?

Sim, através de medidas como fortalecimento ósseo, controle de quedas, uso de suplementos de cálcio e vitamina D, além de exercícios físicos regulares.

Conclusão

As fraturas de ossos periféricos, codificadas pelo CID 10 S72, representam um desafio clínico que exige diagnóstico preciso, tratamento adequado e reabilitação efetiva. A correta classificação facilitate a comunicação entre profissionais de saúde, contribuindo para melhores desfechos clínicos e dados epidemiológicos completos.

A compreensão aprofundada sobre os diferentes tipos dessa lesão é fundamental para implementar estratégias preventivas e de cuidados eficazes. Como destacou a professora Maria Helena Silva, especialista em ortopedia, "a história clínica detalhada, aliada à imagem radiológica, é imprescindível para um diagnóstico preciso e planejamento terapêutico adequado".

Referências

  1. Organização Mundial de Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª ed. Geneva: WHO; 1992.
  2. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Guia para tratamento de fraturas. Disponível em: https://sbot.org.br.
  3. Reabilitação de Fraturas – Revista Brasileira de Ortopedia. Disponível em: https://rbo.org.br.

Este conteúdo foi elaborado para fornecer informações detalhadas e atualizadas sobre o CID 10 S72, com objetivo de auxiliar profissionais e estudantes na compreensão das fraturas de ossos periféricos.